Peso
O que não me pertence, não acolhe,
não aquece em dias frios.
A ajuda vem do alto,
quando o peso me dobrava os joelhos.
Um peso uma medida a vida é passageira o resgate de comportamento o leva distinguir o lado da balança.
O Tempo.
O tempo é a nossa faculdade
De poder sentir o peso do abstrato
E faz saber que o inexistente existe
Não pelo amor, não pelo olfato
Talvez pelo eriçar, pelo arrepio
A milimétrica estrada
O serenar de toda rebeldia
O vento que a todos circunde
Um velho ribeirão
Que ainda circule ao nosso lado e ninguém veja
O dia a dia
O nada que a tudo esfria
Um bule no fogo apagado
Um deus impiedoso e exigente
Que leva da gente uma imagem de espelho
Nos põe de joelhos...nos tira
Todo sangue, todo riso e toda poesia
Todo mal necessário
A tudo que for fundamental
Mas que não for preciso
Uma alternância inevitável entre calor e frio
É alguém que vemos mais de perto
Quanto maior for a distância
É montanha e desmorona, e que se faz ravina
O vento a varrer as rochas
O rio que não se acumula
O findável que não tem fim
E que é, enfim, a toda graça da vida
Quando o olhar um dia aprende a ver sua medida
Pois não há régua que o meça
É água lenta, sem pressa
Assim é o tempo que se passa.
Edson Ricardo Paiva.
O preço de todas as coisas
Junta ao peso que elas tem
O endereço concorrido
O quesito bem avaliado
A altura da queda
A palavra bela
Esquecida, quando houvera de ser dita
Era bonita, pena que deixou de lado!
Como a espera impiedosa pelo trem
Trem do tempo que passou
Um pedido, o olhar perdido
O fim da estrada que desaparece
Nada, esquece, ele não vem
É flor que brota e cai pra virar fruto
É sombra na calçada
Escombros de passado
Nada, esquece, ninguém veio...o tempo vem
E você, parado ali no meio do caminho
Um doce amargo que ficou
Deixando o gosto, a dor que não se sente
Sentada no lugar vazio
Um vago de recordação
Hoje você diz palavra
Pra depois saber que ela voltou pra responder
O vento sopra o fim do mundo e volta
Mesmo assim não desanime, não desista
As flores vão caindo no caminho
Deixam pistas pra saber voltar
Voltar pra onde?
Há sombras na calçada
Cuja escuridão pelo deserto esconde
O luar desaparece
Resta sempre a estrada
O preço, a medida, o peso que elas tem
Fecha os olhos pra velar
Sonhar teu sono, merecido sonho
Esquece, ele não vem.
Edson Ricardo Paiva.
Silêncio noturno carrega bagagem de peso duplo.
Pesa os olhos para dormi os sonhos sonhados.
E pesa a esperança de um amanhã melhor que ontem.
Deixei-me levar por um minuto
A viajar na linda escultura
Um pincel em peso bruto
Deixou-a dourada nas alturas.
Quando a seu tempo, a fase pejada deu a Lua.
Porque ser livre é carregar o peso de cada porta aberta e fechada, de cada palavra dita e silenciada, de cada oportunidade que deixamos escapar. A liberdade nos torna senhores do nosso destino, mas também escravos das nossas escolhas. E isso, talvez, seja a maior tortura.
Não se cobre tanto, não coloque um peso extra nas suas costas que você não precisa, faça o que der e quando der, não lute contra o tempo é pedir para perder de si mesmo
QUIEVE
E o peso das armas ao que serve?
Que venham aos homens outros estalos
Não são bombas que os deixam mais leves
Enquanto um irmão é feito xibalo
Infeliz história que se reescreve
Um colo de paz precisa de embalo
Pra louvar a vida lá em Quieve.
INSEGURANÇA
A tal insegurança
Faz do certo lambança
E o peso da balança
Uma rara lembrança
Do que tem importância!
✍️Só se conhece o peso e as limitações de cada idade quando se está nela. Pense nisso e tente entender as que você já teve e hoje outros, talvez seus queridos, se encontrem nela. No futuro vai experimentar a que hoje julga e pesa sem poder sentir a limitação e o peso.
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