Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Dentro do meu coração, eu criei o cantinho mais confortável possível pra você. Fiz a decoração mais caprichada pra você se sentir em casa. Tive que mudar algumas coisas de lugar, para caber seu jeito e suas manias, mas eu estava mais do que pronta para te receber. Com o passar do tempo, notei que você quis mudar tudo, quis jogar fora tudo que preparei com tanto carinho. No início eu aceitei, mas já não consigo mais calar os pedidos de socorro do meu coração. Mesmo sofrendo, vamos ter que te despejar definitivamente. Adeus, espero que encontre abrigo em outro lugar. Meu coração está em reforma.
Talvez eu esteja arrasada. Talvez eu esteja louca. Talvez eu esteja completamente sem noção. Mas, se Deus me ajudar, eu vou deixar essas luzes ligadas até o dia da minha morte se eu acreditar que existe uma chance do Will estar vivo.
...há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo. Pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada. Uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade; sei lá de quê!
Eu sou tímido, e ninguém acredita. É por isso que eu vivo dizendo pra pararem de me analisar pelas coisas que eu escrevo e penso. Quem me conhece pessoalmente sabe que eu mal abro a boca. Sorrio de cabeça baixa e não gosto de demonstrar afeto. Pois é. Eu acho muito mais fácil escrever. Tenho minhas ideologias, minhas opiniões, meu estilo de vida. E já que minha “fala” é limitada, escrevo. Não falo quase nada, mas observo muita coisa. Estudo o jeito que as pessoas andam, como sorriem, conheço o modo que mexem o cabelo… Conheço a felicidade e a tristeza no rosto de qualquer pessoa de longe. Sei quando finge estar feliz, e sei quando algo lhe incomoda. Tenho vergonha de falar ao telefone, com qualquer pessoa que seja. Muitas vezes falo olhando nos olhos, outras vezes, falo de cabeça baixa. O meu silêncio muitas vezes me ajudou. “Quem come calado, come duas vezes.” Quando você só observa, você aprende muita, muita coisa. Traduzindo: Ao invés de achar que conhece as pessoas e sair julgando-as por aí, se conheça e apenas observe o que tá em sua volta. Nem tudo é o que parece. Se é bom ser assim? É ótimo. Você cria meio que uma seleção natural de pessoas ao seu redor, pessoas pra contar. As outras não te respeitam. Você precisa realmente de pessoas que não sabem respeitar o seu jeito de ser? Que não te aceitam? Você não precisa disso. Não conheço muita gente na minha cidade. Devo contar nos dedos quantas conheço, e quantas me conhecem. Sou reservado, sou na minha. Não tenha medo de demonstrar ser inteligente se você é. Não tenha medo de ser especial da sua maneira. Não se iluda com coisas passageiras. Você não precisa imitar o jeito do seu amigo pra demonstrar que gosta dele. Não precisa imitar as roupas do seu ídolo pra provar que o ama. Você gosta de black power? Usa black power. Quer sair de terno e gravata? Saia. O importante é que você encontre um meio de se sentir bem. Não vá pela cabeça dos outros, vá pela sua. Porque quando os outros errarem,você erra junto e nem sabe porque vai tá errando.
Chata. Careta. Metódica.
Dona do meu eu. Contraditoriamente impulsiva. Uma mente pensante. Uma alma leve. Cheia de virtudes. Cheia de vícios. Cheia de pré-conceitos. Egocêntrica. Caridosa. Egoísta. Compassiva. Intuitivamente mulher. Coberta de inseguranças. Sempre com grandes certezas. Sem falsas modestas. Tímida. Extrovertida. Teoricamente indecifrável. Eu disse, 'teoricamente'. Humana, demasiada humana. Habitante de um universo particular. Tão íntimo. Tão próprio. Tão meu. Não tente entender. É muito mais complexo do que se pode imaginar ser eu mesma...
"Perdoa
Perdoa por eu ter te escolhido
..................................
