Pensamentos de Gibran Khalil sobre a Paz

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É uma perfeição absoluta, dir-se-ia divina, sabermos desfrutar lealmente do nosso ser.

Deve-se usar da liberdade, como do vinho, com moderação e sobriedade.

É falso que a igualdade seja uma lei da natureza. A natureza não faz nada igual; a sua lei soberana é a subordinação e a dependência.

Aqueles que nós definimos como os nossos dias mais belos não são mais do que um brilhante relâmpago numa noite de tempestade.

Não sejamos tão exigentes: quanto mais transigentes, mais hábeis.

O aborrecimento entrou no mundo pela mão da preguiça.

O silêncio, ainda que mudo, é frequentes vezes tão venal como a palavra.

Se você olhar atentamente você verá que existe apenas uma coisa e somente uma coisa que causa infelicidade. O nome desta coisa é apego. O que é apego? Um estado emocional de aderência causado pela crença de que sem alguma coisa particular ou alguma pessoa você não consegue ser feliz.

Os que têm tentado reformar os costumes do mundo, no meu tempo, com opiniões novas, reformam os vícios da aparência; quanto aos da essência, deixam-nos intactos, quando não os aumentam.

Ensinam-nos a viver quando a vida já passou.

O mundo não deve ter fronteiras, mas horizontes.

O homem mais sensível é necessariamente o menos livre e independente.

Perdoamos tudo a nós próprios e nada aos outros.

Desejamos fazer toda a felicidade, ou, não sendo isso possível, toda a infelicidade daqueles a quem amamos.

O nosso amor-próprio exalta-se mais na solidão: a sociedade reprime-o pelas contradições que lhe opõe.

Viver é o meu trabalho e a minha arte.

A sabedoria é geralmente reputada como pobre, porque não se podem ver os seus tesouros.

É mais fácil refutar erros que descobrir verdades.

O pensamento da morte engana-nos, pois faz-nos esquecer de viver.

O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário.