Perder o Folego
Muitas vezes por conta do corre corre da vida ,não percebemos o que realmente importa "perder tempo" ( que na verdade seria ganhar tempo )
Você já parou e refletiu um pouco sobre a família ? Qual foi a última vez que ligou para seus irmão, qual a última vez que soube com que a sua filha anda conversando , se ela ao menos ama alguém e se espelha em você em algo ? Parou pra pensar no que sua tia precisa e se pode ajudar ela antes que seja tarde ? Analisou se a mãe das suas filhas precisa de alguma ajuda ? Refletiu sobre o que anda fazendo para se tornar uma pessoa melhor primeiro dentro da sua própria casa ? Qual foi a última vez que fez uma reunião com todos os seus filhos unindo todos num só .
Família é a base de tudo !
Se exterminassem os amigos poderia contar com a sua família por completo ?
Não deve ter a noção do que é crescer sem um pai ,não ter a quem pedir conselhos ,de ter que decidir tomar aquela decisão difícil ... Não ter a noção do que é dormir sem um abraço de boa noite . De não ouvir um eu te amo .... Ou a menos uma simples ligação que mudaria todo o resto do dia ❤️ De comemorar a festa de formatura e não ver uma das pessoas que você mais ama na vida . É muito triste que a maioria dos pais quando se separam das esposas separa também dos filhos !
Mas nunca é tarde para um recomeço ,nunca é tarde para o amor .
Na arte do amor não se deve perder a essência da conquista. Porque todos os dias é Como se fosse a primeira vez... A arte de amar é construída dia a dia, nos gestos, nas palavras, no olhar...Na verdadeira, simples e singela arte de amar.
Não fique aflito por perder o equilíbrio em determinada situação, o importante é não continuar desequilibrado.
Brasa fora do braseiro, esfria, precisamos estar em contato com nosso ambiente para não perder a essência real.
Fugaz
Preciso fugir,
Me perder
E encontrar um pouco de paz,
Eu preciso fingir,
Disfarçando a mesmice,
A rotina,
Solidão;
Ah
Eu preciso,
Preciso ir,
Esgueirando-me na culpa,
Abdicando do tempo,
Cantarolando rouco,
Justificando minhas fugas
Para moucos-embriagados,
Sujeitos-injustiçados;
E no caminho quem sabe
Redescobrir o marasmo,
A monotonia,
O prédio construído de tédio;
Ah
Deve
Nesses andares
Haver melhor lugar
Para estacionar minha inocência,
Coerente incoerência,
Uma mixaria que ainda me resta,
Paradoxo particular.
Preciso dar no pé,
Ensebar as canelas,
Subir,
Sumir,
Escapar
Deste lado do hemisfério ferino,
Insatisfeito com metades,
Maldizendo os retalhos,
Recolhendo as ambições e vivendo,
Precário,
Limitado;
E mais uma vez mudar,
Reinventar o eu,
O fazer,
A juventude perdida,
O devaneio de amar.
Eu estou saindo depressa,
Saindo daqui
Com a esperança de um dia
Reaver o novo,
Num incidente-previsto
Me encontrar de novo,
E nesse novo-antigo lugar
Que também tem validade,
Novamente tentar
Reconstruir,
Escapando de mim,
Do outro,
Das vaidades,
Simplificando,
Sabendo que um dia
Tudo se repete,
O caminho já trilhado,
O percurso já sabido;
O amor mal amado,
Os valores mal vividos,
Voltando o adulto a ser criança,
E acreditando
Que aos tanto e poucos anos
Se pode recomeçar
Sim
Pode recomeçar
Amar é fazer pequenas concessões. É renunciar a algumas regalias da solteirice, sem perder a liberdade. É casar com a rotina, sem abrir mão das metamorfoses. É amar, re-amar e reinventar-se diariamente. É construir o amor a base da cumplicidade, norteados pela fidelidade e amparados pela lealdade. É preciso avançar alguns estágios, amadurecer, para então, decidir abandonar a solidão, para dividir a casa, o quarto, a cama, a intimidade, a alma, a vida. É necessário saber que aquele corpinho sarado, logo irá ceder lugar à famosa barriguinha. Que ela tem seus defeitos e vive seus dias e tempestades. Que ele vive suas desordens e que ela é perfeccionista. Que a rotina derruba a maquiagem e por vezes borra o rímel. Que as pequenas discussões atestam a democracia no amor, o discordar saudável livre de repressões. Que nessa guerra de egos e orgulhos exaltados é preciso que se abra um corredor para o diálogo. E que entre idas e vidas, o luxo reside na simplicidade da entrega. À que se viver o lúdico da relação, sem perder as rédeas do relacionamento.
Quando o amor tocou a porta,
abri
abri para você entrar
abri pra você ficar
para me perder em ti
pois assim consegui me encontrar
Dia a pós dia,
Fico imaginando eu e você
Como seria a vida sem te perder?
Perder - te é uma ilusão,
Amar-te é um privilégio
Mas o que faria se não te tivesse por perto?
Viver para te ver,
Te ver para viver!
Viver para amar e te perder
Feliz você está?
Eu digo: não estou!
Mas amar te me deixa feliz,
Enquanto deixar-te me deixa infeliz.
Já se passaram algum tempo, não temos tempo a perder,
Há tanto tempo que eu espero por este momento dizer ,
Pense em nós, dê-nos uma chance, uma chance para nós o amor viver..
"Se eu sou tão intenso em tudo que faço e falo é porque a vida me ensina a não perder o meu tempo em vão e sim viver plenamente a verdade e a intensidade dos momentos proporcionados a mim."
Amar é perder-se
Perder o ritmo
A hora
O compasso
Perder o controle das sensações
Amar é estar de mãos dadas com o desconhecido
E ficar por tempos incontáveis sem rumo
Sem pressa
Ampliando as emoções
Arriscando-se a cada passo
Em um eterno florir-se
Para lidar com o sofrimento é preciso perceber que ele faz parte da nossa vida e perder essa mania de colocar sempre a culpa no alheio. Se aceitamos um presente cabe a nós guardar ou jogar fora.
QUEM FOI
Quem foi que ousou furtar
O teu sorriso, te fez perder
Abrigo, roubou amigos e te
Colocou em tamanho perigo?
Quem foi que te iniciou nesta
Festa tão funesta, sumiu e não
Assumiu que não saiu desta?
Quem ofuscou o teu olhar que
Era tão genuíno com falso brilho?
Quem foi que atormentou com tão
Errôneo açoite tuas noites, quem
Envenenou de vez os teus dias e
Rasgou tuas saudáveis fantasias?
Quem foi que te fez negar a tua
Realidade, mascarou a verdade
E te fez viver com tanta falsidade?
Quem foi que acordou tua insônia
E te receitou calmantes de forma
Tão perversa quanto perseverante?
Quem foi, anda, me diz quem foi,
Que criou este mundo de lágrimas,
Que arrasou tua alma com mágoas,
Afogou teu corpo quase morto e te
Prendeu com a liberta dependência
Desta tua tão crescente decadência?
Quem foi que estragou a tua cabeça
E te exigiu terapia, incessantemente,
Todos os dias até o fim dos teus dias?
Quem foi esta majestade vil, decadente,
Que de insubstituível é totalmente inútil,
Que de fundamental não serve pra nada
E que de prioritária é a última das coisas?
Tu sabes bem quem foi e como foi porque
Existe apenas uma coisa que é a coisa, só
Uma droga que até no nome é uma droga,
Que há tanto te droga, troca, aporta, torta
Suporta e não vê a hora de te ver morta!
Guria da Gaúcha Poesia
