Pipa
Quando nascemos, queremos coisas de criança. Brincar, jogar bola, empinar pipa e desenhar. Quando alcançamos a bagunça que é a adolescência, choramos à toa, queremos beijar na boca, trocar confidências com os amigos e estarmos certos em tudo. Quando passamos dessa fase aborrecente, e nos transformamos em adultos (ou quase) deixamos tudo isso para trás. Vem a faculdade, o trabalho e mais algumas iguarias de responsabilidades, as coisas de crianças esquecidas, a adolescência soterrada. Vem a construção de uma família, os filhos e os netos. E a velhice? Ah, a velhice vem. Traz de volta a vontade de ser criança. Traz idas frequentes ao hospital, e a aproximação da família. Traz aquela nostalgia gostosa, aquela vontade de chupar um picolé, e se lambuzar sem medo de alguém estar olhando. Traz aquela frase à tona "Ah, na minha época..."
Bambu que não enverga, dificilmente vira pipa. Assim como Cristão que não se curva, dificilmente vira servo.
A vida é uma pipa livre, leve e solta no espaço.
A vida é essa tênue e frágil linha. É essa ligação,
Esse imã que nos prende. A vida é
Uma invenção divina. A vida é um quebra-cabeça,
Que se monta e remonta. A vida é um mar.
Mar de risos, mar de lágrimas, mar entre ondas
E tempestades, que logo se transformam
Em marolinhas, águas calmas. Dias de sol.
E seria vazia se não houvesse, nem abraços,
Nem amores e dores. Nem fins e
Nem inícios, Opto pelo ápice, os meios.
Na vida tudo passa e trespassa. Nem tudo
Que vai volta. Nem tudo que chega vai.
A vida é um labirinto, onde se perde
E acha. A vida é essa eterna e
incessante busca pelo amor, pela felicidade,
Pela plenitude. Por alguma coisa que
Nos complete interiormente.
Menina...
Estreei no mundo descalça
Minha meninice é prova disso
Corria atrás de pipa
Remava canoa, fugia de coça
Também brincava de boneca
De polícia e de esposa
Era a melhor mãe de mim mesma
Uma bailarina... uma princesa
Meus primeiros dias de mulher
Vieram sorrateiros... bem vindos
Me chegaram num acorde merecido
Me contaram que eu havia crescido
Me peguei feminina pelos lábios
Não sei bem se pelo batton ou se pelo beijo
Mas tinha a pele que me esquentava
Tinha a nuca... a razão que me abandonava
Nunca me perdi da menina descalça
Somei com ela garra e esperança
Aprendemos que pra viver mulher
É preciso antes cuidar de ser criança
- Que saudades..., Xanxerê; soltar a pipa lá pro céu; rodar o pião e jogar bolita no chão da Praça; e, que bom, pés descalços pisar a terra, andar de bicicleta, pescar lambaris com minha mãe; e nadar no rio, inda verde-azul...; namorando a vida e matutando a sorte.
Adi J.C. Musskoff. (Caminhos e Destinos..., No tempo dos Pinhais).
AO TEMPO
Menino da pipa
empina e apita
e sai as carreira
com vento ai.
Esta sempre alegre
brincando na vida
e seu rashtag
é sempre um sorrir.
Menino da pipa
que vai, que fica
no sonho treteiro
e no seu ti, ti, ti
No banho da bica
na água a cacimba
o pote a moringa
e seu existir.
Na haste da flor
a batata do lírio
o suspiro o amor
a onda o Taiti.
Menino da pipa
cresceu foi p'ro mar
e hoje surfando
não quer mais voar.
Antonio Montes
Criança sem uma educação sólida é como uma pipa no ar se darmos a linha ela some e se arrebentar perde-se.
Quando eu via uma pipa, saia correndo para pega ela.
Pega a pipinha, a pipinha, quando nós pegava a pipa a gente comia ela, porque não tinha nada pra comer e a gente comia a pipa.
😁...Eu queria soltar pipa, correr na rua, jogar bola feito criança.
Então faça!
Eles vão falar!
Sim, e o'que irão fazer?
Acho que não podem fazer nada.
E por qual rasão?
A criança que havia neles morreu?!...😞
AO POLÍTICO!
Não temos água pra banho
um carro pipa a cada mês
a seca aumenta de tamanho
e o nosso povo a mercês
e a metade do nosso ganho
paga o luxo de vocês.
DOIS MENINOS
Dois meninos...
Um soltava pipas
o outro pulava cordas.
A linha da pipa arrebentou
O menino...
Amarrou a pipa com a corda...
Acorda, para ver a corda amarrada.
A corda que uns dos meninos pulava
no alto do céu pulsava
com a pipa que puxava
Sob aurora agora
a corda navegava com o vento,
e voava, abaixo das nuvens, voava...
Fazendo sorrir os sentimentos.
Antonio Montes
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