Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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. Eu queria o que idealizava de você ou realmente te quis? O fervor dos meus pensamentos foi tão ardente que eu de fato ponderei-a como uma deusa. Talvez eu tenha exagerado, ou não, pois quando se trata de amor tais pensamentos vem a tona.

Estranha a sensação de que, quanto mais eu escrevo, mais quero escrever.

Talvez eu sofra de escrita compulsiva.

Eu te compreendo! Há uma disparidade em teu ser, que precisa ser ordenado, pois teu emocional encontra-se desequilibrado. Era tudo tão pouco, mas tão suficiente em apenas um, Humm...e, cheguei a pensar que ele era só meu, todo meu! No entanto, te amaria outra vez pra vc nunca duvidar! Te amaria outra vez se visse amor no seu olhar! Te amaria outra vez só para você me amar!

"Se eu diminuo o meu "eu" para dar espaço ao "outro", minha própria dor para de gritar."

"Eu perdi as contas de quantas vezes já morri hoje."

"Quando um homem cansa de ser julgado."


Por: Vanderson Xispiu.


E eu sei o que ele sentiu.


Eu sei o que passa na cabeça de um homem quando ele busca nos prazeres uma forma de se sentir mais homem, sem perceber que aquilo que procura não está ali.


Muita gente olha para esses momentos e vê apenas os erros. Eu vejo alguém investigando a própria vida. Tentando entender quem é, o que sente e onde realmente pertence.


Porque existe uma grande diferença entre quem vive por viver e quem está tentando encontrar sentido.


E quando ele encontrou alguém que acreditava valer a pena, ele foi verdadeiro.


Pela primeira vez, talvez tenha baixado a guarda.


Pela primeira vez, talvez tenha dito a si mesmo: "Agora vou ser eu, sem máscaras."


Mas então veio a acusação.


Mentiroso.


E aquela palavra bateu mais forte do que qualquer discussão.


Porque não existe nada mais doloroso do que ser acusado de falsidade justamente no momento em que você está sendo mais verdadeiro do que nunca.


Eu consigo imaginar ele parando por alguns segundos e pensando:


"Como assim? Eu estou inteiro nessa história. Estou me entregando de verdade. Estou escolhendo essa mulher todos os dias. E mesmo assim ela acha que estou mentindo."


Existem acusações que não machucam pelo que dizem.


Machucam porque atingem exatamente aquilo que estamos tentando reconstruir.


E ele estava reconstruindo muita coisa.


Enquanto muitos enxergavam apenas suas falhas, ninguém via as renúncias.


Ninguém via que ele comprava o melhor para quem amava, mesmo quando ele próprio vivia com menos.


Ninguém via os conflitos silenciosos entre aquilo que desejava para si e aquilo que precisava fazer pelos outros.


Ninguém vê a luta interna de quem tenta ser melhor enquanto ainda carrega as marcas de quem já foi.


E sobre a mãe dos filhos dele...


Talvez ela também seja fruto das próprias ausências.


Talvez ninguém tenha ensinado a ela algumas coisas essenciais sobre responsabilidade, maturidade ou amor.


Porque a verdade é que existem pessoas que erram por maldade.


Mas existem muitas outras que erram por não terem aprendido.


Eu conheço mulheres fortes.


Mulheres que sustentam a casa, resolvem problemas, organizam a vida e seguem em frente quando tudo parece desabar.


E eu as admiro profundamente.


Mas também percebo algo.


Algumas delas se tornaram tão fortes para sobreviver que, em algum ponto do caminho, perderam contato com a própria capacidade de amar.


Como soldados que voltam da guerra sabendo lutar, mas esquecendo como descansar.


E isso também é uma dor.


Talvez uma das maiores.


Porque a vida me ensinou uma coisa:


Conheço a dor de quem trai.


Conheço a dor de quem é traído.


Conheço a dor de quem parte.


Conheço a dor de quem fica.


Conheço a luta de quem tenta melhorar todos os dias.


E também conheço a tristeza de quem desistiu de crescer e passou a culpar o mundo inteiro pelos próprios fracassos.


Por isso aprendi a julgar menos.


A vida é mais complexa do que as histórias que contamos sobre os outros.


Todo mundo está travando batalhas invisíveis.


Todo mundo está tentando sobreviver a algo.


E, no final das contas, existe uma verdade que o tempo sempre confirma:


Tudo passa.


Passam as mágoas.


Passam os julgamentos.


Passam os erros.


Passam os amores que não ficaram.


Passam até as dores que jurávamos que nunca iriam embora.


