Perde
Não quero tê-lo,
mas não quero perdê-lo.
Apenas quero deixar
num lugar especial
do meu coração.
Ah, essa saudade
que vem, não sei de onde
e aperta meu peito
com tanta força.
Nem sei se o que sinto
é amor,
mas dói,
machuca
e fere até a alma.
Por que você me deixa assim?
Ah, se pudesse controlar
meus pensamentos
que estouram feito pipocas
na minha cabeça
e logo são dominados
pela lembrança do que vivemos.
Quem anda com propósito não disputa palco, não se perde em comparações.
Não entra em competições vazias, nem mede seu valor pelos aplausos dos outros.
Segue em silêncio quando é preciso, confia no processo e espera o tempo certo.
Quem permanece fiel ao seu caráter, à sua essência e aos seus princípios
não perde nada do que está alinhado ao propósito.
Não precisa gritar nem provar nada mesmo que ninguém veja
porque quem sabe para onde vai não precisa de aprovação externa.
Quem permanece fiel ao seu caráter, à sua essência e aos seus princípios
não perde nada do que está alinhado ao propósito.
Não precisa gritar nem provar nada mesmo que ninguém veja
porque quem sabe para onde vai não precisa de aprovação externa.
Quem anda com propósito não disputa palco, não se perde em comparações.
Não entra em competições vazias, nem mede seu valor pelos aplausos dos outros.
Segue em silêncio quando é preciso, confia no processo e espera o tempo certo.
"Assim como uma pedra preciosa não tratada e' a mulher
que em instância alguma perde seu valor, conquanto 'as
adversidades da vida; antes reveste-se de luz própria."
Quando um escritor se propõe a escrever um romance, ele pensa: “Vou fazer assim, mas perde totalmente o controle do enredo, quem de fato assume o comando é um narrador onisciente, que abusa da condição de criador de realidades inimagináveis. Uma vez de posse do escopo, estando definido o rumo a ser tomado, personagens escolhidos e nomeados, então já temos uma história, história que será revelada a cada página. O Autor, quando entrega-se completamente à voz que escuta do narrador, não pode mais mensurar as medidas da obra que pensa que escreve.
Evan do Carmo. Autor de 30 livros. entre prosa e poesia..
na sombra da vida
onde tudo se faz,
a noite, um açoite,
engano voraz.
o homem se perde
em plano desfeito,
sem fé, sem direito
de tentar outra vez.
a vida é só uma,
sem chance de volta.
só há revolta
e um lutar no vão.
no palco do medo,
só culpa e segredo —
sussurro de morte
e retorno ao chão.
Quando a Voz do Espiritismo se Perde Onde Nunca Deveria ter Saído. Parte I.
Há algo de silenciosamente grave acontecendo no Movimento Espírita contemporâneo. Uma displicência suave, quase imperceptível, mas devastadora: falar em nome do Espiritismo sem conhecer a base das bases da Obra Codificada; viver sob o rótulo espírita sustentando princípios que não pertencem ao seu corpo doutrinário; importar concepções veneráveis de outras tradições que respeitamos profundamente mas que não compõem o edifício proposto por Allan Kardec.
É nesse ponto que a frase atribuída a Léon Denis “O Espiritismo não é a religião do futuro, mas será o futuro das religiões” revela sua real grandeza e, paradoxalmente, a advertência que muitos não percebem.
A advertência velada na frase de Léon Denis.
Denis não afirmou que o Espiritismo será o triunfo de uma nova crença sobre as outras, nem que substituirá formas milenares de experiência religiosa. Ele fala de futuro, não de supremacia; de integração, não de dominação.
Seu entendimento era que, com o avanço da razão e da sensibilidade, as religiões naturalmente absorveriam princípios como a imortalidade em progresso, a reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos e a causalidade moral.
Mas Denis parte de um pressuposto inegociável:
_ Que o Espiritismo permaneça fiel a si mesmo.
_ Que mantenha sua pureza metodológica, sua ética investigativa, sua racionalidade moral e filosófica.
Sem isso, o que poderia ser o futuro das religiões tornar-se-á, ironicamente, um campo confuso onde o Espiritismo se dilui em sincretismos, rituais, misticismos e práticas que nada têm a ver com sua proposta original.
A displicência que abre feridas silenciosas.
Há uma tendência preocupante e crescente de falar em nome da Doutrina Espírita usando conceitos que não são espíritas:
_ Práticas ritualísticas,
_ Elementos mágicos,
_ Crenças fatalistas,
_ Espiritualidades intuitivas não verificadas,
_ Sincretismos que obscurecem,
_ e discursos emocionais que não se sustentam na Codificação.
Essa mistura, ainda que bem-intencionada, produz um falso verniz de Espiritismo que seduz, mas não educa; conforta, mas não ilumina; empolga, mas não esclarece.
É exatamente o oposto do que Kardec legou.
E aqui reside o núcleo do problema:
_ Sem o estudo sério, a obra espírita perde identidade.
_ Sem rigor, perde autoridade moral.
_ Sem fidelidade ao método, perde a capacidade de contribuir para o futuro das religiões justamente o alerta de Denis.
O Movimento Espírita entre o avanço e o retrocesso.
Se não atentarmos para a fidelidade doutrinária, o que Denis viu como um movimento de síntese universal poderá tornar-se uma fragmentação interior.
Se o Espiritismo pretende auxiliar outras religiões a se libertarem de dogmas e equívocos, como poderá fazê-lo se ele próprio começar a carregar dogmas novos, rituais novos, crenças antigas recicladas e práticas que a Codificação nunca legitimou?
O risco é evidente:
_ O futuro das religiões não absorverá o Espiritismo.
_ Será o Espiritismo que absorverá acréscimos indevidos, esvaziando-se até tornar-se irreconhecível perante sua própria gênese.
E aqui, cabe a frase que precisa ser dita com toda a gravidade necessária:
– Os fins não justificam os meios.
A Doutrina não precisa se enfeitar com o que não lhe pertence para tocar corações. Seu brilho é próprio.
Chamado à acuidade e ao compromisso moral.
A seriedade da Doutrina não está na rigidez, mas na honestidade intelectual.
Está na coragem de dizer:
_ “Não sei.”
_ “Não pertence ao Espiritismo.”
_ “Respeito, mas não adoto.”
O verdadeiro seguidor da Codificação não teme parecer menos espiritual aos olhos dos outros.
Ele teme, isto sim, comprometer uma Obra que não lhe pertence.
É esse senso de responsabilidade que falta e que precisamos reacender.
Porque falar em nome do Espiritismo é ato ético.
E viver como espírita é ato de lucidez profunda.
Que cada palavra nossa em nome da Doutrina seja uma ponte, não um desvio; uma luz, não um adorno; uma precisão, nunca um improviso.
O Espiritismo não se impõe - esclarece.
Não subjulga — liberta.
Não mistura — integra.
E para integrar, precisa antes permanecer fiel à sua identidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quem procura
me entender:
sempre perde
a cabeça!
Nasci livre
como uma ave,
Insistir comigo,
de nada vale,
- não compensa
Sou um poema
de quinta,
- um verso vagabundo
Uma poesia bandida,
- rebelde -
Doidamente
transtornada,
Cauda de cometa,
- constelação efusiva
Doido verbo
e provocativo,
Dançando em cima
dos estilhaços,
Desse planeta
cheio de cacos,
Versos feitos
a fio da espada,
Brio, doçura e sangue
fervente
- e determinado
Pelos alçapões
do inconsciente,
Repleto de si
e com assinatura
- própria -
Corto com os versos
de Salomé
- o teu juízo -
E me misturo
aos teus aromas,
Furtando, assim,
o teu coração.
Então, repousa aqui,
bem aqui,
A tua mente
e o teu coração,
Assim, neste colo,
a fantasia,
O teu implacável
desejo
De mergulhar
na sedução;
Nascida
dessa cantiga,
E de cada verso
de paixão.
Voa, então, sobreviva,
Não se recuse, não se negue,
- se promova
Ao meu colo, se renda,
Prossiga como quem se atreve...
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