Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Pelo sangue derramado é que eu rimo e não me calo
Quer saber do que eu falo ? ( do sangue derramado )

Música: Rimas de Sangue

Desleixo

Ah, eu não canso de olhar pra ele. Olha só como ele segura o cigarro, quase deixando ele escorrer entre seus dedos. Não, eu não concordo com esse vicio dele, mas esse pequeno detalhe me arranca suspiros porque eu percebo seu desleixo. Eu não agüento esse ar de não estou nem ai que ele passa para todos, eu não agüento as camisas maltrapilhas que ele usa. Como se não se importasse, e de fato eu acho que ele não se importa. Repare agora como ele joga a fumaça para o ar, como se quisesse fazer um desenho com ela. Isso me lembra o dom que ele tem de transformar tudo em arte, como quando ele usa as palavras, ao falar, ao cantar e ao escrever. São coisas tão simples que ele usa, mas ele faz tudo ficar fora do normal colocando essas palavras em ordens e contextos surpreendentes. E agora repare por um segundo em como ele amassa o cigarro e o joga fora com a ponta dos dedos fazendo um estalo. Eu não sei, mas é como se ele não se importasse para a vida em si, é como ele só usasse as coisas para tirar o melhor proveito delas e quando conseguia jogava fora o que restava, só tirava proveito do que havia feito com aquilo. É esse jeito de to nem ai, de não ligo pro que vão dizer, de vou usar qualquer roupa, vou fazer qualquer coisa que me cativa nele, é esse jeito de sorrir como um cafajeste depois de tudo que me faz refém dele, e eu não consigo evitar, porque no fundo, no fundo eu gosto, e ele sabe.

Eu...
Eu não quero brincar de amar, só quero um amor verdadeiro, sincero, ele nem precisa ser bonito, precisa estar junto.

Será que você não entendeu ainda ?’ eu não sirvo para segunda opção.

No fundo eu sou de mentira, assim como você. E não é uma identidade que nos tornará real. Falta em você algum brilho, alguma individualidade, algo que te faça especial. Em mim esse brilho sobra e eu saio por aí espalhando, como se fosse bonito se perder em todo mundo só porque meu corpo não é suficiente pra me abrigar. E nós seguimos sendo nada, sendo só rosto marcante e nome fictício, enquanto você não descobre que eu leio sua insegurança e me disponho a curá-la e eu tenho preguiça de dizer.

Minto pra mim mesma que não quero. Finjo que estou muito melhor sozinha, mas no fundo tudo o que eu mais desejo é estar apaixonada. Queria andar pelas nuvens, perder a noção do tempo, sorrir involuntariamente e ter aquele brilho especial no olhar. Só que meu coração está fechado, cansado de se machucar e já não se rende com tanta facilidade aos encantos do amor. No entanto, tenho este coraçãozinho que já está cansado de errar, de se decepcionar. Um coração que está vazio, que há tempos congelou porque tem medo de se entregar a novas aventuras, tem medo de se ferir mais uma vez. Confesso que a possibilidade de ter perdido as esperanças de encontrar um amor verdadeiro me assusta bastante. Como eu queria ter alguém que me fizesse acreditar de novo.

Se eu não empunhar a
espada , eu não
posso te proteger

E se eu continuar
empunhando
a espada , eu não
posso te abraçar.

Meu amor, hoje eu vou dormir mais cedo.
Pois eu não aguento mais. Me sentir só.

O poeta dizia que era trezentos, trezentos e não sei quantos. Eu sou apenas duas: a verdadeira e a outra, tão calculista que às vezes me aborreço até a náusea. Me deixa em paz! peço e ela se põe a uma certa distância, me observando e sorrindo. Não nasceu comigo mas vai morrer comigo e nem na hora da morte permitirá que me descabele aos urros, não quero morrer, não quero! Até nessa hora ela vai me olhar de maxilares apertados e olho inimigo no auge da inimizade: “Você vai morrer sim senhora e sem fazer papel miserável, está ouvindo?” Lanço mão do meu último argumento, tenho ainda que escrever um livro tão maravilhoso... E as pessoas que me amam vão sofrer tanto! E ela, implacável: “Ora, querida, as pessoas estão se lixando. E o livro não ia ser tão maravilhoso assim”.
É bem capaz de exigir que eu morra como as santas.

Lygia Fagundes Telles
Um coração ardente. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Nota: Trecho do conto O dedo.

...Mais

Quis me perder, quis ser outra, que não eu mesma, mas esbarrei em mim por todas as saídas de emergência.

Sam: Eu não sei o que está errado comigo. Eu acho... que eu preciso de ajuda.

Dizer o que depois do que foi dito? Argumentar o que? Eu não amei aquele cara, eu tenho certeza disso! Não era amor. Então era o que? Eu estava feliz, estava tranquila, estava bem sintonizada, e levei uma porrada. Ah, sensação horrível... Não era amor. Não, não era amor, era... era uma sorte, uma travessura... uma sacanagem. Eram dois celulares desligados. Não, não era amor, não. Era inverno, era sem medo. Não era amor. Era melhor.

Faça o que fizer, não me deixa enjoar! Eu enjoo de biscoito recheado, de Nescau, de bolinho, mas de uma pessoa, de uma história... não me deixa sentir isso, não mais.

Pra que eu vou perder meu tempo com um que se faz de cego? Eu não hein. Pra que vou tentar insistir em você, se você não faz o mínimo de esforço para me ver?

Porque eu não sei como pode ficar melhor que isso
Você pega a minha mão e me joga de cabeça
Sem medo

Eu não sei por que, mas com você eu dançaria
Em uma tempestade no meu melhor vestido
Destemida

Taylor Swift

Nota: Trecho da música Fearless.

Da paz e do amor eu quero muito mais não tenho a vida ganha eu vou correndo atrás ♪

Eu nunca quis agradar às multidões: pois aquilo que eu sei, elas não aprovam; e aquilo que elas aprovam, eu não sei.

Eu não posso prometer consertar todos os seus problemas mas eu posso prometer que você não terá que encará-los sozinho.

Eu não quero palavras e nem insinuaçoes,porque palavras se vão ao vento,e insinuaçoes se acaba com o tempo.
Eu quero atitudes.

Gosto quando você fala que sente a minha falta, mesmo quando eu não acredito.