O que permanece é aquilo que aprendemos enquanto tudo estava passando.


E talvez seja justamente isso que transforma um homem comum em um homem de verdade.

Eu posso te dar a minha vida
Eu posso te dar a minha alma
Tomar o banho mais gelado
Sentir o frio mais agudo
Contanto que sinta o calor dos teus lábios
Do teu abraço sob meu corpo arrepiado
Posso viver a mais profunda agonia
Sobreviver ao fim de todas as coisas
Vivenciar a finalização de toda a vida
Que tudo terá valido a pena
E não haveriam razões o bastante para desistir.
- Marcela Lobato

Um dos meus maiores desejos ao entrar na psicoterapia era descobrir quem eu era. Após cinco anos me deparo com o mesmo questionamento. Me deparo com o mesmo questionamento mas, o que mudou, foi o espanto da descoberta. Se segue assim, no inicio: o mundo. Logo depois vem a ideia: associação livre. Quando a apreendi, nunca mais parei. Meu inconsciente não se segurava mais. Ainda o seguro. Estava prestes a descrever uma série de etapas que se seguem quando se quer seguir etapas afim de obter uma máxima quando percebi que, depois da associação livre, me perdi. Descobri tantos novos caminhos. Poderia falar da série de fragrâncias com cheiros exóticos que descobri: sangue, plástico, pele, iodo. Não, não era isso o que queria dizer. O que quero dizer é que: aprendi a gostar de fragrâncias! Lembro de quando era pequeno, ia ao mercado central da cidade. La encontra-se de tudo: Galinha, pombo, cobra, rato, queijo, tempero, goiabada. Tudo isso misturado me gerava uma extrema náusea - odor fétido. O estranho que, depois de organizado, se tornou cheiro. Sei que, quando criança não era capaz de distinguir todos os odores, acabava misturando tudo em uma coisa só. E ai vinha um odor fétido - que não pode nem ser chamado de cheiro. Ah.. as produções humanas. Todas sempre me fascinaram assim como seus criadores. Gosto mesmo é de pegar um pensamento e escamá-lo. Moldá-lo. Emaranhar-me em sua elasticidade, tocá-lo de dentro para fora a tornar visível externamente o relevo de meu toque sob a superficie. Depois quero virá-lo do avesso. Durante o processo, caso o locutor se perca assim como perde-se entrando em uma rua desconhecida, seu corpo é passível de acomodar-se entrando em sincronia invertida, descompasso de onda - pulsar, assim como se faz o coração: Tu dum. Percebe, entre o _Tu_ e o _Dum_ existe um espaço, eles não são no mesmo tempo mas também não são espaços iguais em tempos diferentes. Uma vez li que a diferença de um pulsar para o outro indica a capacidade do ser vivo de se adaptar e permanecer vivo em meio as mudanças. Quem diria que, através do coração se pudesse saber da mente. Milênios que separam a mente do coração. Nunca pensamos na possibilidade de serem um sistema conjunto. Meu coração bate, minha mente age. As vezes minha mente bate de frente, mas meu coração não mente: age! Não é todo dia que isso acontece, mas quando acontece, sinto que posso enfrentar o mundo: A brisa do amanhã oferece, ao encontrar-me em meu caminhar, um suspiro aldeídico de esperança - movo-me, ajo! Os dias ordinários continuam, o que muda é a lente ocular. Foi tarde que descobri a possibilidade de troca. Claro, está muito abstrato. Amiúde, quando lhe desabrocharem as graças, troque-as. A mudança exige um certo tipo de expertise. Esteja disposto a encontrá-la e aprimorá-la, afinal, ninguém anda por ai com os óculos sujos. Mas chega de falar de óculos até porque, não faço uso. As vezes não enxergo. Não por falta de luz. Não enxergo à luz do dia! Não como Diógenes. Não enxergo pois estou tão entranhando em uma linha de pensamento que, as vezes esqueço de processar as imagens que estão sendo recebidas e processadas. Deixo esse processamento em Stand-by. Ah como seria bom se pudéssemos levar as coisas mais no stand-by. Logo sinto um calafrio, assusto, começo imediatamente a ação mecânica de analisar e categorizar toda luz que entra nesse cano que chamo de olhos. Não sei, poderia falar mais quanto quisesse. Não estou falando! Me dispus de um tão mais renomado trabalho, o da seleção de palavras para dizer - mas dizer o que se não falo nada? A diferença entre dizer e falar é da mesma natureza ontológica entre hear e listen, no inglês. Seguimos com o exemplo:


Can anyone hear me?


