Pensar sempre em Mim Mesma
Não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo.
Não importa quantas vezes eu tenha duvidado de mim mesma, Deus nunca me abandonará. Ele estará sempre ao meu lado, aplaudindo minhas vitórias e me amparando nas derrotas. Ele é a minha força inabalável, minha luz nas trevas, minha certeza nas incertezas. Nele eu sempre confiarei...
- Edna Andrade
Quando acordei esta manhã, olhei para o espelho e disse a mim mesma: "Você merece ser feliz". E essa afirmação foi como um mantra que ressoou em minha mente, afastando toda e qualquer nuvem pesada que tentasse encobrir o sol em minha vida.
Compreendi que a felicidade não é um destino distante, uma meta inalcançável. Ela é um estado de espírito, uma escolha diária. E hoje, sem sombra de dúvidas, escolhi o caminho ensolarado, onde as flores desabrocham e a esperança sempre floresce...
- Edna Andrade
Não posso deixar que o medo me impeça de seguir em frente. Preciso confiar em mim mesma e acreditar que cada passo que dou é uma oportunidade de crescimento, de aprendizado e de superação. Não há garantias na vida, apenas possibilidades.
Vou em frente, com coragem e determinação. Vou abrir portas e derrubar barreiras que se apresentam em meu caminho. Vou abraçar as mudanças e as surpresas que a vida me reserva, sabendo que cada decisão tomada será uma peça importante na minha existência...
-Edna Andrade
Enquanto ajudo meu filho a compreender o mundo, também estou aprendendo a compreender a mim mesma. 💙
A maternidade me ensinou que cada pessoa tem seu próprio tempo, sua própria forma de sentir e enxergar a vida. Nessa caminhada, descubro todos os dias a força do amor, da paciência e do autoconhecimento.
Gratidão por cada aprendizado. ✨🦋
“Toda repetição dolorosa pede uma pergunta: quem em mim ainda observa a vida a partir da mesma ferida?”
Do livro O Observador Interior, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Olho para o espelho e o que aparenta ver não é mais que uma mera figura de mim mesma voltada para o seu ser original, a mostrar aqueles grandes olhos que te penetram como armas mortíferas a julgar o teu ser. Depois reparas naquele cabelo que outrora estava pelos ombros e que agora nem é longo nem é curto; é o que nós chamamos de indefinido, como se tivesse indeciso se devia manter-se firme ao seu comprimento ou continuar a crescer, até que um dia algo o impeça. Cada vez mais a figura parecia-me mostrar um lado obscuro que outrora punha-me infeliz. Todos os dias parecia perseguir-me desde manhã à noite, bastava eu passar naqueles vidros sujos das montras cheios de partículas que provinham de lugares desconhecidos ou ao lado de carros, que diria estarem estacionados há anos, e reparar que esta observava-me sem hesitar.
Outro aspecto que me surpreendia nela era a sua confiança: no seu andar, no seu ser como se estivesse a tentar realçar algo que meramente faltava em mim. Quando dei por mim, estava apenas inclinada a olhar para o lago, perdida naquela água pouco profunda....
Entre tantas versões de mim, a que mais gosto é essa: a que sorri apesar de tudo. Ser eu mesma é meu melhor filtro.
De onde vem essa urgência de entregar aquilo que mal consigo sustentar?
Nem a mim mesma pertenço.
Talvez seja da juventude.
Talvez seja da vida.
Esse estranho costume de oferecer mais do que se possui.
A vida me ensinou a não esperar nada dos outro, o possível de mim mesma, e tudo de Deus. Assim, sigo confiante no alento do divino e nos aprendizados da vida. Deus é amor, verdade e justiça, e todo aquele que vive em alinhamento com as forças universais do bem e do amor, servindo o próximo na vida com os talentos da compaixão, humildade, respeito e gentileza são também servos de Cristo, em corpo, alma, mente e coração.
"Segundo estudos feitos por mim mesma. Eu preciso me distanciar de pessoas tóxicas para não denegrir minha imagem sensata."
─By Coelhinha
Eu sinto a tua presença
Aqui, bem pertinho de mim
E penso também assim
de um jeito que você mesma
Poderia deixar-se ficar
Abismada
Sem explicação, nem nada
Por pensar que nem você pensa
Quando sozinha
Escuridão à meia-luz
Um denso silêncio
Entristece as madrugadas
Mesmo assim
Eu sei que ri
Sabendo-se também aqui
Pois esta minha imensa vontade
Me traz a sua presença
e põe aqui, pertinho de mim
E não me sinto mais, tão sozinho
E é muito doce
Essa presença
que meu pensamento trouxe
Enquanto isso...compromisso
Em olhar os ponteiros lentos
Contar momentos
e devorar cada hora que separa
A mim mesmo dessa alegria
Há tanto tempo adiada
de simplesmente olhar
e saber o quanto é bom
e respirar o mesmo ar
na escuridão da madrugada
Te olhando e olhando
e mais nada
Edson Ricardo Paiva
Eu lembro dessa história como quem abre uma gaveta antiga e encontra um pedaço de mim mesma ainda respirando ali dentro, meio amassado, meio intacto, meio incrivelmente vivo. Era sempre à noite, como se a vida só tivesse coragem de acontecer depois que o sol ia embora. A gente se reunia debaixo daquela árvore que, na nossa imaginação adolescente, virou quase uma entidade sagrada, o tal do “velho Carvalho”. Nem sei se era mesmo um carvalho, mas na nossa cabeça ele tinha séculos, sabia de tudo, e guardava nossos segredos como um confidente silencioso.
