Pequenez
Que a cada dia possamos reconhecer nossos erros
cometidos, buscando através disso a maturidade para
bem executarmos a vida. Quando nos fazemos pequenos,
estamos não nos rebaixando, mas admitindo sermos iguais a todos os outros,
quando se referindo a não pensar em ser
maior ou melhor.
Viemos todos do pó, e ao pó voltaremos.
Não somos imortais da maneira prepotente como Hollywood costuma pintar seus heróis. Somos frágeis, cosmicamente insignificantes, imperfeitos.
Somos apenas alguns dos tantos outros pontinhos que já pisaram e que ainda pisarão na Terra. Ela própria, inclusive, é outro pontinho azul, no meio do nada e rodeada por uma infinitude de outros pontos.
Não sei de onde as pessoas tiram essa pretensão de serem grandes, fortes e cheias de poder...se soubessem que até as águas que constituem os oceanos anseiam por saberem que em algum momento serão apenas pequenas gotas de chuva.
Assim sendo, felizes por verem sentido: gotas de chuva poderão fazer florir os jardins!
Não lhe digo até onde posso chegar com você, porque não sei. Mas, em contrapartida, posso lhe mostrar até onde você pode ir comigo. Todavia, não nos limitemos à pequenez que nos restringe em deixar aflorar essa ilimitada vasta busca do encontro com o outro.
Esse mundo não dá apenas voltas, ele é mais impulsivo do que a gente imagina. Ele dá piruetas, cambalhotas, acrobacias...Somos parte de um circo. Ainda bem que ele é desmontável, isso nos permite estar em qualquer lugar. E o que é mais legal, ainda, é que uma hora somos espectadores, em outra, protagonistas, coadjuvantes... E há momentos que por causa da nossa pequenez, somos nada. O que éramos há alguns anos atrás não é o que somos hoje, embora sejamos a mesma pessoa.
um dia alguém me disse você é grande...eu respondi não,
eu sou pequenininha,o meu Deus é que é grande, e me faz forte o suficiente pra não mostrar minha Pequenez.
“A heterodoxia atávica revestida de pseudonormalidade, que encontra voz ressonante na afirmação aparentemente inequívoca que diz: O homem que possui uma capacidade abissal de elevar seus pensamentos de tal sorte a verificar o quão insignificante és, não apenas em relação a si mesmo, mas também em relação aos outros homens e, como se tamanha insignificância fosse mínima, em relação à sua própria vida”.
É tanta pequenice que vejo nesse mundo, tanta insensatez, falta de bom senso, que me dá vontade de vomitar, mas só dou risada mesmo. Será que não se consegue fazer melhor?
Quem precisa diminuir alguém para se sentir bem consigo mesmo, na verdade, revela a própria pequenez e fragilidade interior. A verdadeira grandeza reside em elevar a si sem precisar pisar nos outros, reconhecendo o valor e a dignidade de cada ser humano.
Olhar para o céu e poder admirar o universo.
É algo tão belo e ao mesmo tempo tão angustiante.
Saber que a pequenez humana cabe em uma bola gigante.
A finitude de nosso tempo nem passa por um momento que somos falhos.
Os enigmas da vida que veio e há de vir, juntamente com minha limitação racional expõe minha pequenez e ignorância para minha consciência.
Com minha nudez combato o orgulho, com a bondade combato a morte, assim como o sangue percorre o corpo e deixa vida em seus caminhos, assim seja meus passos sobre a Terra, carregados de amor e sabedoria de paz, sendo as flores e seus campos verdes o conforto diante o cinza.
Pai, ò Pai, quando me faltar forças, Tu serás cálcio em meus ossos, seja Tu meu pilar, me sustenta e proteja quando a vaidade e a cegueira do poder tentar me assolar, amém!
Ovelhas com ascendência sobre as outras, mesmo apequenadas e subservientes ao pastor que as mantém no aprisco em troca da lã, costumam reproduzir a empáfia de seu senhor quando sozinhas com o rebanho já que, entre tantos amedrontados, mostrar-se poderosa insufla o ego de qualquer ovelhinha medíocre.
Enxerga além das dificuldades todo aquele que reconhece sua grandeza diante da vontade de bem viver e sua pequenez diante dos mistérios que envolvem a vida.
Os vícios que nos rodeiam cotidianamente são potencias consumidores de nosso tempo. Silenciosamente eles nos fazem retardatários na jornada vida, reduzindo-nos à constante pequenez de comportamentos e de desenvolvimento pessoal.