Alguém pode me ouvir?


Curiosamente podemos escrever e traduzir:


Are you listening to me?


Você esta me ouvindo?


Percebe? O emprego de duas palavras, em inglês, distintas se deu em uma tradução, em português, idênticas.


A diferença esta no afeto. Há sim! As palavras afetam. Primeiro: Nossas cordas vocais geram ondas físicas que são percebidas por partes do nosso aparelho auditivo que separam e, com a ajuda do cérebro organizam o som para nosso entendimento. Ufa...! Não só isso, estava prestes a dizer o modo que a diferença ontológica entre hear e listen se dá: Hear é vago, pense, podes ouvir um ruido na rua de um carro. O som se torna tão insignificante que sei bem que mal percebeu. Agora, acredito que, ao primeiro contato da onda do som de um homem aos berros aos seus tímpanos, o interesse florescerá e a atenção será furtada de modo tão sutil como o da arte dos batedores de carteira. Define-se essa diferença ontológica através da atenção do ser que se coloca naquilo. Quando se fala, se pode falar qualquer coisa, minha mãe dizia: Até papagaio fala! Mas quando se diz, deposita-se a verdade da existência de si ao que está sendo proferido: Quando digo Digo, digo Digo, não digo Diogo. Quando digo Diogo, digo Diogo, não digo Digo. Na maioria do tempo estamos falando - ah, e como falamos! Mas quando queremos dizer algo, em inglês diríamos: _I mean it_. Em tradução literal: Eu significo isso. Em tradução livre: quero dizer. A palavra interpola entre a ideia e o ser da coisa, o sentido. Nem sempre funciona muito bem, mas pra isso, temos as outras artes. Claro, como exprimir os infinitos pensamentos do ser humanos nas palavras? Delas, faço de instrumento. E, nessa repetição mecanicamente instrumental que é falar, um dia, disse. Disse: Não quero ser! Mal sabia o que era, mas, o que era, não me dizia mais. Mal sabia se era, mas se o era não queria mais o ser. Quero ser! Mas o que ser? Não sei, quero ser, não importa o que ser, além do mais, passei a achar o ser em seu singular muito tedioso. Quem é, é! Não há de ser outra coisa. Se a maçã é vermelha é porque é! A não ser que seja maçã verde - não é. Nunca vi uma maçã cor de rosa.
E se um dia eu, como maçã, não querer mais ser vermelha? A quem devo à suplica de meu ser? Pergunto pois, no mesmo instante rogarei: quero ser cor de rosa! E se o Deus das maçãs escutar as minhas preces, ficarei feliz ao saber que, ao mínimo pigmento que cobre a superfície lisa e brilhante de meu ser, fui inventada enquanto maçã. Bom, é da palavra que tenho então hei de usá-la! Usarei-a sem sentido dessa vez: Biboca, Pimpolho, coração de neném, cão, gato, sapato, amianto, aparelho, internato. Proponho um desafio, já propus o dizer - e o falar - bem como o escutar - e o ouvir. Agora peço que, escute o que vou lhe escrever. Não. Não. Melhor. Escute as palavras. Não! Não! Melhor! Se escute as palavras que tenho a lhe dizer:
Biboca, Pimpolho. Coração de Neném. Cão, gato, sapato, amianto, aparelho. Internato!
Se pões atenção ao que se ouve, creio que tenha sacado de inicio o rimar das palavras antes mesmo de eu as dividir na ordem que devem ser faladas. Aqui _faladas_ pois aqui o que importa é seu som, não seu sentido. Repita mecanicamente e verá que criou-se do que se imaginava não ter serventia alguma, a mecanização instrumental de falar as palavras, uma rima! Usai-vos os sentidos! Acredito que a ideia acerca da existência de sentido quando a palavra falta tenha se lançado a luz da dúvida aos instrumentalistas de plantão. Repito: Para isso temos outras artes. Se o que tenho é a palavra, hei de usá-la. Desta vez, usarei-a com sentido: preciso ilustrar uma imagem que ganhe sentido através da palavra: eis o ser. Sendo assim, comecei a falar dizendo. Sempre que falo, digo! Sempre que digo, digo de mim. Por ai, digo que escuto o que dizem de mim e assim, sou sendo.

"Posso ser quem você quiser que eu seja, se você for meu amor"

"Quando faço o bem, é a graça de Deus operando em mim; quando peco, sou eu quem falha".

Dizem ser impossível contemplar o próprio coração, mas eu o vejo agora, diante de mim!

Olhos bem abertos, teu inimigo é aquele que te abraça e fala eu te amo.

