Pequenos Textos sobre o Sol
Vejo o sol nascer...
me lembro de você.
Ao longo do dia, onde quer que eu vá,
me lembro de você...
O que como,
cada palavra que digo
e me lembro de você.
Vai anoitecendo,
vem a primeira estrela
a segunda estrela
as outras e a lua...
Vejo o sol estrelado
e eu me lembro de você.
Mas, na verdade,
não preciso olhar, ver, sentir ou ouvir algo
para me lembrar de você.
Fecho os olhos e me lembro de você.
Porque eu te amo e você é tudo na minha vida.
Eu sempre irei me lembrar de você.
A busca por conhecimento quando é insaciável em certa idade é como olhar para o sol minutos a fio.
Quando olhamos demais para certas coisas
não conseguimos ver as outras.
Busque sentir-se burro para que o desejo de saber
seja uma regra para sua vida.
Nunca conheça fragmentos além do que deveria saber do Todo.
O sol desaponta por trás do mar e a luz se esconde na procela debaixo de um esplêndido luar, há águas, há horizonte, há lágrimas...
Chorarei por toda vida até que as águas de março inunda os meus mistérios e afogue um antigo amor em seus ministérios...
estarei a rezar em confissão por um amor vadio que conquistou meu coração.
As estrelas piscam e brilham,
pequenas luzes distantes,
ilumina os meus instantes,
nos instantes que neblinam.
Essas luzes delirantes,
que no brilho da lua se homizia,
onde está os amores apaixonantes,
que desejei e que amei algum dia?
Perambulando no horizonte,
de leste a oeste,
a procura do acalanto,
onde o sol escurece e traz um novo dia.
As estrelas brilham de repente,
no silêncio das noites indormidas,
a solidão escorre lentamente,
nos acenos das despedidas.
Comoventemente, as estrelas brilham de repente,
no azulado céu escuro adornado de cachecol,
O sereno principia sua ausência lentamente,
Adormecendo com o nascer do sol.
O sol depara-se com o limiar da noite
A noite se demasia com a madrugada
A madrugada em terno açoite
Amanhece na solidão do nada.
A lágrima caída no papel - sugou,
o riso se acabou ao meio dia,
o coração distraído pulsou,
se vai amores que a razão enganou.
Há horizonte no mar inquieto,
e luz no arrebol,
- a espreita do nascer do sol!
O sol vai nascer,
em noite estrelada.
Mas por que o sol vai nascer,
se ainda é madrugada?
Amanhece de uma vez,
não tenho sereno para você.
É? O meu cigarro ainda tem chama.
poxa, aqui não tem fósforo!
E aquela lua espreitando?
espreitando não sei o que.
Ainda é noite?
olha o vermelho, não vês o sol?
Sol?, é apenas o que você queria ver, reluzindo.
A noite é ensolarada com você.
acabou o cigarro, e já se vou.
e o eterno se vai?
Se vai, dormindo.
Luz do sol que irradia o dia, do dia resplendia a vida, do caos o fim que anoitecia a madrugada com estrelas que nada iluminaria.
O amor morria como nunca tivesse nascido, como o sol que beija o mar e é engolido no horizonte no esplendor fenômeno dos olhos que se escrevia.
à lua que lacrimeja a noite no sereno de sua tristeza, ao sol que traz uma esperança morta, ao amor que se desistia, trago a luz do dia e a poesia de uma noite gótica
Tenebrosos segredos
São noites cálidas, escolhidas a dedo
Em que a lua curiosa, depois floresce,
Porque enxerga o tenebroso segredo
Nosso, e que o mundo desconhece!
Somos tal avidez e vontade cobiçada,
Como culpados que imploram perdões,
Enquanto carne fraca é entrelaçada,
Comungando sigilo e firmes ereções!
Ó tempo, reduz à noite a velocidade,
Pra que entre o pôr e nascer do sol,
Todas as ganas e sedes da saudade,
Sejam acolhidas por baixo do lençol.
Ó tempo, sê nosso amigo e amante
Até c'o dia brote e luz se levante!
AMAR NOUTRA DIMENSÃO
Quando o sol se esconde, para que um novo dia aconteça outra vez, o previlégio da proximidade com o mar enriquece-me as reflexões, as sensações, as emoções.
É na infinitude do horizonte, no observar do pássaro que tomo como de perto a tua presença, que revivo os teus beijos, acolhida por teu abraço, numa intensa real sensação do que me dás nos meus sonhos.
E no pássaro que voa, perante os estímulos que me provocam as ideias, encontro-me, a amar noutra dimensão.
TEMPOS DE AMOR
Hoje o dia amanheceu cinzento e ardor no coração
Tudo para estar certo e o sentimento é de prisão
Prescindindo de mim na empatia de alguma dor
Tentando abrir as nuvens para o sol de um amor
Por onde quer que estejas que te aflore natural
Sem pressa se apresente para Seres imortal.