Ali, eu era livre. Eu, que em casa andava pisando em cacos invisíveis, desviando de palavras duras, de olhares que pesavam mais do que qualquer castigo. Ali, embaixo daquela árvore, eu era leve. A gente ria alto, inventava histórias absurdas, falava de futuro como se fosse uma promessa garantida, como se a vida fosse mesmo justa com quem sonha. E eu acreditava. Acreditava nelas. Acreditava na gente. Achava que amizade era isso, um abrigo onde ninguém pergunta quanto você tem no bolso antes de te abraçar.
Até que veio aquela noite.
Eu cheguei como sempre, no mesmo horário, com a mesma expectativa simples de quem só quer um pouco de paz depois de um dia pesado. Mas o “velho Carvalho” estava sozinho. E isso já era estranho. Silêncio demais é sempre suspeito. Foi quando eu ouvi música, risadas, aquele barulho típico de festa boa… só que não era pra mim.
A casa ali perto estava iluminada, cheia de gente. E lá dentro estavam elas. Minhas amigas. Minhas companheiras de fuga. Rindo, comendo, vivendo… sem mim. Era uma festa de 15 anos. Aquela coisa clássica, bolo, decoração, gente feliz tirando foto como se a vida fosse perfeita.
E eu do lado de fora.
Eu não fui esquecida por acidente. Aquilo foi escolhido. Calculado. Porque no fundo, alguém decidiu que eu não cabia naquele cenário. Não porque eu não era amiga, mas porque eu não tinha dinheiro. Porque eu não teria um presente bonito pra entregar. Porque minha presença não combinava com a estética da festa.
É curioso como a exclusão não faz barulho. Ela não grita. Ela só acontece, e quando você percebe, já está do lado de fora, tentando entender em que momento virou invisível.
Elas vieram falar comigo depois. Disseram que acharam que eu tinha sido convidada. Ah, claro. Aquele clássico teatro da ingenuidade conveniente. Todo mundo sabia. Todo mundo sempre sabe. Mas ainda assim, saíram da festa pra ficar comigo. E naquele momento, eu aceitei aquilo como um gesto bonito. Hoje eu vejo como um remendo mal feito numa ferida que já tinha aberto.
Porque amizade de verdade não te deixa do lado de fora pra depois vir te consolar.
Eu me afastei da aniversariante. Não foi um escândalo, não teve grito, nem cena. Foi um silêncio decidido. Aquela percepção fria de que algumas pessoas só gostam de você até o ponto em que você não compromete a imagem delas. E quando compromete, você vira detalhe descartável.
Anos depois, ela ainda tentou me diminuir. Me chamou de pseudoblogueira, como se aquilo fosse um insulto mortal. E eu fiquei pensando… olha que curioso… eu, que não tinha dinheiro pra comprar um presente, agora tinha algo que ela não conseguia ignorar: voz. Alcance. Presença.
E mesmo assim, pra ela, eu continuava sendo nada.
Mas sabe o que é mais engraçado? Eu não era nada pra ela, mas eu fui tudo pra mim mesma naquele momento em que decidi ir embora. Porque crescer também é isso, é aprender que nem todo mundo que senta com você debaixo de uma árvore merece um lugar na sua vida inteira.
Hoje, quando eu lembro do “velho Carvalho”, eu não sinto raiva. Sinto uma espécie de carinho melancólico. Porque ali existiu uma versão minha que acreditava nas pessoas com uma pureza quase perigosa. E apesar de tudo… eu não me culpo por isso.
A culpa nunca foi de quem amou demais. Sempre foi de quem não soube receber.
E se tem uma coisa que a vida me ensinou, é que a gente pode até não escolher de onde vem, mas escolhe muito bem quem permanece.
Agora me conta… quantas vezes você também já foi deixada do lado de fora de alguma festa da vida?
Eu... por mim
Eu comigo.
Eu em mim mesma um abrigo.
Eu, meu caminho, desde que nele estou sigo.
Quantos passos?
Quantas lágrimas?
Quantos sorrisos?
Quantos abraços?
Quantas chegadas?
Quantas partidas?
Quantas esperanças pela água salgada do mar engolidas?
Quanta vida!
Sou como a lua... tenho fases.
Sou como o vento – brisa suave, ventania...
Arranco raízes de tudo em um só dia.
Invento – me reinvento.
Vivo com plenitude cada momento.
O passado? Lá atrás ficou.
O futuro? É pra lá que vou...
Vida, presente... aqui estou.
Estou... e estou inteira... em pedaços...
Quebrada. Restaurada.
Estou... ainda me formando.
As peças do meu quebra-cabeças montando...
Eu em mim mesma me encaixando.
Quiçá um dia direi:
Agora sou...
sou tudo o que em mim minha vida juntou.
Como poderei, ter pré-conceito de mim mesma?...Sou única e sou paisagem de DEUS. Me aceito na medida que envelheço meu corpo de espirito jovem.... Natalirdes Botelho
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