Perdoar e Esquecer
Superar não é esquecer; é lembrar sem sentir o coração apertar. Pelo visto, eu ainda estou no caminho.
Cuidar de um amor ferido é aprender a abraçar os espinhos só para não esquecer a beleza da flor que um dia fomos.
Como eu poderia te esquecer, se cada detalhe daquela noite na frente da Estação do Cabo está gravado em mim? Te vejo vindo em minha direção, radiante naquela calça jeans que realçava suas curvas, com os olhos brilhando e um sorriso que desarmou qualquer defesa minha. Você estava deslumbrante, e o impulso foi mais forte que a razão: precisei roubar aquele beijo. Foi ali, naquele instante mágico, que a nossa história começou a ser escrita.
Esquecer você é impossível depois daquela noite. Ainda sinto a emoção de te ver pela primeira vez na Estação do Cabo, linda, com aquele corpo violão e um brilho no olhar que me hipnotizou. Eu não tive escolha: quando você chegou perto, tão encantadora, eu tive que roubar aquele beijo. Mal sabia eu que aquele seria o início da nossa história e que ficou Gravado na minha memória pra sempre.
Tudo começou com um beijo roubado na frente da Estação do Cabo. Como esquecer o brilho dos seus olhos e o sorriso que mudou o meu mundo naquela noite? Você estava radiante, e eu, completamente rendido.
Eu aprendi que deixar ir não significa esquecer, mas sim guardar o que vivemos em um lugar onde o tempo não alcança.
Quero que você saiba que, não importa para onde seus passos a levem, você nunca estará realmente longe de mim. Você se tornou como a luz de uma estrela: mesmo que o sol apareça ou que as nuvens cubram o céu, eu sei que o seu brilho continua lá, iluminando o meu coração.
Por que não choro agora? Não é por falta de sentimento, mas porque descobri que o que construímos é verdadeiro. E o que é verdadeiro não morre; permanece vivo, vibrando em cada lembrança. O tempo pode levar os dias, mas não consegue apagar o que temos.
Você pode até pensar que o nosso ciclo terminou, mas a verdade é que:
Você está aqui, em cada pensamento meu.
Você está aqui, nas batidas do meu coração.
Nenhuma distância é capaz de nos separar de verdade, pois você faz parte de quem eu sou. Siga o seu caminho com a certeza de que você estará bem. E eu? Eu estarei aqui, guardando o nosso amor com todo o carinho do mundo. Até que a vida nos traga um novo capítulo, meu amor e meu respeito por você continuam intactos.
Vou te pedir um último favor: me deixe viver e me ajude a te esquecer. Eu preciso muito disso agora. Quanto mais longe estivermos um do outro, melhor será para a minha cura.
Eu queria muito que o meu caminho fosse ao seu lado, mas dói aceitar que não vai ser. Por isso, só me deixe seguir o meu rumo em paz. Espero, de coração, que você também consiga seguir o seu e encontrar o que procura. Adeus.
Esquecer você seria como arrancar uma página do meu próprio peito; o livro da minha vida continua, mas a história nunca mais fará sentido por inteiro.
Mesmo entre bilhões de olhares, o seu sorriso é o único que me faz esquecer o barulho do mundo inteiro.
Há três coisas nessa vida que eu nunca vou esquecer: o seu sorriso, a sua bela voz e o dia em que te conheci.
Você tem o direito de me esquecer, mas eu escolhi o direito de te esperar. Meu coração não aprendeu a te esquecer e eu continuo sendo o seu admirador número um.
Posso conhecer mil novos caminhos, mas nenhum deles me fará esquecer a doçura dos passos que demos juntos.
Eu posso até aprender a viver sem você, mas esquecer o seu rosto e a sua voz é algo que minha alma não sabe fazer.
"O erro de quem conquista um lugar ao sol é esquecer que a Terra gira; o segredo não é fincar a bandeira, mas aprender a caminhar no ritmo da luz."
Não podemos esquecer que o amor incondicional de Deus é a marca da nossa identidade, somos muito amados! Não precisamos diminuir o outro para nos afirmarmos ou mesmo nos compararmos para nos inferiorizar! Temos todos os recursos para cumprirmos nossa missão na terra, isto nos foi dado, está dentro de nós! Uma boa autoestima é a base para uma nova vida em Cristo!
No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.
Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.
Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.
Mas não era ansiedade.
Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.
Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.
Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.
No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.
A cirurgia aconteceu a tempo.
Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.
O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.
Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.
E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.
Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.
Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?
Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.
Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.
E isso é algo que nunca esquecerei.
A maior comprovação de que as qualidades são imorríveis é a impossibilidade de esquecer os que
já se foram.
Não é o corpo que permanece, nem a voz que ainda ecoa nos corredores da casa, nem o hábito de sentar na mesma cadeira à mesa.
O que insiste em sobreviver é algo menos visível e mais poderoso: aquilo que a pessoa conseguiu semear em nós.
As qualidades verdadeiras não se comportam como objetos que se perdem com o tempo.
Elas se comportam como sementes que escolhem outros corações para continuar existindo.
Um gesto de generosidade vira referência silenciosa, uma palavra justa vira bússola moral, uma coragem discreta vira exemplo que atravessa anos sem ao menos pedir licença.
Por isso, alguns mortos continuam interferindo na vida dos que ainda vivem.
Não como fantasmas, mas como presença ética.
Como memória que orienta.
Como uma espécie de tribunal íntimo diante do qual ainda perguntamos: “o que ele faria?” ou “o que ela diria disso?”.
A morte pode até recolher os corpos com a eficiência implacável do tempo, mas fracassa miseravelmente quando tenta apagar aquilo que eles deixaram pulsando em nós.
Porque as qualidades raras têm um estranho talento para se hospedar na memória coletiva — e ali passam a viver sem prazo de validade.
Talvez seja por isso que esquecer completamente alguém bom seja tão difícil.
Não porque fomos incapazes de seguir em frente, mas porque certas pessoas, depois de partirem, deixam de pertencer apenas ao passado e passam a fazer parte daquilo que ainda somos.
