Pensei que Nao te Amava
Não existe determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade.
Hoje, recebo vocês com aquilo que tenho de mais verdadeiro: minha gratidão.
Talvez eu ainda não consiga dizer tudo em palavras faladas. Às vezes, eu agradeço no silêncio, no olhar que demora, no abraço que segura um pouco mais, no sorriso tímido de quem ainda está se refazendo. Agradeço também vivendo, que é o que vocês me ensinaram a fazer de novo.
Vocês foram suporte quando eu precisei parar.
Foram colo quando meu corpo e minha alma pediram descanso.
Foram cuidado, zelo, presença, generosidade.
Apoio emocional, financeiro, de alma — daquele que permite respirar sem culpa.
Em vocês, aprendi que eu podia ser cuidada como algo precioso.
Como uma pérola.
Essa pequena concha é apenas um símbolo. Um gesto singelo para dizer que não há distinção entre vocês: todas têm a mesma importância, todas sustentaram, cada uma à sua maneira, o que em mim estava frágil. Que ela possa guardar o que for precioso — anéis, memórias, pequenas delicadezas — e que, ao olharem para ela, lembrem-se: ali também estou eu, depositada com amor, assim como fui acolhida.
No dia em que pedi anjos a Deus, Ele me enviou vocês.
E foi através de vocês que voltei a acreditar que descansar também é um ato de coragem, e que ser cuidada é uma forma de amor.
Obrigada por serem minha rede.
Meu suporte.
Meu descanso.
Minha luz no escuro.
Com todo o amor que hoje consigo oferecer.
🤍
29 de Dezembro de 2025
Orações escritas
Deus,
hoje eu não tenho força para explicar o que dói.
Meu coração está pesado, meus pensamentos cansados,
e minhas palavras quase não saem.
Estima-me em Ti, Senhor.
Quando eu não conseguir me amar,
quando eu não conseguir me sustentar,
sustenta-me Tu.
Lembra-me que ainda sou vista,
mesmo quando me sinto pequena, esquecida ou frágil.
Ajuda-me.
Ajuda-me a atravessar este dia.
Não peço grandes respostas,
apenas o alívio de não caminhar sozinha.
Segura-me quando eu vacilar,
acolhe-me quando eu chorar em silêncio.
Se for possível, descansa minha alma em Ti.
E se não houver descanso agora,
fica comigo na tristeza.
Isso já basta.
7de janeiro de 2026
Somente por amor a gente se arrisca.
É por amor que caminhamos em direção ao que não sabemos explicar, como quem segue uma miragem no meio do deserto. Sabendo, no fundo, que pode não ser real — e ainda assim indo. Porque o amor não pede garantias, pede entrega.
O amor nos ensina a decifrar silêncios, a escutar o que não foi dito, a tocar mistérios com mãos trêmulas. Ele nos faz acreditar em promessas que ainda não existem, em destinos que só se revelam para quem ousa permanecer. É uma música que começa baixa, quase imperceptível, mas que cresce dentro da gente até não caber mais no peito.
Há algo de miragem no amor: ele cintila à distância, nos chama, nos ilude e nos salva ao mesmo tempo. Às vezes é engano, às vezes é esperança. E mesmo quando descobrimos que não era água, seguimos adiante, porque a travessia também nos transforma.
Amar é arriscar-se ao impossível. É atravessar desertos internos guiados apenas por uma melodia que insiste em tocar. É escolher sentir, mesmo sabendo do cansaço, da sede, da queda. Porque só o amor nos convence de que vale a pena ir além do que é seguro, além do que é lógico, além do que é visível.
E no fim, mesmo que a miragem se desfaça, algo permanece: o som da música que nos moveu. A coragem de quem ousou. A certeza de que só por amor a gente vai tão longe.
Por Jorgeane Borges
Há uma pressa que não leva a lugar nenhum.
Na corrida pela vida, esquecemos de viver.
O esforço constante para sobreviver ocupa tanto espaço que a própria vida passa despercebida — silenciosa, enquanto estamos ocupados demais tentando dar conta de tudo.
E quando percebemos, não foi o tempo que faltou.
Faltou presença.
Não é o empregador que paga os salários. Os empregadores só manipulam o dinheiro. É o freguês que paga os salários.
Faça coisas. Seja curiosa, persistente. Não espere por um empurrão da inspiração ou por um beijo da sociedade na sua testa. Preste atenção. É tudo sobre prestar atenção. É tudo sobre captar o máximo que você puder do que está por aí e não deixar que desculpas e que a monotonia de algumas obrigações diminuam sua vida.
Por que é que se gastam todos os dias milhões para a guerra se não há dinheiro para a medicina, os artistas e os pobres?
Presenças que Não se Despedem
Aqueles que partem antes de nós não deixam apenas saudade.
Deixam um vazio que não se mede, um espaço que ninguém ocupa.
Mas deixam, também, a permanência da sua história —
uma presença silenciosa que continua ecoando no tempo.
Fica a ausência do calor de um abraço,
o gesto interrompido,
o sorriso guardado na memória.
Fica o olhar que ainda nos atravessa,
a voz que já não tem som,
mas insiste em nos chamar por dentro.
Eles partem do alcance das mãos,
mas não se ausentam do que fomos com eles.
Habitam as lembranças,
os lugares,
as palavras que repetimos sem perceber,
os silêncios que se tornam mais densos.
Há quem parta e leve consigo o mundo que conhecíamos.
E há quem fique —
não no corpo,
mas no que nos ensinou a sentir.
Na saudade que dói,
mas também sustenta.
