Perda de um Amor por Orgulho
A vida e a morte, por vezes, se confundem num antagonismo bárbaro. Num dia, lamenta-se a perda de alguém querido, o sofrimento é latente...em outro dia, festeja-se a vida, o dom precioso da existência. Fato preocupante é não saber a diferença nos/dos dois momentos...lamentar ou festejar...em que momento? Para alguns, viver é morte. Não há vida, não há brilho, não se tem prespectivas, não há sonhos...para outros, morrer é liberdade, alívio. Completei algumas muitas décadas de existência (...) já ri demasiadamente, chorei outros tantos, cultivei amizades e fiz alguns desafetos...o paradoxo nos persegue...alguém fez um questionamento muito sério sobre a existência: "onde estará a vida que eu perdi vivendo" e, desde que li isso, contrariando muitas pessoas, levo minha vida com mais leveza, menos certeza, mais conformismo, menos barbarismo...não adianta... A velinha vai se apagar...todos vamos encarar o outro lado. Por enquanto, conhecemos apenas um desses lados...o outro...pode ser melhor...quem sabe...?! Guarde a vida, respeite e não tenha medo da morte!
Foi tudo tão de repente, nem pude me preparar...
Sua partida foi minha maior perda, meu maior tombo. Hoje ainda lembro dos momentos alegres, do seu riso fácil, do seu abraço (que abraço, né, Voinha), sinto ainda a saudade como uma ferida aberta, que dói sem explicação. Por toda a minha vida imaginei que seria eterna, hoje eu choro de saudade, choro quando me lembro da sua voz, todos os dias a saudade vem machucando.
Agora está chegando o Natal, sempre foi uma data marcante, onde as pessoas ficam mais sensíveis, mais amáveis, mais alegres... Lembro dos eternos cartões de Natal, da árvore decorada, dos pisca-piscas, do presépio, lembro de cada detalhe. Hoje em dia eu só queria o teu abraço, me sinto tão perdida, tão sem chão, não faz sentido comemorar essa data sem tua presença, sempre achei que Natal era pra estar com a família, mas como fazer isso? Realmente eu não estou conseguindo, tá difícil, Voinha...
Quanta saudade...
Quanta falta a senhora me faz...
Te amarei sempre, por toda a minha vida.
Ansiedade é medo do futuro e todo medo gera perda porque é apego. Saia dessa frequência confiando cem por cento de que já é seu o que pediu ao universo.
Seja dono de si mesmo não escravo de si mesmo. Perca o medo da perda, esvazia a mente e a preencha com o próprio vazio. Seja consciente não inconsciente e dessa maneira expresse-se. Temos dois braços e duas pernas, dedos. E com isso infinitas formas de nos expressar e de criar, seria um desperdiço não usá-los. Isso é arte marcial.
A perda é só sua, por estar dormindo na hora que necessita estar acordado. Ninguém vive a vida dormindo.
A morte não é a maior perda da vida! A maior perda é aquilo que deixamos matarem dentro de nós,quando nos impedem viver, como sabemos e queremos!
odair flores
Quanto mais o tempo passa em minha vida, mais entendo que, muitas vezes, a maior perda que sofremos é a do amor que negamos, na inteligência que não usamos, no egoísmo em não agirmos em benefício de outros que necessitavam, na energia que desperdiçamos para evitarmos o sofrimento. Todas as vezes que agimos assim, tenho certeza, nos afastamos da felicidade.
Como Drummond já escreveu:
Em nossas vidas a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional!
Pedro Marcos
Saudade
A perda me faz sentir sua falta.
A falta do seu abraço me faz sentir desprotegida.
Não sentir seu calor,
Congela meu coração imensamente por inteiro.
Seu cheiro,
A flor mais cheirosa que já senti;
Seu olhar,
O espelho em que pode refletir todo o amor que senti.
Sua voz,
A música que mais acalmava minha alma;
Suas respirações,
A certeza de que valia a pena viver.
Seu coração,
A explosão que renovava meu mundo a cada segundo;
Seu sorriso,
A certeza de que para ser feliz eu não precisava de mais nada.
A falta do seu toque
Me fazia fraca por me deixar ser levada pelo tempo.
Nossos momentos,
Nada mais importava.
Eu & Você,
Somente nossa existência,
Nosso mundo.
Você,
O mundo em que sempre acreditei girar em torno dele.
Eu,
Nunca existi em seu mundo.
Você,
Sempre foi meu sonho.
Eu,
Sempre sonharei com você.
Nos questionamos o modo de vida que levamos mediante a perda de alguém próximo. É estranho, mas parece que precisamos perder pessoas para fazermos uma análise sobre nossa própria vida. Creio que todos ao menos uma vez já parou para fazer essa reflexão. Não questiono a morte afinal nascemos já sabendo que ela existe. Questiono a falta de atenção que temos sobre nossa vida espiritual; se questionar quando foi a última vez que agradecemos a Deus por algo. Deus faz tanto por nós, entretanto damos em troca o inverso disso. Cometemos o grande erro de deixar Deus por ultimo quando o natural seria deixá-lo em primeiro.
