Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Nem sempre o que resta sentido a vc
Traz valia a min.
Não confunda Adriana Galisteu com Adriana de "Seu Zé Aristeu"
Desde a minha mocidade
Que a mente não quer sossego,
Vem nuvem de pensamento
Me tirando o aconchego,
Feito a tal rasga-mortalha
Pousada no cajueiro,
Trazendo agouro e medo.
Mas nem toda ideia e ação
Caminham no mesmo rumo,
Às vezes a ideia nasce
Inquieta, fora do prumo,
Tem hora que a mente pira
E o peito acelera do lado esquerdo,
a ansiedade arde por dentro, bate forte e explode, feito mamona exposta ao sol forte.
Pelo gatilho do barreiro, chega e me açoita.
Recebo como visita, ideação suicida
Chega de mansinho, vem me rondar no escuro,
Eu puxo a filosófica
Pra pular esse muro!
Se a morte quer ter ideia,
A vida entra na plateia
E faz do agir seu futuro!
Desde os meus cinco anos de idade
Que o pensamento vive a martelar,
De onde viemos, pra onde vamos?
Quem é que vai explicar?
Carrego a mania do espanto,
Desafiando o barulho dos meus pensamentos, prantos, mantos, perdas e lamentos
Que o invisível quer me dar.
Talvez eu morra na caverna, quem sabe em uma tapera e continue visitando os meus abismos
Sem toda resposta achar,
Mas enquanto houver o fôlego
E a vida me empurrar,
Minha alma bota a minha cabeça pra pensar,
Pra fazer do pensamento
O véu que revela o amanhecer
Há afetos que não se repetem.
Sentimentos que só vestem um nome, uma memória,
um instante eterno.
É quando o coração sussurra o que nenhuma palavra
explica.
Às vezes correr e trabalhar muito não nos faz ganhar mais dinheiro! Ganhamos mais cansaço e perdemos momentos com a família!
Porque os clientes vão vir no tempo certo e na hora certa!
Hoje você trabalha muito!
Amanhã trabalhamos pouco!
E Deus cuida trazendo só o suficiente pra cada dia!
"Se custa a minha paz é muito caro.
Não vivo pelas histórias contadas pelas pessoas que tentaram me derrubar e não conseguiram."
Resiliência não é a capacidade de não cair. É a coragem de se levantar sabendo que pode cair novamente. E seguir em frente assim mesmo — não apesar das cicatrizes, mas porque delas você aprendeu a caminhar diferente.
"Se formos inertes não teremos erros nem acertos, exercer o Livre-arbítrio é chegar ao topo correndo o risco de despencar no abismo.”
Estou mal e não sei por quanto tempo mais hei de ficar assim; estou apático e desinteressado por qualquer cousa, como se minha vida tivesse deixado de existir; tudo se tornou um peso o qual, quando colocado sobre minhas costas, tem as suas dimensões e, consequentemente, a massa aumentadas.
Vós leitores desentendidos, não tendes capacidade de compreender essa vastidão que me assola diariamente.
Leitores, se vós, amigos meus de longa data, encontrásseis alegria na existência, e se estiver vivo no anúncio dessa descoberta, clamai pelo meu vulto, que correrei até vós e vos abraçarei de todo o coração.
Caso esteja desacordado no interior de uma caixa de madeira, abri-a e cutucai-me com palavras que minha querida amada, na época da mocidade, costumava dizer. Com isso, hei de acordar e saudar-vos múltiplas vezes a fim de demonstrar-vos a minha mais pura gratidão.
Benzerei-vos e, depois de algum tempo, voltarei para me deitar, pois a minha juventude já se foi há muito tempo; foi-se com a partida de um certo alguém.
Rosas
Não me dou com rosas;
elas, de alguma forma, me cortam.
Por que me ferem?
Sempre me certifico de não haver espinhos.
Só apresentam suas lindas coroas vermelhas.
Seriam as pétalas finas, afiadas o suficiente para me machucar?
Pode ser que um espinho tenha passado, mas não há de ser, pois os checo incontáveis vezes.
Por que fazem isso?
Sempre cuido de suas pétalas tão bem, para que nunca fiquem sem;
mesmo assim, tornam-me a sangrar.
Quando a água se esconde, dou-lhes de beber aquilo que elas derramam; no entanto, ao se darem por satisfeitas, deixam de mostrar suas pétalas.
Por que não cuidam de mim?
Meu sangue é salgado?
Sou indelicado?
Sempre lhes proporcionei cuidado e atenção, a fim de crescerem em segurança; talvez o que lhes entrego não seja o que procuram.
Elas me cortam, e me remendo toda vez.
Elas me machucam; eu lhes dou amor.
Derreto-me em lágrimas, com todo o fervor do meu coração, pela alegria de suas vidas; as rosas, alegres e sorridentes, bebem daquilo que salta dos meus olhos e retornam àquilo que antes faziam.
Por que me negam?
Rosas, o que hei de fazer para vosso amor merecer?
Se nunca as poderei ter, para que hei de viver?
Vós, rosas lindas e amáveis, por que sois tão indelicadas comigo?