CREPÚSCULO
No oriente brilha lua
No ocidente a luz recua
Mais uma noite se aproxima
Um sol laranjo se dizima
Que mistérios têm lá em cima?
No lusco-fusco nos ensina
Nem sempre é o brilho que fascina
Um acalanto pra retina
Em meio a tanta pantumima
Penumbra de paz repentina
Depois de mais uma rotina!
MIL PLATÕES
Transpôs gerações a perspectiva
Monóculo de única "verdade"
Nas correntes da acomodação
Ninguém a duvidar das projeções
Eram as sombras ali sempre vivas
Incrédulos de outras realidades
Atrofiavam as chaves da razão
Até um desgarrar das ilusões
Embora encandeado pela luz
Venceu barreiras, provou liberdade
No inefável ampliou a visão
Carecia partir tais emoções
Julgarão insano o que ele conduz?
Pra ignorância o sol ainda arde
Conhecer por si é a libertação
Socraticamente em mil Platões!
DUAL
Por onde avanças no além
Riscas de Luz num pátio terreno
Teu brilho emprestando ao solo lubuno
Firme na sina cumprindo seu turno
Fogo divino se doa sem pena
Astro da vida rei da cena
Talvez a ti não te bastes
Nascendo e morrendo em toda jornada
Lição ensinada: união dos contrastes!
Tempos difíceis em que vaga-lumes são aplaudidos por suas faíscas enquanto a iluminação do sol é ignorada.
Prova sol, que sabes iluminar!
Prova sol, que sabes aquecer!
Prova sol, que forneces energia!
Prova sol, que é indispensável!
Puxa sol! Por que não sabes piscar como os vaga-lumes?
"Fiz do Sol e a Lua, testemunhas.
Dessa ferrenha luta.
Luta que travo com dor e labuta.
Ir à sua busca.
Mas não me escuta.
E dá a entender que tudo o que nos separa é minha culpa.
Me julga.
Me trata com indiferença é preferível o teu ódio à essa tortura.
E a saudade não me ajuda.
Essa situação só nos machuca.
Virá a minha busca?
Eu irei à sua?
Me deito repleto de rancores e perdido em dúvidas.
Se errei, peço-lhe desculpas.
E dos meus arrependimentos?
Fiz do Sol e a Lua, testemunhas..."
"Ela se foi e levou nossos sonhos por inteiro.
Se foi e só me deixou a saudade do beijo.
Sua felicidade se foi, quando você me deixou escapar, por entre seus dedos.
Na sua ausência, me falta a razão e me sobra o desejo.
As vezes me falta o ar, quando lembro do seu aconchego.
Falta a beleza no horizonte, pois em admiração ao por do Sol é você que eu vejo.
Sem sua metade, o que restou de mim é pesadelo.
Em mim já não existem sonhos, pois ela se foi e os levou, por inteiro..."
"Há dias que vem e não deveriam ficar.
Há dias que vão e deveriam, para sempre, continuar.
Quando 'cê me vem, me sobra nada e até me falta o ar.
Sua presença me faz sobrar a paixão, só o amar.
Fito seus olhos, me pego com o coração, à palpitar.
Desejo te abraçar.
No teu beijo, me adoçar.
No doce da voz, me deliciar.
Quisera eu, não te sonhar.
Nessa paixão, não me aprisionar.
Você é o meu Sol, quiçá o meu luar.
És meu rio, o meu mar.
Na imensidão da tua alma, eu hei de me afogar.
Infelizmente os dias de saudade vem, mas não deveriam ficar..."
"Eu te amo tanto, mas vc sempre me pede pra parar.
Já não suporto, em meus olhos, ao lhe ver, o lacrimejar.
Fique tranquila, algum dia, D*, eu hei de deixar.
Quando toda água do mar secar.
Quando o Sol se apagar.
É certo, eu deixarei de lhe amar.
Mas, até lá.
Eu hei de lhe amar.
Te venerar.
Como Deus, lhe adorar.
E a todo custo, tentar.
Lhe conquistar.
Contigo, casar.
E se não der, tudo bem.
Eu esperarei, o Sol se apagar e toda água do mar, secar.
E somente nesse dia, eu deixarei de lhe amar..."
"Caminhei até o fim da noite, mas não encontrei o por do Sol.
Velejei pelas águas da solidão, atraquei em alguns portos, mas não encontrei farol.
Nessas mesmas águas, fui presa fácil, com os seus olhos castanhos, fisgou-me, em seu anzol.
Preso em sua beleza, calhou-me encalhar, em seu atol.
Existem mares vastos e profundos, mas nenhum se equipara a solidão, ao vazio do lençol.
Amor meu, sei que não sou nenhum escol.
Naveguei por esses mares, mas não vislumbrei, meu por do Sol..." - EDSON, Wikney
