Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Se o mundo virar mar ao meu redor, eu aprendo a nadar, eu aprendo a voar.

Em um mundo cheio de pesos e medidas,
Eu fugi.
E infrengi as regras
Sejamos felizes.

Quando escolhi ser poeta, eu disse para mim mesmo: Eu vou poetizar o mundo.

Sou como a imensidão do mar; vazio, cabe dentro dele o mundo; cheio, eu me sinto deserto.

O mundo já deve ter acabado e eu ainda estou dormindo! ⁠

Eu sou o nada. Eu sou o tudo.
Eu sou as estrelas, universo e o mundo.
Eu sou a luz. Eu sou o escuro.
Eu sou o passado e sou ainda o futuro.
Nada é senão eu. E tudo é por mim.
Eu sou Deus. Sou mais que Deus, afinal sou empatia e não esperança.
Aquela esperança falsa e vil que nos faz crianças.
Crianças que esperam um abraço dum pai distante.
Um abraço que virá quando a luz cega e a escuridão nos dá medo.
Um pai que quando fechar os meus pequenos olhos, dar-me-á razão ao enredo,
enredo esse falho, sofrido, sem sentido e profundamente desumano.
Deus é, portanto, tudo o que não sou e tudo o que sou.
Ele é mau, vil, bom e bondoso. Profundamente distante e incrivelmente humano.
Não creio em Deus. Ele existe, porém ele não é mais nada. Nada.
Não acredito nele nem nos seus fins. Não preciso dum inferno, se já o vivi.
Não quero um paraíso, pois estais aí, Pai, e a sua presença deixa-me triste.

Sinto que sou o eco de um mundo que se foi antes que eu pudesse despedir. Caminho no agora como sombra deslocada — não fantasma, pois ainda sinto; não exilado, pois nunca tive de onde partir. Apenas um peregrino que chegou, devagar e com clareza dolorosa, no século errado.

Venci no Silencio
No escuro eu aprendi A sorrir sem me vender O mundo fez de conta, eu fiz foi sobreviver me chamaram de fraco, eu deixei falar enquanto riam da queda, eu voltava a andar tanta porta fechada me ensinando o chão, mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu comprei, foi pão. Me deram tapete, eu preferi o porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Quis da dor meu mapa e do medo cansaço E se queriam ver eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza eu aprendi a cantar No meio do vendaval ninguém me viu quebrar eu fui juntando os cacos pra depois mostrar vem-se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu ri por dentro quando disseram acabou. Eu estava só guardando o trovão que ficou. Venci no silêncio. Meu nome não caiu. Meu nome se ergueu. Teve noite sem teto e dia sem chão. Teve amigo virado solto na mão. Teve língua de praga e olhar de doutor Dizendo com pena que eu já me perdi, senhor Mas eu sou do tipo que a maré na folga Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa Foi calo, foi passo, foi fé na dureza No meu rosto ironia, fez casa e morada Eu dizia tá bom com a alada Enquanto eles falavam, eu fazia raiz Quem cava o mundo também ia ser feliz Se queriam Eu pedi, me viram, foi levantar Com a boca cheia de cinza Eu aprendi a cantar Não me viu quebrar Eu fui juntando os cacos Pra depois mostrar Vem-se no silêncio Eu nasci do apê Mais forte Vem-se no silêncio Quem me quis no escuro Agora vê meu nó Quando disseram acabou, eu tava só guardando o trovão que ficou em sino silêncio Meu nome não caiu, meu nome se ergueu Você falou que eu não ia, eu ouvi e deixei rolar. Teu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no fio da navalha sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto que sorriso nem sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A minha veio suja, veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplauso pra ver quem eu sou. Quem vence em silêncio quando o par venceu. Olha de perto o que ficou de pé. Não é pose nem milagre, é cicatriz e fé. O que me deram como fim virou começo na minha mão. E a risada de deboche virou poeira no vão. Venci no... Eu nasci... o mundo fez de conta eu fiz foi sobreviver me chamaram de frago, eu deixei falar. Enquanto riam da queda, eu voltava a andar. Tanta porta fechada, me ensinando o chão. Mas o chão foi escola pra minha reação. Me venderam promessas, eu cumpri, foi pão. Me deram tapete, eu prefiro porão. Se a vida veio torta, eu entrei no compasso. Fiz da dor meu mar. Vem se no silêncio, vem se no silêncio eu nasci do aperto e voltei mais forte vem se no silêncio quem me quis no escuro agora vê meu norte. Eu fui por dentro quando disseram acabou. Eu tô aguardando o trovão que ficou. No silêncio meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Teve noite sem teto, dia sem chão, teve amigo virado, solto na mão. Teve língua de paga e olhar de doutor dizendo com pena que eu... Já me perdi, senhor. Mas eu sou do tipo que a maré na folga. Quanto mais me empurram, mais a coluna dobra. Não foi sorte de jogo, nem milagre na mesa. Foi calo, foi passo, foi pé na dureza. No meu rosto a ironia, pescado e moral. Deus dizia, tá bom com a alma. Uma blindada, enquanto eles falavam, eu fazia a raiz. Quem cava no fundo também aprende a ser feliz. E se queriam ver, eu pedi. Me viram, fui levantar. Com a boca cheia de cinza, eu aprendi a cantar. No meio do vendaval, ninguém me viu quebrar. Eu fui juntando os cacos pra ter mais foco. O trovão... Meu nome não caiu, meu nome se ergueu. Você falou que eu não ia ouvir, deixei rolar. Seu veneno era pequeno, não deu nem pra me parar. Eu andei no pio da navalha, sem fazer alarde. Cada queda foi impulso, cada atraso foi metade. Eu aprendi no aperto de sorriso, o mim sempre é paz. Tem vitória de fachada e vitória que não se desfaz. A meu veio cru, já veio dura, veio crua. Com as mãos cheias de barro e a cara limpa na rua. Se a vida me fechou, eu fiz chave com ferro. Se me chamaram de perdido, eu virei mapa do inferno. Não precisei de aplaca, já vem... Era de perto que ficou de pé. Nem pose, nem milagre, cicatriz e fé. O que me deram como fim, virou começo na minha mão. E a risada de deboche, virou poeira no vão. Vem se... Eu nasci mais forte. Vem se...

