Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo

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Tinha uma vontade terrível de lhe dizer como as mais comuns das mulheres: não me deixe, guarde-me perto de você, escravize-me, seja forte! Mas eram palavras que não podia e não sabia pronunciar.

Ouvi dizer que você tá bem
Que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar, me dar a mão

Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou, mas agora eu vou

Tentei falar mas você não soube ouvir tente admitir
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim
Ah, bem mais que a mim, mais que a mim

Ouvi dizer que você tá bem
Que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar, me dar a mão"

Não confunda carência com amor. Carência é a percepção de que você não pode viver sem amar alguém.

Porventura não destruímos nossos inimigos quando os tornamos nosso amigos?

Serve-te da prudência como chumbo para os pés que te permita avançar lentamente. Não tenhas pressa em responder “sim” ou “não”, pois se revela o mais tolo entre os tolos quem sem meditação afirma ou nega; eis que num e noutro caso cumpre ter ponderação, sendo a afoiteza causa de que muitas vezes a opinião geral conclua erroneamente com a paixão e não com o raciocínio.

O estilo nunca sai de moda, a felicidade também não.

Se não tem alma está errado

A gente não sabe o que é sede até beber pela primeira vez.

Me entristeceu um pouco você não gostar do título, O lustre. Exatamente pelo que você não gostou, pela pobreza dele, é que eu gosto. Nunca consegui mesmo convencer você de que eu sou pobre [...]; infelizmente, quanto mais pobre, com mais enfeites me enfeito. No dia em que eu conseguir uma forma tão pobre quanto eu o sou por dentro, em vez de carta, parece que já lhe disse, você recebe uma caixinha cheia de pó de Clarice.

Clarice Lispector
Gotlib, Nádia B. Clarice: uma vida que se conta. São Paulo: Ática, 1995.

Nota: Trecho de carta para Lúcio Cardoso, de novembro de 1944.

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A fé no sobrenatural não é necessariamente uma fonte do mal. Homens sozinhos são capazes de qualquer fraqueza.

(...) não tenho ódio nem vontade de chorar. Em compensação também não tenho vontade de mais nada.

Prestar atenção em quem te ignora não é masoquismo, é inconformismo.

Dá teu voto inteiro, não uma simples tira de papel, mas toda tua influência.

Henry David Thoreau
A desobediência civil. Porto Alegre: L&PM, 1997.

Não se enganem comigo. Estou longe de ser a pessoa boazinha. Pensa em uma mulher brava. Pensou? Então, sou eu. Não sei segurar nó na garganta. Desentalo, falo, grito, esperneio. Bato o pé quando estou com a verdade (e não me venham com esse papo que cada um carrega suas verdades). E confesso; sei ferir. Mas também sei ser justa. Sou sempre a primeira da fila a pedir desculpas, reconhecer meus erros. Pesar. Pensar. Perdoar. Aprendi que nada é pior que a arrogância, e isso minha alma não sabe carregar. Mágoa, ela até carrega um pouco, mas com o tempo elas sempre somem na poeira das estradas que percorro. E agradeço a Deus por isso. Só não sei calar, isso a vida ainda não me ensinou. Mas não dizem que aqui é uma escola? Então. Ainda há tanto a aprender. O bom é saber que estou sempre atenta as próximas lições. Saber que estou a caminho de algum lugar, mais próximo de quem espero me tornar. É vida que segue.

Quem disse que dinheiro não trás felicidade é porque não sabe o endereço da loja.

Talvez a miséria tenha chegado. Não se pode viver da própria alma. Não se pode pagar o aluguel com a alma. Experimente fazer isso um dia. É o início do Declínio e a Queda do Ocidente, como Splenger dizia. Todo mundo é tão ganancioso e decadente, a decomposição realmente começou. Eles matam gente aos milhões nas guerras e dão medalhas por isso. Metade das pessoas deste mundo vai morrer de fome enquanto a gente fica por aí sentado vendo TV.

Ser é ser além do humano. Ser homem não dá certo, ser homem tem sido um constrangimento. O desconhecido nos aguarda, mas sinto que esse desconhecido é uma totalização e será a verdadeira humanização pela qual ansiamos. Estou falando da morte? não, da vida. Não é um estado de felicidade, é um estado de contato.

Ah, não penses que tudo isso me nauseia, acho inclusive tão chato que me torna impaciente. É que se parece com o paraíso, onde nem sequer posso imaginar o que eu faria, pois só posso me imaginar pensando e sentindo, dois atributos de se ser, e não consigo me imaginar apenas sendo, e prescindindo do resto. Apenas ser – isso me daria uma falta enorme do que fazer.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Amor, Amor

Amor, amor
Quero um amor que não tenha fim
Amor, amor
Quero um amor pra mim

Amor, amor
Quero um amor que me queira bem
Amor, amor
Eu preciso amar alguém

Vivo a sonhar
Que estou a beijar
O meu grande amor
Sempre a esperar
Quem me queira amar

O meu peito agora diz
Eu preciso de um amor
Só assim serei feliz

Amor, amor
Quero um amor que não tenha fim
Amor ,amor
Quero um amor pra mim

Elis Regina

Nota: composição Bill Caesar

"As pessoas vivem uma vida que não é delas. Perseguem objetivos que disseram para elas perseguirem. Compram coisas que disseram para elas comprarem. Desejam o que fizeram elas desejarem. Fazem o que a maioria se põe a fazer e, por fim, seguem repetindo idéias que não são suas e morrem por ideais que não são seus."

O amor é uma coisa que depende da gente. Um objeto que a gente gosta e não quer que quebre. Tem que cuidar, limpar todo dia.