Pessoas Atormentadas
Eu nunca fui realmente insano,
apenas atormentado
pela minha própria mente.
Consumido pelos extremos,
rendido ao esquecimento.
Perdoei quase tudo
exceto as raras vezes
em que meu coração foi tocado
com mãos que não sabiam cuidar.
Trago comigo uma estranha devoção:
a morte não como fim,
mas como pensamento constante,
sombra fiel que nunca me abandona
Os vultos da almas são resquícios de espírito atormentado pela vida resiste.
Nos sutis atos medonhos da vida buscamos perguntas aonde esta o amor...
Nas mortalas do espírito remanesce o abismo da essência humana,
Mesmo no frio da escuridão tem vários insites de uma vida que floreu e próspero num amor profundo e eterno.
Eu sei que te magoei. Sei que estamos ambos atormentados por essa distância que nós mesmos criamos. Mas, sinceramente, o que mais podemos fazer além de admitir que somos melhores juntos?
Eu queria poder carregar o seu sorriso guardado dentro do meu coração como um amuleto. Nos dias ruins, é ele que me faria acreditar no amanhã; porque hoje, sem você, o presente é incerto e o futuro parece vazio.
Eu admito: você estava certa o tempo todo. Você acreditou em nós por tanto tempo, e eu demorei para entender o que estava em jogo. Eu estava errado, muito errado. E dói admitir que precisei ficar "completamente sem amor" para entender que você é o meu lar.
O que sou eu sem você? Apenas alguém perdido em noites longas e solitárias, procurando por você em cada pensamento. Se eu te ligasse agora, o que você diria? Eu não quero mais esperar. Não existe um jeito fácil de dizer isso, e cada dia que passa fica mais difícil, mas eu preciso que você saiba: eu quero que você volte e me leve para casa.
Por favor, não deixe que seja tarde demais. Eu não sou nada sem o seu amor.
CANDIDATA À CASADOURA
E lá se ia mais um atormentador 12 de junho.
“Gatinha” (mais pra raposa velha), diga-se de passagem, cabreira, prendada nas artes de sedução, nos jogos de palavras que afagariam espinhentos espíritos de revolta, cheirosa, anos de cobertura com os mais indicados cosméticos, unhas, cabelos, adereços tudo no jeito! Nada dava jeito!
O último namorado custara-lhe tanto! Um rio de sonhos esvaídos e a certeza angustiante de que todos eram “farinha do mesmo saco”, egoístas, insensíveis, trouxas... aliás, já nem sabia definir se essa conceituação era produto do tanto ouvir, ou se cristalizara das lições que os quase quarenta lhe dera, que os homens eram mesmo “uns burros”.
Certa vez, a mirar uma parede esquecida da casa, quase a si comparou-a e pensou na racinha de ” burros”. E ela, seria o quê, se nem um asno a escolhera?
Eram raros os momentos em que via um horizonte positivo a seu favor, fato que a levava aos intermináveis questionamentos sobre o sentido dessa caminhada. Precisava caminhar, engordava sem freios e os legumes, aos poucos, tornavam-se seus eternos cobradores, engolia-os sem ver outra saída.
Era-lhe a vida um complô do contra: exigências do mercado consumidor cada dia mais acirradas, dinheiro difícil, grifes, marcas, moçada jovem na competitividade, as preferidas, o primeiro escalão das relações bem sucedidas. Repensava-se. E a sabedoria dos tempos vividos, a cultura adquirida, o estilo protetor, tendendo ao maternal com que o tempo, generosamente, a compensar marasmos, reveste seus súditos? Nada valia na contagem, na pesagem de escolhas masculinas?
Pronto! Tudo o que não devia existir era esse tal DIA DOS NAMORADOS. A indústria do marketing forçava pessoas de bem, às compras, afinal, os amores eram a motivação para setenta por cento das vendas a mais: um namorado fazia diferença para investidores nessa época! Quem sabe, não existisse o clamor dos meios de comunicação, essa sede de companhia fosse-lhe atenuada!?
E os homens? Eles não sentiriam falta de uma namorada ‘ideal’ (?) Ah, eram tantos os detalhes, percalços: as jovenzinhas, o embate estético, os genes atrofiados dos raros machos que sobreviviam, os pithgays , totais-flex e similares...
Pensara numa saída estratégica: amontoaria certa economia e daria um tempo na Europa. Até tinha abrigo por lá...! Ouvira falar de tantos “casos perdidos” da terra que se deram bem noutros continentes. “Até biboca que se casou...!” Pensando dessa forma, por que não ela, a velha “Gatinha”?
Devaneiava-se a supor num desembarque internacional , de mãos dadas com seu gringo, sendo aguardada por três ou quatro amigas (solteironas a matar cachorro a grito), a babarem vendo o novo casal, seu par, que podia ser húngaro, holandês, russo, Richard, Bergman, Strawisk, tanto fazia, era o alcance da meta.
Mas enquanto a fantasia não se transpunha à realidade, apelava para os terços e novenários e, nos locais tensos, valia uma jaculatória (rezinha curta). Quem sabe, os céus, não a escutariam?
Atormentado e confuso com tudo aquilo, invadi a primeira loja que vi pela frente e gritei ao vendedor:
– Tem como dividir a saudade em algumas parcelas? Tem? Me responde, moço!