Porque amar alguém é aceitar
que, mesmo na ausência,
algumas presenças jamais se despedem.
Eu não cheguei para ensinar o mundo a ver.
Cheguei para servir.
Empresto meus olhos
não porque vejam melhor,
mas porque aprenderam a parar.
A permanecer.
A respeitar o que é simples
e o que quase passa despercebido.
Há beleza onde ninguém olha.
Há histórias onde ninguém fica.
Há luz mesmo quando o dia parece opaco.
Eu empresto o meu olhar
para que outros possam enxergar
o que meus olhos aprenderam a vislumbrar:
o sagrado do cotidiano,
a dignidade do silêncio,
a esperança que insiste
em morar nos detalhes.
Meu trabalho não é sobre imagens.
É sobre presença.
É sobre revelar sem invadir,
mostrar sem ferir,
acolher sem explicar.
Sirvo quando fotografo.
Sirvo quando observo.
Sirvo quando escolho não passar rápido.
Se você aceitar,
te empresto meus olhos por um instante.
Não para fugir do mundo —
mas para reencontrá-lo
com mais cuidado,
mais verdade,
e um pouco mais de alma.
Entre pausas e silêncios,
barulhos de uma mente calada e cansada.
Não é ausência — é excesso contido.
Pensamentos que ecoam baixo,
como quem pede descanso sem saber pedir.
Aqui estou.
Não para explicar,
nem para resistir.
Apenas para permanecer
até que o silêncio
deixe de ser abrigo.
Inteira no cansaço,
presente no intervalo,
aprendendo a existir
sem ruído.
Devemos amar com todo nosso coração, mesmo que não haja garantias. Isso não nos torna vulneráveis, nos torna vivos.
Sou a favor da reciprocidade.
Não sei dar carinho pra quem não me dá nada em troca
essa coisa de " fazer o bem sem olhar a quem" não mexe muito comigo..
Faço bem a quem me faz bem
Dou amor a quem me dá amor
e para quem não dá... sou apenas indiferente
uma indiferença gelada mesmo
mas cada um tem sua escolha
e a minha já foi feita:
a estrada deve ser uma via de mão dupla!
Não leve a vida tão á sério
Quantas são as irritabilidades que somamos nas nossas vidas nesse famoso dia-a-dia.
Chegamos a perder a direção do nosso dia.
Muitas vezes ocupamos valiosa parte de nosso tempo avaliando a vida dos outros, sendo que precisamos todos os dias rever e aperfeiçoar nossa própria existência.
Quantos anos você tem? Quantos anos você ainda terá?
Olhamos para nosso passado e deixamos que as horas passem e nos perdemos no tempo pensando, pensando.
Vivemos a vida de outras pessoas ou até menos os problemas dos outros e o nosso vão passando.
Levamos as coisas tão a sério que deixamos de ver que a seriedade está em sorrir e brincar.
Acorde para o dia e para vida sentindo o cheiro que sempre lhe foi peculiar, olhando para imagens que sempre te fizeram bem, lembrando das pessoas que se uniram a você para contribuir e somar.
Traga para sua vida um novo dia e uma nova esperança de viver.
Ah! Não leve a vida tão a sério!
Deite e descanse, não durma somente.
Sente-se e almoce, não coma apenas.
Ligue a TV e assista a um bom filme, não só veja.
Leia um livro e não só folheie as páginas.
Caminhe devagar sentindo o ar no rosto e não simplesmente vá.
Ame cada dia como se fosse o primeiro.
Tenha sempre ouvidos para ouvir e palavras para elogiar.
Ouça tudo e não simplesmente finja que está escutando.
Tenha olhos que enxerguem os verdadeiros valores humanos sem descriminar
Ah! Viver a vida novamente,
Seja no momento que você esteja agora, não interessa a idade
Não interessa as dificuldades.
Somente conseguimos chegar aonde podemos, e muitas vezes vamos longe.
Não olhe somente para o céu para ver se vai chover ou se o dia será bom.
Veja a emoção e o sentimento que tudo isso lhe traz.
Lembre-se que no passado você brincava e não agendava.
Lembre-se que no passado você sorria e não encenava.
Ah! Mais não leve tudo tão a sério.
A vida e feita de pequenos detalhes que nos passam sem ser absorvidos.
Que a vida sempre será de alegrias e tristezas, é fato.
Mas tudo tem seu caminho e solução, e o que não tem, deixa prá lá...
Lembre das pessoas que lhe fizeram bem,
Ou vai esperar que elas adoeçam para ligar ou visitá-las?
Quanto mais você pensa, mais se afasta de tudo.
E quanto mais você critica mais se esconde dos seus erros.
E quando você não admite que erra mais se perde nas decisões.
Você sabe tudo que hoje você tem e tudo que já conquistou.
Mas deve saber que ainda tem muito a buscar.
Agora se levar tudo tão a sério vai perder tempo e as horas passam...
Seja você e sorria!
As pessoas te olham e te avaliam todos os dias, mas que se danem tudo isso, o importante é tudo que você quer e sabe que lhe faz bem.
Seja você a sua vida e deixe a sua vida fazer você viver.
Sabemos que temos tantos defeitos e esperamos tanto para mudar isso
Mas lembre-se, “amanhã eu faço” pode nunca chegar.
Sonhe sempre e ame de verdade, pois os erros do amor são as paredes de uma grande construção.
Viva por você e viva pra viver.
Ah! Um simples detalhe da vida, não leve ela tão a sério.
Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, apenas de seu coração a ele, e ele lhe dará o dele.
As coisas não mudam, nós é que mudamos. O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação.
