Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Não aprisione suas palavras.
Permita que elas encontrem o mundo.

Os néscios dominarão o mundo. Não pela capacidade, nem pela inteligência ou esforço, mas pela quantidade. Eles são muitos.

Do julgamento


E aí tudo tem dois lados... e todo mundo (inteligente) sabe disso, né não!?
E você ouve só um...
E faz o seu julgamento... que só pode ser bem capenga, né não?
Aceita como verdade irrefutável o que ouviu... verdade absoluta... verdade verdadeira... E sem provas de que não é BEEEMMM assim que as coisas são...
...
Mas... simplesmente porque lhe convém, você denigra o outro, você pisa no outro, você aponta erros que SÓ o outro tem (ou você, convenientemente fabrica no outro esses erros... essas falhas... essas faltas que VOCÊ considera primordiais pra manter o bom andamento do SEU trabalho... MANTER o seu trabalho).
Ou... talvez... porque olhar o outro lado vai te dar trabalho... e você não quer ter trabalho... você mal dá conta (e mal, por sinal) do seu próprio trabalho.
Ou, ainda... quem sabe... porque você quer que o outro lado se arrombe... e olha aí uma excelente oportunidade pro outro lado se arrombar... e você sai ganhando (eu me pergunto exatamente o que você sai ganhando, empurrando um colega de trabalho com seu próprio dedão sujo? (Gostaria de ter a capacidade de ler mentes nessas situações... de verdade).
E, no fim, você não tem nada com isso né!? O bater de asas de uma borboleta... como é que é o tal do efeito borboleta!?... ah! você sabe, né!?
Sabe uma coisa que admiro demais?
Aquelas pessoas que antes de expressar um julgamento procuram ouvir os dois lados antes de apontar o dedo... (e ainda há o lado verdadeiro... né não?)
São pessoas inteligentes... são sábias... são confiáveis... são pessoas coerentes... são pessoas que investigam, analisam, ouvem... pessoas que fazem uso do princípio do nosso sistema de justiça...
E vão crescer na vida!!
Os outros (os bitolados, de mentes fechadas, medrosos, temerosos de que sua incapacidade profissional, social... e de tudo o mais... uma hora qualquer salte aos olhos de seu chefe).
Bom, a vida vai se encarregar de colocar na vida desses apontadores de dedos maldosos pessoas que lhes irão ensinar... do jeito fácil ou de um jeito BEM punk.
Genten... a verdade é a coisa mais natural do mundo... ela aparece sem que seja necessário muito esforço não... então, por que não sermos verdadeiros o tempo todo e... pra que puxar o tapete de um colega de trabalho?
Não estamos cercados de pessoas cegas... não mesmo... sempre há alguém de olho em nossas ações, né não?


Rosangela Calza

Sob a perspectiva do horizonte, o gelo eterno não guarda apenas o frio do mundo. Os fluxos da Lua deslizam sobre a geleira como marés de luz aprisionadas; ali, onde o oceano parece silenciar e a gravidade escreve sua linguagem invisível, reside o silêncio de uma verdade que a humanidade esqueceu de aquecer.
Reno Fioraso

O livre arbítrio não é apenas a liberdade de decidir. É a liberdade de criar o mundo que deixaremos para aqueles que virão depois de nós.

Se o mundo parece violento, a pergunta mais importante não é o que os outros estão fazendo. A pergunta é: estou me tornando parte do problema ou da solução?

A verdadeira autonomia não consiste em romper com o mundo, mas em deixar de depender dele para sustentar a própria identidade. Ela não exige isolamento, superioridade ou combate permanente. Manifesta-se como uma presença serena: a capacidade de pensar com liberdade, agir com coerência e viver sem que cada gesto precise ser legitimado pelo olhar alheio. Nesse sentido, a maturidade não é uma conquista espetacular, mas uma simplicidade silenciosa — a arte de habitar a própria pele sem máscaras desnecessárias.

⁠O mundo não aceita o diferente. Mesmo os que pregam a diversidade carregam a culpa de não aceitar que os outros não queiram lidar com o diferente como eles querem que todos aceitem.
Eu nasci diferente. Diferente na alma, no pensamento, no coração. Diziam que tinham me trocado na maternidade por querer coisas diferentes do resto da família.
Fui atrás do diferente porque era o natural para mim, mas diziam que eu queria aparecer. Escolhi um curso diferente dos amigos, estudei instrumentos musicais diferentes da maioria.
Não queria ser médica, advogada nem professora. Queria ser juíza de futebol e acabei na psicologia, uma profissão que enxerga o diferente.
Sempre fui diferente. Nunca me deixaram. Era imprescindível que me encaixasse nos modelos sociais, pois uma menina na minha época não tinha direito de ser diferente. Aprendi que não era legal ser diferente e perdi metade da vida buscando ser igual aos outros.
Querendo comer o que todos comem, vestir o que todos vestem, fazer o que todos fazem. Ao mesmo tempo, algo me pressionava o peito para que eu não matasse o diferente dentro de mim.
Uma luta eterna entre aceitar o que eu era e fazer o que os outros queriam. Ainda hoje essa luta existe. Silenciosa mas voraz, íntima mas reverberante. Vivo um conflito constante, ser o que sou ou ser o que o mundo quer que eu seja.
Assim eu sigo, equilibrando o primitivo e o sociável dentro de mim. Até já acostumei, e quanto menos penso nisso, mais eu morro por dentro. Oras, não é isso mesmo o que a sociedade quer? Mais pessoas seguindo as ditaduras, menos seres pensantes?
Texto pensado por Marina Rotty, numa tarde de verão qualquer…