Eu vos amo de todo espírito.
Queria que me ameis, mesmo que por apenas um terço de segundo.
Estou remendado da cabeça aos pés.
Por que cochicham entre si?
Contai-me!
Fazei-me rir, rosas, para que me esqueça da dor que sinto!
Rosas, amai-me, pois vos amo.
Rosas, cuidai-me, porque vos cuido.
Rosas, alegrai-me, pois vos alegro.
Rosas, desculpai-me por vos escrever isto.
Apenas amo, porque não sei ser amado.
Pequeno Pintor
Uma tela pintada de azul,
Com árvores murchas e frutos azedos,
Os quais não conseguem ser segurados nem pelos dedos,
Um lugar que quem viu mentiu.
Uma moça com olhos cor do âmbar adentrou,
E, no cenário, tudo revirou
E, para a sua surpresa, nada de bom encontrou.
Olhando tristonha aos arredores,
Onde secos eram os rios,
Onde nada tinha fantasia,
Muito menos alegria.
Surpreendeu-se ao ver um jovem pintor segurando o coração
E começou a pensar sobre o que fazer nessa situação.
Carregando toda a meiguice, deu-lhe a mão
Onde o rapaz depositou todas as suas esperanças.
Tirou do peito aquilo que segurava e entregou-lha.
Nesse instante, era ela a sua crença.
A dama indagou-lhe: “Meu pintor, quem te magoou?”
Relutante, devolveu: “Como a notícia te chegou?”
Com simpatia, respondeu-lhe: “No momento em que me entregaste as tuas
crenças, havia proclamado também que desacreditaste da paixão.”
O pintor apenas suspirou: “Oh, não...”.
Os dias se sucederam;
Os pigmentos azulados se perderam.
Desde a chegada da jovem, o Sol tornou a ficar amarelado;
Depois de ele por ela ser amado.
Os luares, agora, teciam a sua felicidade;
Os risos abertos e barulhentos compunham parte do seu dia,
Enquanto, de perto, a via.
A esta altura, já estava familiarizado com a nova realidade.
A sege desenhada os levava perdidamente.
Ambos não tinham lugar destinado.
Finalmente, soltou-lhe aquilo de diferente.
A amada, moldada pela alegria, disse que, por ela, era amado.
No dia seguinte, encostou-se no Pintor
E tirou-lhe a dor.
Para ela, o mundo prosseguiu,
Enquanto, para ele, parou.
Acordado, encontrava-se sem a deusa da sua benção.
Próximo ao chão, chorava as lágrimas de Adão.
Arrastando-se, tentou pegar-lhe o pé,
Mas, dela, só recebeu um pontapé.
Berrando, clamou pelo vulto do espírito;
Porém deste já estava restrito.
Pobre coitado.
O azul reapareceu;
Sua amada desapareceu,
E ele, por ninguém mais, era amado.
Unilateral
Naquela tarde de dezembro,
não achei que fosse nosso último abraço.
Você nem se recorda, mas eu me lembro;
a sua voz é a única lembrança que ouço.
Se soubesse que seria o último beijo,
teria desejado aos céus para torná-lo eterno,
para que o presente não fosse tão morno.
Ele daria um jeito.
Ainda olho para as pedras chutadas no verão…
Você consegue contá-las em minutos;
eu, não.
Eu me perderia, pois contaria também as lágrimas no chão.
Inevitavelmente, contabilizaria-as também,
mesmo que só você as tenha chutado.
Está tudo bem.
Talvez elas tenham te irritado.
Ah, se eu tivesse a sorte de saber que seria a minha última olhada,
guardaria meus olhos numa caixa
e os colocaria num cômodo sem energia.
Eles estariam mais contentes,
pois não fariam sofrimento ao amigo coração,
que, vendo-te passar, lamentava-se em vão.
Mesmo assim, nada mudaria.
Você saiu.
Sei que não está aqui,
que não haveremos de criar memórias,
sei que não terei tuas carícias.
Se não houver vida após a morte, isso mudaria o caminho que você escolhe trilhar?
- Vagabond, Pt. IV - Epitome, Epitaph
A beleza da vida está no que não cabe na lógica da utilidade. Há gestos que existem apenas para nos lembrar que viver também é contemplar, cuidar e amar.
TEMPO PERDIDO
Tempo que não passa,
Tempo que não volta.
Tempo que faz falta,
Tempo que faz história.
Tempo que traz mágoa,
Tempo que traz perdão.
Tempo que traz solidão,
Tempo que também traz paz.
Tempo de amar,
Tempo de dançar,
Tempo de falar,
Tempo de abraçar.
Tempo desperdiçado,
Tempo aproveitado,
Tempo abençoado...
Ou simplesmente, tempo perdido.
– Kaiane Macedo
O silêncio não apenas ressoa nas perguntas não feitas, mas também revela as verdades que as palavras temem pronunciar.
A verdadeira força não está em evitar a morte, mas em desafiar a própria fraqueza, lutando com coragem a cada dia, mesmo quando a vitória já foi conquistada. O medo não reside na queda, mas na falta de tentativa.
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