Perdoa por eu ter acreditado nesse sonho todo dia
Perdoa por eu ter te perdoado
Na hora que eu devia te esquecer
Perdoa por eu ter me preparado
E me guardado pra você
Eu te solto
Eu não te prendo
Eu te livro
Faz o que é preciso
Eu não posso e eu não quero
Te obrigar a me querer na tua vida
Desenganos vem, acontecem
Desenganos vão, desaparecem
Eu não posso e não vou forçar
A barra pra você gostar de mim
Quem sabe amanhã... talvez
Quem sabe
O tempo coloca tudo no seu lugar
Se vou te esperar ou não
Quem sabe
Aquilo que tem que ser... será."
VOCÊ É INESQUECÍVEL!!!JAMAIS SAIRÁ DO MEU CORAÇÃO!!!
SAUDADES!!!SAUDADES!!!SAUDADES!!!SAUDADES!!!SAUDADES!!!
Eu perdi. Perdi noites de sono em baladas freqüentadas por garotas de saias e cabeças pequenas. Por playboys deslumbrados, com algum dinheiro e nenhum pedigree. Por corpos sarados e mentes doentes. Festas com muita pose e pouca atitude. Com convites que custam caro e pessoas que se vendem por tão pouco. Me perdi e não encontrei ninguém. Torrei meu dinheiro e minha paciência. Estourei meu cartão de crédito e, por pouco, não estouro meus tímpanos. Mas, quer saber? Cansei de música alta. Prefiro quando você fala baixo no meu ouvido. Prefiro ficar vendo os aviões brancos dando rasantes sobre nossos corpos tintos. Prefiro você suave. Prefiro o silencio dos seus olhos me dizendo que me ama. Prefiro sua voz de madrugada. Prefiro quando você se perde nas notas. Prefiro sua música, seu tom. Por você, eu dei uma nova chance a mim mesma. Eu dei minha cara a tapa. Por você, eu voltei a acreditar no amor adolescente e a ter calafrios na espinha. Por você, comecei a ter ciúme. Por você, posso largar música agitada e aprender a gostar de jazz. Por você, eu largo os vinhos baratos, os xampus caros e as roupas curtas. Porque quando você está dentro, não existe mais nada lá fora. O mundo acaba aqui, na gente. Porque você me faz tão sua. Porque você me faz tão eu.
Porque as coisas tem que ser assim?
Quando eu já me confundo com vc, e já nem sei mais quem sou...
Eu só lembro do que vale a pena lembrar...
Das estrelas, da noite... da primeira noite...
Do que eu e vc juntos juramos...
Do amor que era eterno,
Da música que um dia vc fez,
Dos sonhos que sonhamos,
Do relógio quebrado que fazia voar o tempo,
Do nosso cantinho,
Do nosso sonhado lustre brilhante,
Do carro,
Do filme que a gente chorou ao assistir...
Das vitórias,
Das madrugadas no ônibus que nos faziam encontrar,
Dos sonhos...
Das lágrimas a cada partida,
Dos sorrisos a cada chegada...
Da chuva no parque,
Dos tombos na grama,
Das milhares de fotos e milhares de palavras bonitas...
De tudo que parece não voltar mais...
De tudo o que mudou de repente...
Eu divido a Humanidade em duas metades: de um lado os que gostam de mim e concordam comigo. Do outro, os equivocados.
Prefiro deitar e dormir a levantar e trabalhar. Alguns chamam isso de preguiça, eu chamo de pensamento profundo.
Desculpa, fingi mesmo gostar. Mas é que meu coração já me enganou tanto, que agora sou eu que engano ele.
A grande questão é que de vez em quando eu preciso que me cuidem. Cansa cuidar sempre.(…) Você pode dar atenção e cuidar de quem ama mesmo de longe. O importante é saber que o outro está se sentindo cuidado.
Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.
Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.
O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma coisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.
Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventura sonhada, o amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério - o assim chamado -, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com fritas.
Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.
A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol, no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tudo acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.
Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guarda-roupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tudo impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituar-se? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra qualquer.
E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas... Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!...
Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não.
Só eu sei cada passo por mim dado
nessa estrada esburacada que é a vida,
passei coisas que até mesmo Deus duvida,
fiquei triste, capiongo, aperreado,
porém, nunca me senti desmotivado,
me agarrava sempre numa mão amiga,
e de forças minha alma era munida,
pois do céu a voz de Deus dizia assim:
– Suba os queixo, meta os pés, confie em mim,
vá pra luta que eu cuido das feridas.
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