O verdadeiro poder não está em mudar o mundo, mas em não deixar que o mundo mude aquilo que há de mais puro em você.⁠

Estranho mundo:
Homens fazem curso para se tornar homens! Buscam ser uma lenda quando não servem nem para mito!

" Com efeito, como poder-se-ia vencer o mal, o erro, a injustiça no mundo se não se começar a vencê-la em cada ser em particular?"

"Não podemos mudar a opinião de ninguém, mas podemos orientar-lhe no modo de ver o mundo."

“Meu berço de nascimento é o mundo. A ignorância foi quem criou fronteiras. Não cultivo falsos patriotismos.”

Quimera Cinza

Dizem que o mundo nasceu em sete cores.

O meu esqueceu uma.

Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.

Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.

Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.

Um simples lápis de cor.

Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.

Mas os dias passavam.

E toda entrega vinha sem o pacote que importava.

Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.

Era do próprio universo.

Então continuei andando.

Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.

Passei a procurar o caracol.

Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.

Em pessoas que juravam possuir mapas.

Em espelhos.

Principalmente nos espelhos.

Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…

Era apenas chuva.

Outras vezes confundia rastros com destino.

O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.

Você faz todo o trabalho por ela.

Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.

Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.

Talvez seja por isso que eu ainda acordava.

Não porque acreditasse.

Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.

No fim, encontrei um velho caderno.

Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.

Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.

Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.

Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:

“Você não está esperando uma entrega atrasada.

Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”

Foi quando entendi.

O lápis não estava preso em alguma estrada.

Não havia caminhão.

Não havia fábrica.

Não havia catálogo.

Assim como o caracol.

Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.

E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:

não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.

É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.

A cidade continuou cinza.

Eu também.

Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.

Apenas caminho.

Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.

São a arquitetura inteira do lugar.

Às vezes me sinto como não fosse desse mundo, fico com o pensamento em silêncio, e outras vezes com vontade de gritar para todo mundo que estou sem paciência para nada.
Às vezes não tenho vontade para nada, e outras com vontade de fazer tudo o mesmo tempo, pensamento acelerado, vozes que não calam, sair correndo sem parar, e o mesmo tempo se esconde das pessoas e de seus julgamento e raiva de fazer parte desse mundo de pessoas hipócritas.
Cansada de se esconder de seus próprios sentimentos.
Só quem tem bipolaridade sabe o que estou falando.
Posso estar escrevendo isso agora e depois de segundos ter vergonha daquilo foi escrito.
Tem dias que não tem vontade para nada, apenas de chorar, outros alegres.
Isso realmente não parece real.
Às vezes a raiva me consome, mas muitas vezes sinto algo vazio por dentro.

Não trabalho para ser o melhor do mundo, trabalho para ser a melhor solução para o meu cliente hoje.

O Peso Silencioso de ser o Porto Seguro de Todo Mundo
Existe um cansaço que o sono não cura.
É o esgotamento de quem passou a vida inteira sendo o esteio emocional dos outros, a pessoa que sempre tem a palavra certa, o abraço pronto e a disposição para salvar quem está caindo. Mas o que acontece quando quem cuida de todo mundo também precisa de cuidado?
Se você se identifica com isso, entenda uma coisa: esse esgotamento crônico geralmente é o seu corpo e a sua mente avisando que a conta não está fechando.
Ser o porto seguro de todo mundo o tempo todo cobra um preço muito alto, especialmente quando você olha ao redor na sua hora de tempestade e percebe que ninguém se importa em ser o seu. O afeto, o apoio e a atenção precisam ser uma via de mão dupla.
Quando vira contramão, a gente adoece.
Por isso, entenda que não há problema nenhum em dar um passo para trás.
Isso não é egoísmo, é sobrevivência.
Recuar não significa que você deixou de amar as pessoas, significa apenas que você escolheu guardar um pouco dessa sua dedicação, do seu tempo e do seu cuidado para você mesmo.
Até os esteios mais fortes precisam de manutenção. Se cure primeiro, se abasteça primeiro. Você não é obrigado a carregar o mundo nas costas quando o seu próprio chão está tremendo. Cuide de você.

DESAFIO CRISTÂO - ser e estar: Estou no mundo, mas não sou do mundo.O mundanismo é um sistema escravizante. Estar como missão-LUZ, eis a razão no pensar de Jesus. (João 9.5)
F. Meirinho

⁠Se você buscou diligentemente reparar o erro, porém o mundo não aceitou, saibas tu que ja está aceito no céu, o mundo é esta porcaria mesmo.

Todo mundo ama uma pessoa livre, até descobrir que não consegue aprisioná-la.