Pensamentos sobre a Infância

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"A regra é simples, como nos livros de matemática da infância:
você pertence ou não pertence.
É ciência."

⁠A primeira infância fortalece a sua existência terrena.
Se não foi bacana, reprograme em Delta.
A hora é sempre Agora.

A paz só é profunda quando é conquistada na área de combate da vida, não no jardim de infância.

Há um silêncio que tem cheiro de infância perdida. Ele se esconde nas gavetas e nos retalhos do falar. Quando me ponho a escrever, o silêncio ensina como ferir com calma. Sinto que as palavras são pontes frágeis entre mundos. E atravessá-las é ato de coragem e covardia.

Minha infância ainda soluça em algum sótão da memória. Peço perdão ao menino que fui por não ter sido o herói que ele esperava.

Sinto falta de uma infância que talvez nem tenha existido, um tempo de barro e sol onde o amanhã era apenas uma hipótese irrelevante. Hoje, o futuro é um monstro que se alimenta das minhas horas de sono, sussurrando que o tempo é uma ampulheta cheia de vidro moído.

Quase não restam lembranças boas da minha infância. Talvez nunca as tenha vivido, ou talvez algo em mim tenha morrido antes mesmo de aprender a ser feliz, deixando apenas um vazio frio onde deveriam habitar memórias e calor.

Quando as lembranças da infância se entranham no meu peito, rasgam-me as entranhas e arrancam minha carne ao ritmo de memórias que não perdoam, tudo o que superei , daquele passado terrível com tanto esforço vira pó, e eu fico a arrastar o cadáver de quem fui.

Agora ela é como aquela cicatriz de infância que tu sabe que tá ali, que dói se bater o tempo, mas que já faz parte do teu corpo.

“A infância não fala apenas com palavras; fala com o corpo, com o brincar, com o silêncio, com a recusa e com a repetição.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

“A infância não pede pressa; pede presença.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.

Olhando as estrelas ontem, eu lembrei da minha mãe, da minha infância, de que tudo se torna verdade se a gente acreditar, inclusive que algumas coisas na vida são passageiras, e que isso nos proporciona uma visão amplificada da imensidão desse Universo.

Muitas pessoas amadurecem na infância, outras mesmo com 100 anos continuam agindo feito crianças!

A simplicidade é uma janela por onde a gente espia a infância mesmo com ela fechada.

Tratamento de silêncio é aprendido na infância, reproduzem o que fizeram.

⁠O sol é o reflexo dos sorrisos da infância.

A infância é um baloiço que faz balançar a alegria de uma vida inteira.

O amor paternal e maternal eterniza a infância no coração dos pais.

O amor paternal e maternal eterniza a infância no coração dos pais.

Coisas surreais já aconteciam comigo desde a infância. Sinto-me explicando tudo isso agora.⁠