Me encontrava solitaria
ou melhor, acompanhada
com meus pensamentos atormentada
e alimentando dentro de mim, uma forca contraria
Fui assim disfarcando
um sorriso ali, um outro aqui
aconchegando-me num canto com vergonha de pedir
pra alguem gastar seu tempo, me escutando
Peguei minha mochila e viajei
busquei novas pessoas, outros amores
experimentei os diversos sabores
a minha propria tela, eu pintei
Entao nao queira me prender
porque um passaro numa gaiola
so vai se entristecer
Sou assim intensa, assim equivocada
Tudo o que eu preciso
'e conquistar e ser conquistada
Um atormentado quando tem um dia pacífico até se estranha a ponto de sentir saudade da sombra que dia a dia o acompanha.
Não há antídoto para a alma atormentada, não há substância ou filosofia que preencha o vazio do peito – o vazio de sentir demais num mundo que valoriza o desapego, o vazio de amar e não ser amado, o vazio de sentir saudades de momentos e sensações que se perderam para sempre.
Trecho do eBook 'Pílulas de Esquecimento'
Quando eu estiver mais triste
mas triste de não ter jeito,
quando atormentados morcegos
— um no cérebro outro no peito —
me apunhalarem de asas
e me cobrirem de cinza,
vem ensaiando de leve
leve linguagem de flores.
Traze-me a cor arroxeada
daquela montanha — lembra?
que cantaste num poema.
Traze-me um pouco de mar
ensaiando-se em acalanto
na líquida ternura
que tanto já me embalou.
Meu velho poeta, canta
um canto que me adormeça
nem que seja de mentira.
Acordo na escuridão de meus pensamentos,
está escuro dentro da minha alma atormentada,
fora de tudo parece perceptivo até definhe
nos abraços que sonhos, puros delírios...
desfeito na insanidade incompreendida,
a sinto com toda vontade mesmo inesperadamente,
o horizonte as lembranças bizarras de um mundo,
aparentemente se foi como programa que nunca pertenci,
o que fui e sempre serei muito triste tentar refletir,
mas as noites se perdem num fardo,
as coisas se despende as pessoas somem...
tudo continua como se não ouve se fim ou começo...
por pior seja ainda quero ver o fim
num olhar perdido se no infinito.
Como lidar com algumas emoções?
Tão complicadas;
Tão angustiantes;
Tão atormentadoras;
Tão desconfiadas;
Tão iradas;
Tão ansiosas;
Tão deprimidas;
Talvez aprendendo que essas passam,
Assim como as outras,
Tão amorosas;
Tão gratas;
Tão felizes;
Tão compassivas;
Tão tranquilas;
Só precisamos escolher se lidamos com algumas ou nos regozijamos com outras.
alma atormentada
desejo do coração,
morte súbita num olhar,
sensações que desvenda
nas profundezas do espírito,
amor que se desvenda na tua nudez.
Verdadeiros Heróis
Eles vagaram. . . ser indigente, aflito, atormentado - de quem o mundo não era digno. - Hebreus 11: 37-38
O colunista Leonard Pitts Jr. escreve sobre a necessidade de heróis: “Meu filho do meio, Marlon, reclamou comigo outro dia que sua geração está chegando à maioridade 'em um mundo sem heróis'. . . . Suas palavras me puxaram. . . . Nossas crianças aprenderam a esperar o outro sapato cair, os 'heróis' serem desmascarados e os valores traídos. ”
Apesar de todos os escândalos no mundo dos esportes, política e negócios, inúmeras pessoas em todas as esferas da vida ainda permanecem fiéis a Deus sob probabilidades incríveis. Conheço um cristão cuja esposa ficou doente no hospital por 10 anos. Ele permaneceu fiel a ela e a visitou todos os dias até que ela morresse.
Não posso esquecer o congressista dos EUA de Michigan que, quando morreu, foi elogiado pelos colegas por sua compaixão e altos princípios morais. Depois, há muitos pais de crianças com deficiência física ou mental, que confiam em Cristo para obter graça e força para superar todos os dias.
Pela fé nas promessas de Deus, as pessoas sem nome em Hebreus 11: 32-40 permaneceram fiéis às suas convicções. Alguns até pagaram com suas vidas. Eles são descritos como pessoas “das quais o mundo não era digno” (v.38).
Vamos ficar de olho nas pessoas que mostram esse tipo de fé hoje. Eles são os verdadeiros heróis deste mundo.
Os verdadeiros heróis da vida nunca gravam seu nome
Em colunas de mármore construídas para sua aclamação;
Em vez disso, eles constroem um legado que nasce
do serviço fiel ao rei dos reis. —Gustafson
A fé em Cristo pode transformar heróis extraordinários em pessoas comuns. Dennis J. DeHaan
Coração
"Aqui dentro do meu peito vive um coração magoado, atormentado pela ilusão em querer ser ouvido.
Aqui bate um coração que grita constantemente, pulsa dia após dia na esperança de ser ouvido.
Esse coraçao está cansado, perdendo as forças pra continuar, quase silenciando.
Já não sabe o que fazer, precisando muito que alguém o escute.
Aqui dentro do meu peito há um coração solitário, não quer saber de acreditar em mais ninguém, pois de tanto gritar em vão já perdeu a vontade de viver.
Esse coração está desiludido, não há mais sonhos, não há mais nada, restou apenas a tristeza.
Aqui bate um coração doente, morrendo aos poucos sem ao menos ter a chance de dizer o quanto ama alguém.
Ah! Se esse alguém ouvisse as batidas desse coração, entenderia o quanto de sofrimento existe aqui dentro."
(Roseane Rodrigues)
Arte na minha alma atormentada,
lagrimas de sangue,
desejos que ardem
tormentas na mente
choro de repente,
passagens de outro tempo,
voz que me acalma,
diante mundo ausente,
desejo vulgar
derramante de cascata,
momento... exposto
dialogo em uma caixa de mensagens.
Todo coração atormentado pela inveja não tem consciência , nem tempo para reconhecer seus próprios dons.