Cota De Malha Pertinácia


Equipei-me e saí pelo mundo sombrio.
Todos os dias eram sombras; eu esfaqueava os demônios.
Era como uma guerreira solitária, lutava pelos justos.
Ansiava por justiça diariamente.
Sentia muita dor, e a maior delas habitava em minha alma.
Mas ainda não tínhamos morrido, não é?
"Siga em frente, esperançosa guerreira!", dizia ela para si mesma, mesmo já sem esperança.

"É assim o meu mundo.
E dele, Eu Sou a Senhora!"
Haredita Angel
26.11.13

"Eu acho que viver, foi o jeito de Deus dizer pra gente que todo mundo vai morrer..."
- Cuidemos!
Haredita Angel
09.01.25

"Enquanto muitos brigam nesse
mundo por poder, eu luto pra está
em paz, que Jesus Cristo seja
meu poder, o Espírito Santo minha virtude, e Deus o meu carácter"

Eu gostaria que nas praças
de todas as cidades do mundo
houvesse altares e monumentos
ao artista e ao poeta desconhecido,
e não ao soldado desconhecido...


Eu desejaria ver, nas praças do mundo,
não a glória fria dos soldados anônimos,
mas altares acesos em honra
dos artistas que salvaram nossas almas
e dos poetas que suturaram
as feridas invisíveis da humanidade...


Que cada cidade erguesse monumentos
a esses seres que não matam,
mas devolvem fôlego, sentido
e luz...


Eu gostaria que, nas praças do mundo,
houvesse um altar quieto
para o artista desconhecido,
um monumento doce
para o poeta que escreveu e viveu
no escuro dos palcos
das bibliotecas e livrarias
e nunca foi aplaudido...


E que, no lugar do soldado sem nome,
cabesse a memória daqueles
que sustentam a vida
com beleza, palavra,
silêncio, alma e coração...
✍©️@MiriamDaCosta

Eu defino esse mundo de "ILHA" :
estamos cercados de golpes e fraudes
por todos os lados.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu nunca perdi
esse vício indomável, quase insano,
de acreditar na poesia do viver
no mundo que insiste em ser árido.

Sou um tsunami de sentimentos e emoções,
uma força que não se contém,
um transbordamento constante
de tudo o que sinto e penso
e parece não caber em mim.

Sigo
encravada nos versos da vida
como raiz que rasga a pedra do âmago,
como onda que inunda a praia d'alma,
como quem foi escolhida pela palavra
nua e crua, não para sobreviver,
mas para permanecer viva
e vibrar vida vestida de versos.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu queria ser o veneno
mais micidial do mundo
para poder exterminar
o embrião da crueldade
no útero pulsante da Terra.


Dissolver o feto da fome
calar o choro prematuro
da guerra
estancar com ácido
o sangue da injustiça
que escorre em silêncio
pelos becos da alma humana.


Ser o soro letal
na veia da maldade
a sentença final
para o ódio hereditário
que se reproduz
no ventre do tempo.


Mas sou só palavra
gota de fúria lírica
a ferver num poema
que sangra...
✍@MiriamDaCosta

Eu me faço e me refaço até chegar no fundo – e renasço, como se o mundo me carregasse em seus braços.

Desafio


Eu sempre desafio o mundo. Desafio porque quero provar certas coisas que nem eu mesma sei se estão certas ou erradas. Só sei que sou capaz – capaz de qualquer coisa. Sou forte o suficiente para seguir sem me ferir.


Essa luta de provar algo é para que eu mesma entenda. Porque a vida não quer saber de provas; ela exige demonstrações. A vida quer que eu assuma meus erros e meus acertos. Quer que eu supere os obstáculos.


E eu, sem entender seus propósitos, sigo vivendo.


Rita Padoin
Escritora

Enquanto o mundo procura maneiras de tornar a vida mais confortável, eu procuro maneiras de tornar a consciência mais incontornável; porque civilizações não entram em decadência quando lhes falta riqueza, mas quando lhes sobra justificativa para abandonar a verdade.

A VIDA E VOCÊ
E EU
E O MUNDO.
A VIDA DO NOSSO AMOR
PROFUNDO.