Pensamentos de Gibran Khalil sobre a Paz

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Os homens desejam ser escravos em qualquer parte e colher aí a força para dominar noutro sítio.

Antes de atacar um abuso, deve ver-se se é possível arruinar-lhe os alicerces.

A loucura dos que têm êxito é a de se julgarem hábeis.

O silêncio é o melhor salvo-conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.

A ciência dos projectos consiste em prever as dificuldades de execução.

Não há ofensa que não perdoamos, depois de nos termos vingado.

O mistério em que envolvemos os nossos desígnios revela muitas vezes mais fraqueza do que discrição, e com frequência prejudica-nos mais.

O roubo de milhões enobrece os ladrões.

Desejaria que houvesse o cuidado de lhe escolher [à criança] um condutor [preceptor] que antes tivesse a cabeça bem feita do que muito cheia.

Dói tanto a injúria publicada como a ferida exposta ao ar.

A quem trata com Deus, nada falta.

O que se aprende na juventude dura a vida inteira.

É triste a condição de um velho que só se faz recomendável pela sua longevidade.

Aflige-nos a glória alheia contrastada com a nossa insignificância.

A avareza é um nó corredio que aperta cada dia mais o coração e acaba por sufocar a razão.

Acontece muitas vezes que somos estimados na proporção em que nos estimamos a nós mesmos.

Os anarquistas são como os jogadores infelizes ou inábeis, que, baralhando muito as cartas, ou mudando de baralhos, esperam melhorar de fortuna e condição.

Os escolares preocupam-se em segredo com o mesmo que preocupa as raparigas nos internatos; faça-se o que se fizer, elas falarão sempre do amor, aqueles das mulheres.

Censuram-se severamente defeitos à virtude, ao passo que se não poupa indulgência para as qualidades do vício.

Ambicionando o louvor e admiração dos outros homens, provocamos frequentes vezes a sua inveja e aversão.