Tão eu...
Gosto de pessoas que têm poesias no olhar,
Às que compreendem o meu sorriso.
Que sabe o que sinto quando me vê chorar,
E possui coração puro como o paraiso.

E quando passar o dia, de mim vai lembrar,
Que me querem delicadamente tão perto.
Às que sabem que jamais deixarei de lutar,
Gosto de pessoas que me tiram do deserto.
E me levam pro mar...

Fortaleza
Eu gosto de pensar que a verdadeira amizade é como uma criança, pura, sem preconceitos, que vê o outro como igual, brinca, abraça, cresce, se fortalece, perdura dias, meses, anos, se eterniza...
Desejo que nossa amizade cresça, não apenas com votos, que ela se fortaleça com os laços que nos aproximam, nos unem, e nos permita que nos chamemos de verdadeiros cúmplices.
Desejo que ao abrir os olhos, sempre perceba que as coisas boas estão dentro de nós, onde os desejos não precisam de razão, nem sentimentos, nem motivos, pois o importante é viver cada momento e aprender com a mínima duração de cada segundo recorrido...
Pois a vida está nos olhos de quem sabe ver, apenas sejamos cautelosos, porque muitos de nós conseva um lindo coração para um mundo não tão merecedor dele...

Que eu saiba partir sem sair, ficar sem me prender, e renascer sem me repetir.

Que eu saiba pedir perdão sem me diminuir, e saiba perdoar sem me perder.

Oh, querida, você é a razão do meu viver, você é tudo que eu quero! Você me acalma como o som do mar. Mas, minha querida, tem dias que eu fico com medo de te perder. Será que realmente você me ama? Dê-me um motivo para eu não ir embora.

Meu amor,
Não há razão para temer a correnteza do nosso mar.
Se sou o som que te acalma,
Você é a âncora que me impede de navegar para longe.
Seu medo de me perder não é um fardo, é a prova exata do seu coração,
um espelho do meu próprio pavor secreto de não ser o suficiente para você.
Sim, eu te amo. E o motivo para você ficar

Meu amor
​Queria que você soubesse que, mesmo com a distância física que nos separa por agora, eu sinto a sua presença em cada detalhe da minha vida. Você é a minha âncora e o meu farol.
​A sua chegada e o nosso amor não foram apenas um 'acontecimento' na minha história; eles foram o ponto de virada. Eu olho para quem eu era e para o homem que sou hoje, e a diferença é imensa. Você me transformou em uma versão de mim que eu nem sabia que era possível ser.
​Você me ensinou a ter mais paciência onde eu era impulsivo.
​Você me mostrou a paz que eu procurava na agitação.
​E, mais importante, você despertou em mim uma força e uma segurança que me fazem encarar o mundo de cabeça erguida.
​Obrigado, meu amor, por cada sorriso, cada palavra de apoio e até por cada saudade, pois ela só prova a profundidade da nossa conexão. O que temos é muito mais do que um relacionamento; é um presente diário de crescimento.
​Você é o meu lar, não importa onde você esteja.
​Te amo mais do que as palavras podem dizer, hoje e para todo o sempre.
​Com todo o meu coração,

Eu devia ter pensado bem, antes de te deixar,
Com tua luz de prata e o sorriso que me fazia parar.
Eu devia ter medido o risco, contado as noites em claro,
Pois agora o amor é um fardo, um peso que se tornou caro.
Eras a promessa suave, a paz que a alma pedia,
Um porto seguro em brumas que a vida me oferecia.
Mas eu, na pressa cruel, na cegueira de um instante,
Afastei a tua mão quente, tornei-te um sonho distante.
Agora resta o silêncio, a frieza deste quarto,
Onde a tua ausência dança, num lúgubre esparto.
E a melancolia se aninha, qual sombra em dia cinzento,
Lembrando-me a cada suspiro, o meu maior tormento.
O drama é meu, só meu, esta culpa que me consome,
De ter trocado o teu abraço por um vazio sem nome.
Eu devia ter pensado bem, mas o fiz tarde demais;
E este amor, que podia ser céu, jaz em destroços e mais.

Eu poderia ficar acordado

só pra ouvir você respirando,

testemunhar o silêncio da noite

onde seu peito marca o compasso

de uma canção que só eu entendo.



Eu poderia vigiar seus sonhos,

ver seu sorriso surgir sem aviso,

luz secreta que se acende

no teatro tranquilo do sono.



E ainda que o mundo lá fora

grite sua pressa sem fim,

aqui, ao seu lado,

o tempo aprende a ser eterno