Peso
Tão difícil de acreditar
Pois os olhos não podem enxergar
É o medo que a verdade
Seja um peso pra humanidade
Não coloque sobre os ombros dos outros o peso das suas atitudes. A vida é feita de escolhas, riscos e consequências.
Caminharei contra o vento pelo que valer a pena
Pois não me importa o que vier só peso que me entenda;
Escravidão...
Que montanha você tem que escalar?
Que deserto tem de atravessar?
Que peso tem a cruz nos seus ombros a arrastar?
Que amigo você tem pra lhe ajudar?
Todo mundo precisa seu próprio hoje viver,
todo mundo precisa de um empurrão,
todo mundo precisa reconhecer
sua incapacidade de encontrar sozinho a solução.
Todo mundo
chega um dia ao fundo...
mãos atadas,
alma deseperançada...
todo mundo...
desde que o mundo é mundo.
Mais que um amigo,
um irmão
só Jesus pode lhe dar a salvação
mas nem todo mundo deixa de ser do mundo...
nem todo mundo recebe libertação.
Prefiro poesia à prosa; enquanto prosa, que ela seja poética. Com a poesia posso calcular o peso do vento que agita a enorme bandeira hasteada no mastro da Praça Cívica; a medida exata das chuvas que rega os jardins de Goiânia; descubro na poesia o caminho tortuoso dos relâmpagos ou os decibéis do ribombar dos trovões no alto da serra.
Carrego em meus ombros um peso que curva minha postura. Um cansaço na alma que há quem escute. Os dedos dos meus pés são tortos como as árvores do cerrado, carga genética, ancestral. Meu coração certamente é feito de metal, única explicação para aguentar tanta dor. Abandone os meus versos se sua linguagem delicada não encarna a dor. Não mentirei e não direi que tenho mãos delicadas que a ti se oferecem. Minhas mãos são pesadas como meus versos. E meu pulmão sofre a ação do tempo viciado. Meu corpo é largo, encorpado, como se mostrasse o tamanho da minha dor. Ninguém entenderia, eu sei. Acusariam-me de vítimas também é eu já não posso chorar. Preciso encarar a vida sem lágrimas, porque um dia sucede ao outro. Eu não fui feita para o amor. Todo o meu corpo é minha alma é feita do pó da paciência. E apesar de tudo meu cérebro segue um mantra de um dia tudo será melhor. Oh Pandora, que guardou a esperança. Sigo meu destino traçado nas linhas de minha mão e já é tarde para falsear que a vida me arde, como uma febre. Espero que um dia a brisa me leve.
O Peso do Instante
O que é o tempo, senão um espelho
Que nunca reflete o que somos agora?
Um fio invisível, sutura e conselho,
Que une o nunca ao que já foi embora.
Caminhamos sobre um chão de incerteza,
Embora firme como vento.
Somos fragmentos, poeira e beleza,
Ecoando o silêncio do pensamento.
Perguntas nascem antes da fala,
Respostas se perdem depois do porquê.
A vida não grita, apenas sussurra:
"Ser é o risco de não entender."
Nós pisamos em um abismo,
Com olhos famintos de eternidade
Pois mesmo o nada, quando olhado de frente,
É matéria crua da realidade.
O peso do sim
Demorei anos para entender que "sim" demais pesa.
É curioso: a gente cresce achando que dizer "sim" é ser gentil, disponível, forte. Que agradar é amar. Que ceder é sinônimo de maturidade. Mas ninguém nos ensina o preço de tanta concessão.
Eu dizia "sim" por medo de decepcionar, de parecer ingrata, de não ser suficiente. Dizia "sim" quando queria descansar, quando estava cansada, quando minha intuição já gritava "não". E cada um desses “sins” roubava um pedaço de mim.
Até que um dia, sem alarde, eu disse "não".
Foi um “não” pequeno, quase tímido. Mas foi meu. Foi um passo. Um respiro. E, surpreendentemente, o mundo não desabou. A outra pessoa não me odiou. Nada que eu temia aconteceu.
Descobri que o “não” não machuca quando vem com verdade. Que ele organiza, protege e alinha.
Dizer “não” me devolveu tempo. Me devolveu energia. Me devolveu a mim.
Hoje, não digo mais “sim” para caber.
Digo “sim” porque quero e “não” porque posso.
