Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Eu simplesmente acordei hoje e me dei conta de que eu cansei de você, é isso mesmo. Eu me cansei de esperar por um amor que nunca vai ser meu. Cansei de você me beijar com um olhar perdido que me encanta demais e depois beijar outras com esse mesmo olhar. Sim, eu quero você. Quero esse amor, mas você não sabe a importância desse amor, não entende que meu coração precisa de você, você é frio, você me machuca. Mas eu sei que no dia que você se arrepender de não ter me dado valor, você vai chorar, e vai sofrer. Porque nunca vão te amar do jeito que eu te amei, nem te fazer feliz do jeito que só eu sei. E eu? Bem, eu não vou estar nem aí no dia que isso acontecer. Vou olhar pra você, suspirar e pensar: "Passado". Porque vai ter alguém que preenche todo esse vazio que você deixa em mim, alguém que me ame, alguém bem melhor que você.

Pudera eu lhes contar
sobre tudo o que queima
dentro de mim,
das sensações
que me estilhaçam
os nervos
e que não devem
de maneira
alguma
se tornar um poema,
porque seria demais,
seria demais para
todos nós.

"⁠Eu sou Hinata Shouyou, e eu brotei do concreto."
(Hinata Shouyou)

Eu tinha um monte de nuvens, mas eu tive tantos arco-íris em minhas nuvens.

Nos dias bons eu me esforço, nos dias ruins eu me esforço mais ainda.

Cores, flores, leveza, estrelas, doçura, nuvens e sorrisos.
Sei que eu repito essas palavras muitas vezes, em todas as frases, em todos os textos.
É que meus dias têm sido desse jeito, compostos por essas delicadezas.
Feitos dessas bonitezas da vida, que fazem tudo parecer mais...leve.
Que Deus permita que eu siga bordando meus versos com milhares de cores e flores, e lindezas, assim.
Transformando passado em poesia, desenhando no presente, um futuro mais bonito. E doce. E todinho enfeitado de fé.


[amém]

- O Amor é Filme - Cordel do fogo encantado

O amor é filme..
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a
gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica

dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira, comedia romântica

um belo dia a gente acorda e hummmm...
o filme passou por a gente
e parece que já se anunciou o episódio dois

é quando a gente sente o amor se aboletar na gente
tudo acabou bem, agora é o que vem depois

o amor é filme
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a
gente ama
eu sei por que sei muito bem como a cor da manhã fica

dá felicidade, dá dúvida, dor de barriga
é drama, aventura, mentira,
comedia romântica

é quando as emoções viram luz
e sombras e sons, movimentos
e o mundo todo vira nós dois, dois corações bandidos

enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
o zoom-in dá ré e sobem os créditos..

O amor é filme e Deus espectador!

Ode ao Burguês

Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burguês!…

Mário de Andrade
ANDRADE, M. 50 poemas e um Prefácio interessantíssimo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.

"Sou vendaval
E te convido
Dança comigo
Nessa tempestade
Que é ser eu?"

Se você deixasse tudo de lado, por cinco minutos, e escutasse tudo que meus olhos têm a dizer, eu diria tudo em silêncio, sem precisar falar.

Mas nesta época eles dançavam pelas ruas como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante pop pode-se ver um brilho azul intenso até que todos caiam no "aaaaaaaaaaaaaah!" Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?

⁠Eu estou cansada de me sentir como se eu estivesse louca.

Depois de você eu nunca mais me apaixonei de verdade.
De mentira, quase todo dia.

Quem é um amigo? "Um outro eu".

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, nem sempre tenho motivos. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.

E quem disse que eu gosto de você? Eu gosto do meu quarto, do meu computador, gosto de ver filmes, as vezes gosto de ler, posso até dizer que gosto de estudar. É, eu gosto de tudo isso, mas você? Ah, você EU AMO.

Eu queria que você soubesse, meu amor, que sou dessas loucas. Dessas loucas que vai te chamar de meu amor, mesmo você estando na minha vida há apenas uma semana. Dessas loucas que vai querer te matar só de pensar que, talvez, daqui cinco anos, você me troque pela Claudinha, uma menina mais nova e sem as minhas manias insuportáveis que você ainda não conhece.

Ve se larga de besteira
Tô aqui dando bobeira
Querendo te amar
E já faz tempo que eu te quero
Há tanto tempo que eu te espero
Vê se para pra pensar

.

E eu que pensava que jamais me domaria por quaisquer olhos azuis.

É eu e você juntos para sempre.