Pensamentos de Gibran Khalil sobre a Paz

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A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham.

Ninguém é tão prudente em despender o seu dinheiro, como aquele que melhor conhece as dificuldades de o ganhar honradamente.

Nas desventuras comuns, reconciliam-se os ânimos e travam-se amizades.

Os abusos, como os dentes, nunca se arrancam sem dores.

O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.

Os homens fingem desinteresse para melhor promoverem os seus interesses.

A familiaridade tira o disfarce e descobre os defeitos.

Na cidade, a lua:
a jóia branca que bóia
na lama da rua.

A poesia é uma doença cerebral.

Não é raro aborrecermos aquelas mesmas pessoas que mais admiramos.

Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos.

É mais fácil ser-se amante que marido, pela simples razão de que é mais difícil ter espírito todos os dias do que dizer coisas bonitas de quando em quando.

Os homens, tão enfadonhos quando se trata das manobras da ambição, são atraentes ao agirem por uma grande causa..

Quando os tiranos caem, os povos levantam-se.

A impaciência, quando não remedeia os nossos males, agrava-os.

O muito juízo é um grande tirano pessoal.

A virtude é coisa deveras inútil e frívola, caso apenas tenha a recomendá-la a glória.

O homem de juízo aproveita, o tolo desaproveita a experiência própria.

Quando desejamos pomo-nos à disposição de quem esperamos.

Os pintores só devem pintar com os pincéis na mão.