E, sinceramente, isso me faz leve como nunca antes.
Generalizar, romantizar e espiritualizar certas coisas da vida, pode trazer peso e fardos desnecessários para a alma.
Carrega um peso cruel
não quer viver esse fel
Em silêncio, sempre sorrindo
passo a passo vai seguindo
Lírio do vale, beleza inefável
alma valente, lutas diante o véu.
O Peso do Porquê”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
como ecos da mente
que nunca adormecem.
Vivemos tentando
explicar a dor,
o tempo, a perda,
a falta de cor.
Mas há coisas fundas
que não se traduzem,
mistérios da vida
que apenas nos usam.
O saber tem limites,
o sentir, não tem,
e às vezes, silenciar
é também um bem.
Pois nem todo porquê
pede uma resposta
às vezes só quer
que a gente se encoste.
Aquilo que parece ser um peso em nossas costas,
pode ser na verdade, um estímulo para transformar
a nossa realidade.
O que não me pertence, não acolhe,
não aquece em dias frios.
A ajuda vem do alto,
quando o peso me dobrava os joelhos.
O Peso dos Dias e a Leveza do Tempo
Nunca gostei de comemorar aniversários.
Não me entendam mal — não é um desprezo pela vida, tampouco um capricho melancólico. É, talvez, um desacordo silencioso com o calendário. A data do nascimento me soa arbitrária demais para conter em si todo o mistério e a beleza de estar vivo. Há algo estranho em reduzir a celebração da existência a um dia fixo, como se a vastidão da vida coubesse numa vela, num bolo ou num parabéns apressado.
Eu prefiro envelhecer a fazer aniversário.
Gosto da ideia de envelhecer porque ela carrega marcas. Rugas, histórias, memórias e silêncios. Envelhecer é a confirmação de que estive aqui — que sangrei, sorri, perdi e me encontrei. Cada linha no rosto é uma frase escrita à mão pelo tempo. Cada ano que passa é mais uma página virada com esforço e sentido. Envelhecer é a prova irrefutável de que vivi — ou ao menos tentei viver.
Mas viver, veja bem, é diferente de estar vivo.
Estar vivo é biológico: pulmões funcionando, sangue correndo, agenda cheia. Viver é outra coisa. É quando a alma respira, quando os olhos se demoram num pôr do sol, quando o silêncio não assusta mais. É quando a dor ensina, quando o amor transforma, quando o tempo passa e você sabe que ele passou por você — e não apenas ao seu lado.
E é exatamente por isso que não temo a morte física. Essa virá para todos, no tempo que não escolhemos. O que realmente me assusta — e profundamente — é a morte em vida. Aquele estado em que os olhos seguem abertos, mas o mundo já não causa espanto; em que o coração bate, mas não se comove; em que se respira, mas não se sente mais o perfume da existência.
Essa morte silenciosa, discreta, cotidiana, me aterroriza. Porque ela se instala devagar, sem anunciar-se. De repente, já não se sonha. Já não se espera. Já não se luta. É essa a morte que me recuso a aceitar.
Por isso celebro o cotidiano. Todo dia é um aniversário da minha consciência desperta. Todo gesto de sensibilidade, toda lágrima sentida, toda esperança cultivada é uma prova de que ainda estou vivo — e não apenas biologicamente funcional, mas inteiro.
Não preciso de presentes nem de aplausos. Preciso apenas do milagre cotidiano de seguir. Porque todo dia que me é dado é, por si só, um aniversário da minha resistência. Um lembrete de que estou aqui — apesar de tudo, apesar de mim.
E assim, envelhecendo sem pressa, vivo celebrando o que realmente importa: a arte rara de continuar sendo.
O Peso Que o Mundo Não Vê
Tem gente que só é boa porque nunca teve que escolher entre a fome e a ética.
Nunca viu o filho chorar de dor sem poder pagar o remédio.
Nunca precisou engolir o orgulho pra implorar ajuda.
A vida é generosa com os julgadores.
Mas cruel com os que carregam o mundo nas costas caladas.
Não é o sofrimento que corrompe o homem.
É a mentira de um mundo que exige pureza de quem sangra.
Antes de julgar, calça o sapato furado de quem caiu e levantou mil vezes.
A dor não faz santos, faz sobreviventes.
E quem sobrevive, não pede aplauso. Pede respeito.
— Purificação
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