Pés de Criança
Eu danço, como as folhas que caem no caminho
Como o dia, que no horizonte se encerra
Os pés descalços tocam devagar a terra
A boca doce, ainda com o gosto do vinho
Diário querido, hoje fraturei uma parte muito importante do meu corpo. O que me impressionou nas pessoas foi o fato de não me perguntarem se estava bem, se eu queria ajuda. Foi a desumanidade delas apenas por não ter sangrado. Sangue não houve, mas aqui dentro de mim parece ter passado um furação, uma onda tão grande que arrastou e jogou tudo pro alto. Estivesse caindo muito nesses últimos meses, acho que o mundo nunca esteve ao meu lado. Posso dizer que tentei ir em diversos médicos, tomar vários remédios para tirar a dor e de nada adiantou. Uma dor forte que provoca ânsias de vômitos terríveis e me joga para dentro de casa no escuro de meu quarto. Que me derruba na cama e me bate, me espanca. Que tira meu folego e arranca lágrimas. Essa droga de coração está batendo lento, sinto que está ameaçando parar. Mas já dizia os velhos sábios; ninguém morre de amor. O que mata é o que sobra dele. Maldito coração, apronta e quem sofre sou eu. E o pior, é que se ele voltar te ver amanhã, vai se apaixonar novamente. Mal se cura de uma ressaca e já é risco de querer tomar mais doses dessa droga de amor. Acho que ando precisando isolar, trancafiar meu coração, quem sabe assim consegue aprender ter mais amor próprio antes de tentar se aventurar por ai sabendo que o resultado vai ser um belo de um tombo.
Creio que o ideal seria que durante a nossa curta permanência por aqui, tratássemos bem todas as pessoas, mas não nos apegássemos em demasia a ninguém. Embora fosse o mesmo que pedir para que as pessoas não amassem por inteiro e sim pela metade. A vida pode ser resumida em dois momentos: o encontro e a despedida!
Homem, conte as lágrimas de uma mulher! A mulher não foi feita dos pés para ser pisada, não foi feita dos braços e das mãos para ser maltratada, mas das costelas e do coração para ser amada.
Pisando na areia já não sinto os pés
Sinto apenas meu corpo tomado por alma
As ondas que teu dançar me traz
Hipnotizam-me e me trazem a paz
Meus pés já não tocam o chão
Já estamos os dois
Alma e corpo
Em seus braços clamando pelo teu seio
Alimente-me de luz
Mãe generosa de amor
Seque minhas lágrimas
Troque-as por água do teu mar
Me faça dançar em tua maré
Me ensine de que maré é feito meu amor
Teus olhos morenos de mar
Teu canto, meu canto, meu olhar
Me conte porque tenho o mesmo olhar
O teu olhar com encanto
Encanto da sereia
Venho a areia pra clamar
Ó minha mãe me leve pro teu reino
Pois só me entregando a ti
Posso me entregar a mim
Odoyá
Pra voar tem que se jogar. Pra ser firme, tem que fixar bem os pés no chão. A teoria do equilíbrio é até fácil de ser interpretada, mas e a prática? Tem que saber dosar.
Hoje meu orgulho é sadio. Não me convém arriscar em algo sem garantia nem em fatos distorcidos. Incluir limites é ótimo mas as vezes é necessário sair um pouco da razão pra ver se realmente ainda vale a pena certas coisas. E nem sempre vale
Apaixonei-me por um anjo, a mais bela das flores
Sem perceber, já encontrava-me ao seus pés
Surpreendente, meu coração acelerou o ritmo
Impossível resistir a tanta formosura
Minha mente perde-se no seu sorriso
Admito, Amo-te e como amo-te!
Porém, chega um dado momento da nossa vida que querendo ou não, arriscando-se ou estando com os pés no chão, quase grudados até, pulando de um arranha- céus sem para-quedas ou se sujeitando aos maiores sofrimentos em prol de uma felicidade eufórica, desejada e estonteante,
chega este momento que inevitavelmente você passa novamente a confiar , a se apegar, a compartilhar, a voltar a dormir não mais e simplesmente para descansar mas para sonhar, por saber que estes sonhos podem um dia se tornarem realidade.
Você aos poucos passa a construir este coração despedaçado e passa a preencher a mala com coisas novas, pessoas, sentimentos, planejamentos.
Tudo novo, de novo.
Passa a voltar a viver, a acordar para a vida , a antes de esperar, fazer acontecer, a antes de amar alguém, se amar, a antes de esperar pelo futuro incerto, viver o presente.
O sertão e o meu corpo
Caminho, sem pressa,
Por uma, longa e tortuosa, estrada.
Meus pés já não suportam a dor,
Os cortes, os calos,
Pois a terra é firme
E meus pés, fracos,
Não resistem a tamanho impacto.
Terra seca, empoeirada,
Vegetação arbustiva,
Árvores espinhentas, sem vida,
Sem água, sem nada,
Mas que apesar da triste arquitetura,
Conserva rústica beleza,
Traz sentimento de compaixão,
Cansaço e ao mesmo tempo, ternura.
De repente as nuvens amontoam- se,
Despejando sobre a terra seca,
Gotas frias, figura grotesca,
Gélida, sombria.
Cada gota açoita minha pele,
São chicotes impiedosos
Que marcas tão profundas,
Hematomas causam à minha pele,
Já que de um ambiente tão seco,
Água tão aguda,
Relva, grama, vida, nada cresce.
Portanto, aos poucos, as escassas flores
Que a fina chuva cresceu,
Vão morrendo, desgastando, fenecendo...
E mais uma vez, eu não senti meus pés tocarem o chão, da um medo, uma vontade de pedir por socorro, mas quem? Quem poderá me resgatar de mim mesma? Dos meus anseios. Dos males que me consomem pouco a pouco. Eu sou quase uma metáfora, uma ocultação de tudo o que acredito, a verdade é que eu me perdi em mim, e não sei o caminho de volta. Sem mapas, fica difícil alguém me encontrar.
Vivemos numa constante busca, pelo "sapato" que caiba/aqueça os nossos pés. Eu? Literalmente vivo buscando-o, pois calço 33...
Quando seus pés estão naquele chão e sua cabeça em outro céu,aí você se pergunta: o que eu estou fazendo aqui.
Fechei os olhos e passei correndo no meio da tempestade de vento! Lá na frente notei que algumas pessoas ficaram pra trás, pois elas e suas palavras foram levadas... e eu achando que chegaríamos juntos...
Se foi o tempo que a Palavra dada, valia mais que dinheiro ou assinatura.
Em quem você vai acreditar agora?
Enquanto os ouvidos não ouvirem a voz da verdade e a mente não refletir a que caminho os teus pés devem seguir, nunca terás uma vida segura.
Que meus pés sintam apenas a maciez das flores mesmo quando em meu caminho encontrar espinhos e que minhas lágrimas se confundam com as águas, pra que ninguém descubra em mim a dor !
Que meus pés sintam apenas a maciez das flores e que minhas lágrimas se misturem com as águas pra que ninguém descubra em mim a dor !
Até o último grão de areia
Até a última brisa no rosto
Até a última onda a beijar meus pés
Até o último raio de sol
Até a última lágrima de saudade
Eu vou te amar.
Não adianta sacudir a terra dos pés e abrigar a poeira no coração, a má despedida pode viver sujando o que o perdão deixaria limpo.
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