Pequena Menina dos Olhos Castanhos
Prefiro cortar a árvore podre pela raiz enquanto ainda pequena, antes q ela cresça e possa danificar o que está a sua volta!
Mistério: Numa pequena estradinha de terra, aos cinco anos de idade saí da escola ao caminho pra casa da Vovó, levei um susto quando um homem com aparência de escravo, apenas de calças amarradas pelo joelho de olhos vermelhos me falou: -Espera menino, eu te levo lá, eu sei onde está o ouro! Respondi: -Minha Mãe não deixa eu ir! Saí correndo, quando olhei para trás, do nada o escravo desapareceu no ar!
Mãe
Mãe...
Palavra mais doce de se falar,
Mas também de se ouvir.
Palavra tão pequena
E tão grande em sentimentos.
Mãe...
Só conjuga o verbo amar.
Porque é o que sabe sentir.
Carrega sua cria como uma pena.
Mesmo pesada, supera os sofrimentos.
Mãe...
Tem o colo mais quente para se ficar,
E é o melhor lugar para se dormir.
Você que nunca sai de cena,
Merece todo aplauso pelos seus méritos.
Sempre existirá uma minoria? E por incrível que pareça essa minoria não é pequena, da onde vem então essa expressão? Vem sim da minoria que quer diminuir o que é comum, e só não é mais comum, por ser visto de maneira distorcida. Deveríamos nos firmar no desigual já que é tão rico o plural que forma-se do singular!
A professora que não mordia
Lá, numa pequena cidade no Sul do país, num minúsculo bairro, em uma escola miúda,com um pequeno número de professores, com pouquíssimos recursos, uma professora brava, sempre irritada; cansada de seu trabalho, desgastada pela carga que há anos lhe pesa sobre os ombros.
Por causa do desgaste ela sempre desconta a sua ira em alguém. Hoje a vítima foi a merendeira. Dona Nilda, como é chamada a professora, queria uma xícara para beber café.
Como já se sentia postergada quanto ao horário de ir à sala, proferiu seus impropérios, e, com palavras que não consigo escrever, porque estão todas no aumentativo, maltratou a coitadinha da Dirce. Depois pediu desculpas, disse que estava nervosa. Mas todos sabem que ela o faz rotineiramente. Ela sempre maltrata as pessoas e depois dá uma de vítima. Aí vem e pede desculpas, e age como se nada tivesse acontecido.
Hoje ela ultrapassou os limites. Sempre me dói muito observar a forma que ela trata aquele menino lá do outro canto da sala; ela grita muito com ele, de forma agressiva, embora seja muito quieto. Hoje ela perdeu toda a paciência, e, quando eu olhei para o menino, ele estava vermelho, parecia um pimentão, os cabelos arrepiados de tanto ele mesmo puxar. Os gritos da professora Nilda ecoavam por toda a escola, e, a cada grito eu sentia mais medo, imaginava-me no lugar daquele menino, que já tinha dificuldade quanto a assimilação, e
com os gritos, tenho certeza que os ecos não o permitem dormir. Na hora eu tremia todo, temia que um daqueles gritos passasse perto de mim, afinal, até agora tenho visto a impaciência da professora, e imagino que, caso eu erre, ela não pensará duas vezes antes de gritar perto dos meus ouvidos.
Eu nunca falei com ela, nunca ousei encará-la. Meu medo nunca permitiu. Na hora de ir ao banheiro, sempre espero por um descuido dela, saio de fininho, corro parecendo um fugitivo policial, fico em silêncio pelo corredor para não chamar a atenção de ninguém, infelizmente não tenho um amigo que me dê cobertura enquanto fujo. No retorno, venho em silêncio, espero por um novo descuido, e entro para o meu lugar, como se nada tivesse acontecido.
Nessa hora, geralmente ela está de costas. Ainda bem que não usa óculos. Não há riscos de me ver refletido nas lentes. Hoje ela está terrível, e eu, apertado. Os gritos dela não cessam. Em um momento de tensão ela deu um murro na mesa, e xingou alguém. Eu não sei a quem, mas ouvi, ela xingou!
Esperei o descuido, não aguentava mais. A necessidade de ir ao banheiro era muito grande. Então, preparei-me para fazer-me um ninja. E ela começou a escrever no quadro.
Chegou a hora de agir. Mas ao chegar na porta os braços dela, enormes, me alcançaram, me seguraram na altura dos cotovelos.
-Opa!!! Onde o senhor pensa que vai?- Ela perguntou olhando nos meus olhos, eu, pela primeira vez na vida olhei para ela.
-Vou ao banheiro. Respondi com voz quase inaudível. -Ao que ela me disse:
- Precisa pedir. Não há que ter medo. Dessa vez você vai, mas na próxima vez terá que falar comigo, eu não mordo...
Olhei bem, e pensei comigo:- Só falta morder agora; se está difícil aguentar os gritos, imagine uma mordida.
Na pequena vila, perto do mar, tem um ditado muito antigo que diz: “Quem tanto pede o que lhe pertence, assim o mundo convence.”
Se você quer compreender o tamanho do meu amor por você, tente medir apenas uma pequena fração, como 1% do infinito, e então perceberá o quanto ainda há por descobrir.
A justiça do mundo está resumida em uma pequena expressão, simples e, graças a Deus, verdadeira.
Você colhe o que planta.
Pode escolher sempre o que plantar,
mas nunca o que colher.
Se você plantou amor, colherá.
Se ainda não colheu, a hora certa irá chegar.
Se plantou mentira, não poderá colher verdade.
Se ainda não colheu, sua hora vai chegar.
Se Deus quiser!
Humildade é reconhecer que todo grande rio vem de uma pequena nascente... é ter consciência de que só se cresce nos encontros do percurso... e só se sobrevive se houverem sempre outras águas para unir-se e abraçar.
O BEIJO NA MÃO
Ai que pequena mão fria e macia que beijei; linda preocupada o rosto semblante com sorriso brilhante, bela menina mulher, a sua presença marca o compasso da batida do meu coração com rapidez, ao escutar o som dos seus passos sonalizado pelo seu calçado e seu belo corpo vindo em minha direção; olhando meus olhos compõe a mais bela das letras com palavras em silêncio até escutar seus lábios perfeitos pronunciar uma palavra, uma frase. Não sei apenas ouvir com tanto carinho quanto o dizer eu te amo.
Uma fração tão pequena de tudo o que deve ser
Uma fração tão pequena do que poderia ser
Uma fração tão pequena da beleza desta vida transformadora translúcida
Essa pequena fração da profundidade do fim.
Das artes se pintou uma amante,
Ao som dos Beatles és a pequena sereia,
Da genética vai crescendo a estudante,
E de Alice ao antídoto perfumante,
Do amor-seixas de Carlos Vieira.
poesia "Alice".
Ninguém é inútil, todos têm o seu valor. A agulha pequena tece a linha da roupa elegante que veste o rico senhor.
