Pena eu Nao fazer parte do seu Mundo
Onde você constrói seu lar, deve ser mais do que um simples terreno; deve ser uma extensão da sua alma, alinhada com as forças naturais da Terra e com a harmonia cósmica.
A partir do momento em que você trocar reclamação por gratidão, tudo serão diferente.
Se seu dia não foi como gostaria que fosse, agradeça pela a oportunidade de ter tido mais um dia.
CONTROLE:
Você nunca terá controle sobre quém ESTÁ ao seu lado.
Mas sempre terá controle sobre quém você QUER ao seu lado.
Quando se ama uma pessoa, e você também é amado por essa pessoa, o tempo se torna o seu melhor amigo. Mas, quando se ama uma pessoa, e essa pessoa não lhe ama, o tempo se torna o seu pior inimigo.
Quando há uma decisão verdadeira de melhorar de vida, disciplina inabalável em direção ao seu objetivo, o que tem de melhor será atraído para ajuda-lo nesta conquista!
Parabéns a todas as mulheres que estão a frente do seu tempo, que abrindo caminhos sociais enfrentam o ultrapassado e constroem a própria história.
Trocar tudo por amor é fácil. Difícil é quando trocam o seu amor por outro. Ai, o tudo que você trocou virou nada. E a única coisa que restou foi apenas um vazio.
Sessesses
Quantas luas
Quantos lagos
Quantos rios a deslizar...
Seu choro fez voar a arara azul,
O boto rosa emergir do rio
E sob a luz de Venus
O uirapuru cantou o encanto...
E o amor de dois tapuias
Fez nascer Sessesses...
Sessesses a vitoria régia
A adornar águas,
O arco-íris sobre a cachoeira,
O mistério da floresta
Sem explicar o que seria sessesses
Se não fosse paixão...
SERVO
A tirania do amor me fez seu servo
Escravo da paixão e do desejo
Alimentado somente por sobejos
Pedindo um olhar , mendigando um beijo...
Sonhar, e, só sonhar é do que vivo
agarrando –me a mais ínfima da esperança
Iludido como a mais ingênua das crianças
Pra subexistir, me agarrando a qualquer motivo...
Querer-te, e, só querer-te , é minha sina
E, se existo é somente por querer-te
por querer-te perdi minhalma e o meu coração
Desejando tua presença que fascina
Desesperado por não querer perder-te
E alucinado por toda essa paixão...
ANA SÍLVIA
o mar engoliu seu corpo,
numa manhã dominical,
o mar lambeu seus desejos...
o mar comeu seu sonho...
o mar bebeu suas paixões...
o mar levou seu olhar
cheio de promessas...
a primavera de um porvir
cheio de flores...
o mar também se apaixonou
e fez mais uma sereia...
pântano
Algum dia serei uma floresta com todo seu mistério
Moleque saci, curupira, caipora, lobisomem...
Então serei riacho com águas cristalinas e pouca profundidade,
Algum dia serei uma cidade com seus viadutos e arranha-céus
Algum dia serei o mar com suas sereias e todo encanto divino,
Algum dia serei poeta com o coração empenhado
Por meia dúzia de olhares, sofrendo por amor e paixão...
Então desejarei novamente ser pântano triste e sombrio na minha solidão...
MAIS DE MIL ANOS
Quando ela se nivela ao horizonte,
Como se o seu corpo
fosse uma gangorra, sob as luzes solar
eu penso que as cores do crepúsculo,
são adornos divinos,
para momentos bem íntimos
quando ela se espreguiçou
como se o mundo dormisse mil séculos
meu latim perdeu o sentido
meus músculos dormentes
meus ósculos dementes
pediam seus cálidos lábios
usei de meios espúrios
fiz promessas lhe ofereci a penha
com o templo lá em cima
e todos os sacramentos,
seus cálices de ouro e pedras preciosas
transbordando de um amor sublime
então ela se inclinou
e tingiu tons de pink e lilases
nos travesseiros de nuvens
e nos balançamos por mais de mil anos...
Meu cavalo de prata
minhas esporas de ouro
fustigango o seu dorso
nessa lua opala
a gravidade engravida a vida
a diva dessa insanidade
minha paixã0,
o meu cavalo de ouro
minha espora de prata
mulata galopa no meu coração
eu quero entender o cavalgar
na ilusão lunar da minha solidão
Ela olhava a lua e as estrelas como suas únicas impossibilidades; comprara as terras do seu Joaquim, já que ele não conseguira quitar suas dívidas por conta de empréstimos que fizera para combater a praga na lavoura; comprara as de Mirna; notara como Nelson a olhava e como mencionava seu nome; ela também não queria desfazer-se de suas terras; mas os constantes roubos de gado fizera ela mudar de ideia; casara com Nelson, advogado da família, com quem tivera Leandra, que morava com uma tia por parte de pai na capital; e assim a solidão, já que Nelson inventara uma viagem e nunca mais regressara, e, notícias nenhuma; perdera as esperanças. Passados dois anos, mandara alguém investigar o seu paradeiro, mas, nada de concreto.
Ela olhava a lua e as estrelas, ela olhava o firmamento suas únicas impossibilidades... seu mundo não tinha cerca, sua cerca era o horizonte, o que não era montanha era pasto, o que não era pasto, era cafezal, o resto era imensidão; mas antes uma corda acolheu o seu corpo num acalanto macabro, num beijo eterno para a eternidade; galhos e cipós a lhe envolver ao tronco de um carvalho com muitos bugalhos. Era uma paixão tão grande, que o pântano acolheu sua alma e lhe fez vagar palmo a palmo sua imensidão...
PELA ESSÊNCIA
Pegou sua espada e seu escudo, protetores para juntas e coletes, seu capacete e seu cavalo negro; o olhar no horizonte onde as savanas davam lugar as montanhas; sabia que tinha que combater, não sabia por que, mas tinha que lutar, não sabia contra quem ou contra o que, mas tinha que combater, tinha que batalhar... seu cavalo negro como a noite, como as perspectivas do porvir galopou na insanidade, trotou nas quimeras, se perdeu nas cavernas da insegurança. Seu pai combatera o bando de Lampião, batalhas duras nas caatingas secas e solos rachados pelo clima árido do sertão nordestino; foi tempo de duras batalhas contra o cangaço, contra a fome, contra a seca; o êxodo para grandes cidades, trazendo saudade e solidão... agora tinha um inimigo silencioso, invisível abstrato, alem dos lobos e serpentes, todos os danos e perigos que uma floresta pode oferecer. Um monstro emergeria do lago com seus tentáculos... nas montanhas certamente teríamos chuva de meteoros, mas isso seria só pequenos transtornos, obstáculos facilmente transponíveis seu maior perigo era o invisível, inaudível, intátil; a angústia da incerteza. Galoparia incansavelmente no seu corcel negro para que seu sonho não morresse com o crepúsculo, para que suas esperanças brilhassem nos primeiros raios da aurora galoparia no seu corcel, galoparia incansavelmente, galoparia pela essência na essência da vida...
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