Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
como amolecer as pedras?
como boiar no céu?
me perguntava incessante
eu queria era rir das regras, das normas, das morais
se até as palavras são cheias de soberania:
“inconsequente”, “irresponsável”, “feio”, “inadequado”
quem foi que disse isso? eu gritava
tudo o que foi dito e feito não me interessa tanto mais
há muito o que se inventar, diria fuganti
amanhã tem de novo sol, e ele me espera
preciso ir,
devo estar preparada para esse nosso encontro.
do livro 'Entre' de Bianca Rufino.
Eu me encontrava em um mar de calmaria e então você veio como uma maré de felicidade inundando meus dias.
Me afoguei em sentimentos adormecidos e os vi germinar, estava pronta para te transbordar… Mas você decidiu regressar e arrastar tudo de bom com você, me restando apenas recordar.
Te deixei entrar por portas e janelas e agora você deseja fechar todas elas. Mas não se preocupe meu bem, se tratando de você sempre haverá uma fresta.
Hoje é um daqueles dias que eu preciso curtir o meu momento. Extravasar um pouco, colocar pra fora, gritar, cantar, tomar um wiski ouvindo uma boa música, pra me desligar um pouco desse Mundo Pesado, de algumas dores.
Ahh claro que eu sou preto,meu nariz é grande,lábio carnudo
Tenho até traço no rosto ,só porque meu pai é juíz e minha mãe é delegada?,quem é você pra me dizer ao contrário
Eu? Eu não sou ninguém, só apenas o alvo de mão olhado
O ladrão de bolsas das velhinhas,imã de bala perdida, suspeito de furto ao entrar em loja de luxo, o segurança particular do branquelo no shopping né que privilégio, o reciclador , o morador de rua , e quando viro advogado ou professor "Ahh com as cotas até eu" vitimismo ? Não realidade
Irmão, quem sou? Filho de empregada doméstica, batalhador, cheio de propostas do tráfico onde é o único lugar onde eu não sou descriminado
Mas não essa vida não é para mim , sabe porquê?:
Porque sou preto demais !!
Obras de artes foram feitas para serem apreciadas, que tolo eu fui, imaginei que poderia ter essa só para mim.
Eu já amei
Tu já amaste
Ele já amou
Nós nos amamos
Vós já amais
E eles já sabem o que somos:
Loucos apaixonados
Na infância a alegria de brincar me contagiava.
Eu ria ,caía ,corria e chorava
Eu brincava com tudo que achava
O sorriso saia e a felicidade brotava
Com os pés descalços, na terra pisava
Brincava de pega pega e ninguém me pegava
Com os brinquedos brincava
Bagunças fazia e depois apanhava
A noite chegava e logo eu dormia
Ansioso ficava para a chegada de um novo dia.
Agora eu não sei o que me aconteceu, me tornei frio, infeliz.
O que me aconteceu?
Minhas incertezas e confusões tem machucado pessoas importantes na minha vida. Além de afastá-las e deixá-las com dúvida de o por que eu ser e agir assim.
Eu não quero mais magoar ninguém, quero ser alguém que espalha alegria, que contagia, provindo atitudes positivas de coração.
Uma coisa eu tenho certeza, é que sou um menino sonhador que quer ser o reflexo de muita gente, espalhando a boa magia da infância.
Quero ser alto astral e espalhar gargalhadas de felicidade.
Eu largando a flor. A beleza me queimava a palma, a beleza insustentável de uma água viva. Assim eu soube que o que é belo não se demora muito. Beleza é só um instante.
Você foi o amor da minha vida,
E eu fui só alguém que passou pela sua
Eu te via como o homem dos meus sonhos
E você me viu como qualquer uma
Você foi minha maior dor
E eu só fui pra você um passa tempo
Eu te queria pra sempre
E você só me quis por um momento
- “Eu já sabia pequeno, e quando adolescente, soube adulto e ainda sei! Sempre vou saber, essa é a diferença"
Se pudesse dar algo de valor aos outros, seria “confiança”.
Com frequência eu pergunto à minha alma:
- Qual a diferença entre os cães e os homens?
E ela sempre me responde:
O-s homens são muito mais perigosos... Não possuem lealdade.
A vida é cheia de "eu fazia" e de resultados que nunca passam de um pretérito imperfeito.
O que vale efetivamente, são os acontecimentos, é de louvar aquele que consegue vestir a tua pele, debater os teus problemas e ainda assim, percorre o mesmo caminho que percorreste.
Eu fui lá e fiz, o resto é ruído de paisagem.
13/06/2024
Assim como um olhar apaixonado tem dificuldade em enxergar erro ou pecado, eu tento negar toda e qualquer vontade na sua direção. Você me levou várias vezes ao inferno dos sentimentos, me apresentou a dor na sua máxima extensão. Corro de reencontrá-lo, evitando que aquela maré de sensações volte a me invadir. Prefiro fingir que não me importo e continuar apenas a existir.
Eu sou gaúcha, mas nunca fui particularmente entusiasta de ser gaúcha. Na infância, vestia o traje de prenda, cantava músicas típicas e dançava na escola, como se fosse algo lúdico. Achava que, num mundo globalizado, pertencer a uma região era coisa do passado. Acreditava que éramos todos cidadãos globais e pós-modernos. Mas então vi minha terra arrasada, as ruas por onde caminho alagadas, o bar onde costumo ir com meus amigos debaixo d'água, o centro da cidade, onde há apenas duas semanas houve carnaval, inundado. Vi as cidades arrasadas, as pessoas com barro nas pernas e lágrimas nos olhos. Vi a água levar tudo, tudo, da minha gente. Foi aí que percebi o quanto pertenço ao Rio Grande do Sul. Pertenço à gente que amo, aos meus conterrâneos, e a dor de todos é minha também.
Li no jornal uma carta de uma senhora narrando a enchente de 1941. Enquanto ela descrevia a água subindo no centro de Porto Alegre, nos bairros Navegantes, São João, Menino Deus, nas ruas de Praia de Belas, com o Pão dos Pobres sendo evacuado, eu sentia um arrepio. Parecia que ela estava narrando minha própria experiência. Solidária, ela me deu voz e as suas palavras devolveram as minhas. Então, ela usou o termo "flagelados" para descrever aqueles que perderam tudo. Aquilo me assustou, achei forte. E me dei conta de que é uma das palavras que dá dimensão do que estamos passando. Um estado debaixo d'água, com milhões de flagelados. Não falo apenas daqueles que perderam suas casas ou entes queridos, falo de todos nós que estamos em estado de choque diante dessa tragédia. Dos meus amigos que saíram às pressas de casa, dos que perderam tudo, dos animais nos telhados, do vizinho idoso que vai comigo buscar água no espelho da Redenção, com nossos carrinhos de feira. E uma semana parece um século.
Há um mês atrás, quando a vida era feliz, estava no Rio de Janeiro e vi a exposição que Ailton Krenak realizou a curadoria, no CCBB. Lá tinha uma imagem de dois meninos e um homem num barquinho. Só se via a copa das árvores e muita água. Estavam sobre a aldeia onde moravam. Fiquei comovida, imaginando como seria passar por isso. Achei que entendia, que minha empatia alcançava. Eu estava errada. Eu não sabia de nada. A tragédia não se empresta. E o que posso fazer, como Krenak fez, é contar. O que quero dizer é que vamos viver, vamos reconstruir.
Solteiro sim, porque toda vez que resolvo investir em alguém, a pessoa me mostra que é melhor eu continuar sozinho
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas românticos para declarar todo o seu amor
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Poemas Quem Sou Eu
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
