Pés de Criança
fui ajudar
e acabei prejudicado
Mesmo assim
não me contive
em ajudar novamente
A mesma pessoa
Usei cautela desta vez
E percebi que por pouco
Não fui apunhalado de novo
Ninguém muda o seu ímpeto
Mesmo que pelo bem ou pelo mau
Às vezes caio em momentos de fraqueza e dúvida.
Meus pés pisam em brasas e se jogam ao mar.
Quem sou eu frente ao espelho?
Minha alma quebra-se no despertar dos dias;
Mais um vazio a suportar.
Você carrega a magia nos pés e a determinação no coração. Deixe sua marca como o camisa 10 que decide jogos e encanta torcidas.
ELE ajoelha e lava seus pés, muitos de pé, pedem que fiquemos de joelhos e honremos!
ELE, toma forma de servo, abre mão de todo Reino, muitos, cheios de jactância, demandam direitos;
ELE tira o peso e alivia a carga, muitos colocam pesos além de nossas forças, tiram a lã, espetam e nos fazem sangrar;
Enquanto seus discípulos não aceitam reverencias, até em sua morte não se sentem dignos, muitos "formadores de discípulos" multiplicam a morte;
A atitude de deixar de fazer o necessário para depois, pode lhe colocar aos pés do arrependimento e da amargura desejando reviver o passado.
Dias ensolarados não são suficientes pra fazer verão. É necessário o grão de areia nos pés, a agua salgada e as vezes até uma leve brisa no rosto para nos lembrar da estação. - E não estou falando de clima.
A falta de originalidade de pensamentos e atitudes próprias lhe tornará uma mera cópia de outra pessoa!
Efêmera
Sou quem planta a planta dos pés
no fundo do rio das ariranhas
na poeira cósmica
no vértice do kilim
Nada me enaltece
nada me tortura
para cada sensação
revolvo as quimeras da infância
É volátil o voo da emoção
é como seguir os rastros que deixei
nas infinitas dunas em que caminhei
Todo elemento com o seu movimento
cada momento, enriquecimento
os meus fascínios, passatempos.
Teus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas por dentro eu te devoro. Teu olhar não me diz exato quem tu és, mesmo assim eu te devoro. De frases róseas ditas por uma boca de mel, embebo-me desse cálice o qual não apto estou a perceber as velhas e amargas raízes desse licor tão doce. Junto-me ao frenesi poético das penas e das tintas que querem marcar o mais desejado dos papéis. Vejo flores em você e entre essas flores mando novas flores feitas de pétalas do mais puro desejo, botões velados do anseio de em dia de chuva brotar raiz em teu peito e em dia de sol desabrochar breve, suave e constante sobre sua bela face. Entre tantas perguntas, livros mal lidos por falta de concentração e pequenas e brandas mentiras, sinto que às vezes esconde de mim as poeiras de tua vida marciana. Muitas vezes me faz cera ao ignorar minhas candências. Se ouso, dissuade-me. Se atrevo, inibi-me. Se falo, cala-me. Dissuadiste-me sem nada dizer. Inibistes-me em puro silêncio. Por que não cala-me estas palavras com um som onomatopéico de um beijo?
Mudar: Coragem de encarar seus erros. Vitoriosos são aqueles que os coloca sob os pés e saltam. Covardes são aqueles que se escondem neles.
Ele mergulhou até o fundo e ela só molhou os pés. Não perca a fé. Garoto. Mulher é curiosa, ela vai querer ver o que tem no profundo desse amor.
Ser livre realmente é ter coragem de expressar os seus sentimentos sem se preocupar com o que as pessoas irão pensar. Como elas irão julgar isso faz par do caráter delas e não da sua forma de viver.
O deserto vem para nos ensinar que precisamos rever conceitos sobre nós mesmos e sobre as outras pessoas, mas ele também vem quebrado velhos paradigmas que muitas vezes carregamos por anos. E isso nos traz libertação para viver algo novo de Deus em nossas vidas.
" Não precisamos ter o mundo aos nossos pés para ser feliz, precisamos estar aos pés de Jesus Cristo para estarmos feliz com Deus ..."
#Essa é a promessa de Deus ...
Um dia de cada vez
A terra seca sob meus pés
não é menos dura que o peso do dia.
O corpo ainda aprende a habitar-se,
a não exigir mais do que pode,
a suportar o silêncio sem o entorpecimento do esquecimento,
a segurar o fruto da liberdade que insiste em escorrer pelos dedos.
Já fui campo sem cerca,
onde a ânsia galopava sem freio.
Uma chuva que não rega,
e apenas fere a raiz.
Hoje sou roça semeada
na paciência do tempo,
esperando que algo brote.
Há uma fome que não se vê,
uma sede que não é de água.
Elas gritam no calor do meio-dia,
na solidão dos olhos que evitam encontros.
Mas eu, com mãos calejadas,
mesmo após uma década,
aperto o arado do instante
e traço linhas que só o amanhã saberá decifrar.
Sei que as marcas do passado
não se dissolvem como o barro das unhas.
Elas permanecem, silenciosas.
Mas, enquanto o sol nasce,
me permito regar o presente.
Um dia de cada vez.
E isso, por agora, basta.
Tamoatá
Tamoatá não é só um peixe,
é uma palavra que aprendeu a andar.
Inventou pés onde só havia barbatanas,
carrega no casco histórias que desafiam o seco
e planta memórias no fundo das lagoas vazias.
Quando a água foge, ele permanece.
Não se assusta com a ausência,
seu sonho o umedece.
Respirar fora d’água é a poesia do Tamoatá:
ele mastiga o ar como quem se alimenta de esperanças.
É peixe do mato, de água pouca e chão úmido,
veste o barro como quem carrega sua pele.
Faz-se rio onde só há poeira,
e, no silêncio das várzeas secas,
aprendeu a ouvir a fala das poças.
Tamoatá é peixe caipira,
conhece o mato como quem conhece o caminho de casa.
Ele não tem pressa,
faz do brejo um campo de repouso.
Com seus pés de peixe, planta passos na terra molhada,
ensinando ao tempo a ser lento, a ser raiz.
Ele prova que, fora da água, a vida também tem suas correntes,
mesmo que sejam mais lentas.
Manifesto analógico
Caminho ao contrário da pressa digital.
Meus pés fazem questão de tropeçar.
Gosto de esbarrar nos nomes,
perder o rosto e achá-lo na lembrança.
Lembrar os números e discar.
Deixar a voz ferver no ouvido sem acelerar o áudio.
Não quero que um robô faça o que minhas
mãos ainda tremem para fazer.
Escrever torto, borrar o caderno, errar sem a
opção de apagar.
Minha mente é ilógica, se perde no meio da
frase porque está ocupada sentindo.
Fora do trabalho, me divorciei do virtual.
Não confio o que amo às nuvens —
nuvens não sabem ficar.
Mudam de forma, trocam de nome,
desaparecem sem se despedir.
Voltei a imprimir memórias,
fazer backup na gaveta,
guardar fotos para que o tempo não as engula.
Escrever cartas com minha letra,
imprimir no texto minha personalidade.
Não tenho pressa de chegar a lugar algum.
Dificilmente chegarei ao dobro dos anos de hoje.
O destino já não me interessa tanto quanto o caminho.
Quero o que importa perto.
Quero ter rabiscos nas margens dos livros,
esperando o reencontro com minha versão mais ingênua.
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