Pedras
Há pedras nas curvas
Se deixa levar sentimentos na poeira
Acompanha o quanto se estende
Em breve o novo caminho
Desde o começo da nostalgia
Consiste em me comprender
Palpites de nada heróico
Apenas fluir no ser da imaginação
Do alto da plateia, vejo pedras a serem atiradas em minha FACE,me HUMILHADO.
Vejo na plateia a aqueles que gritam você é LOUCO, você não passa AMOR.
Do alto da plateia, ouso palmas, palmas que vem de uma pessoa que na FACE de um LOUCO viu HUMILDADE e AMOR.
Pedras No Caminho
Cada passo...
É milimetricamente
medido,
para que eu não
tropece em alguma pedra.
"Pedras no caminho",
são sempre perigo
para quem quer
buscar a felicidade!
Pés descalço.
Sonhos leves.
Nada de dores e cicatrizes.
Quero apenas sonhos,
para sonhar.
Viver!
Eternamente viver...
MINHA SINA
Mesmo na chuva
Quando ando na rua
De pedras duras
Sigo à sua procura
Mas só enxergo a lua
Nessa noite mais escura
Minha sina continua
Por mais que conclua
Quero que possua
Minha paixão a sua
Sentimento que cura
Toda dor que atura
Não importa a altura
Chegarei com bravura
E conquistar minha futura
Amável doçura
De alma pura
Que me leva a loucura
E meu coração perfura
Ficará comigo juras
Mesmo que você recua
Estive sempre a sua procura
Minha sina continua
Quanto mais forte forem as pedras jogadas em mim, mais forte será o meu alicerce! Pois o arquiteto é Deus e o construtor é Jesus.
Pode existir muitas pedras , para que eu possa cair ou atrapalhar minha relação com Deus, mas sei que ele me amará até mesmo diante das minhas profundezas do meu coração, e estará sempre para me re- erguer e perdoar, pela a minha Fé!!!
As pedras tem conceitos próprios sobre si mesmas. Vejamos o diamante: é uma pedra de advertência. Mas eu diria que todo diamante é uma advertência. Não é um sórdido desejo, por mais inatingível que seja aspirar ao destino infinito da pedra Filosofal? Não é esse o significado do enfeite? Realçar a beleza é admitir a fragilidade e a nobreza dessa fragilidade. Dizemos à escuridão que não seremos diminuídos pela brevidade de nossas vidas. Não vamos, por isso, ser considerados menores. Somos caçadores e temos graça, beleza e pureza de coração não encontrados em nenhum outro lugar. Não há distinção entre o que somos e o que fazemos. E o que fazemos é exterminar a irracionalidade. Nós, é claro, somos outra história preciosa. É a fraqueza do coração que nos levou à beira da ruína. Não há nada mais cruel que um covarde. E o massacre por vir, está além da nossa imaginação não lapidada.
A vida são momentos de lutas para se vencer as pedras ao longo do caminho e quem não luta não vive e passa pela vida sem viver...
Agradeço a Deus as pedras no meu caminho,
pois eu sei que quando eu estiver lá no topo , elas não serão mais do que pedrinhas-britas.
A última lambreta
Descia pela ruazinha de terra e pedras. Magra, leve, parecia perfeita para a lambreta que tinha.
Era uma época em que os empregos do sonho, nesta região, eram de motorista do caminhão do leite ou da Kombi escolar, ou este dela, em que passava nas pequenas propriedades vacinando o gado.
Naquele dia ela chegou mais calada. Percebia-se que algo não estava bem. Após almoçar fartamente a pequena veterinária passou a comentar suas angustias. Tudo mudaria. Estavam tirando as lambretas de serviço e colocando as Turunas (Moto que fez muito sucesso naquela época)
Olhando para mulher falante e tão minúscula, fiquei impressionado com a sua decepção. Falou que iria sentir muito a mudança. Definitivamente não aceitava ficar sem “lambretear”.
Ela que muitas vezes foi vista como a rebelde da família, pois entrava em si mesma e produzia alguns textos de qualidade questionável apenas para relaxar.
Em certa ocasião, após uma queda e com uma forte batida na cabeça, perdeu um pouco a lucidez. Naquele dia salgou o café ao tentar adoça-lo. Fez uma frase que eu nunca mais esqueci: “Se é no sábado, todos sabem que é domingo.” Exatamente assim se pronunciou. Uma frase, para mim, símbolo das confusões mentais em que ela poderia estar metida.
Mas o entusiasmo dela ao falar da velha lambreta era algo impressionante. Não parecia ter nenhum “parafuso a menos”.
Na hora de ir embora, vi que chorava e falava que nunca mais veríamos uma lambreta. Que aproveitasse aquele dia.
Indignada, parecia mesmo que estava para cometer o suicídio, pois disse que sairia de todas as formas de convivências sociais. Disse que iria se esconder, que não daria mais notícias. Nunca vi alguém tão indignado por tão pouco.
Fiquei com aquela imagem dela subindo pela estradinha e dizendo: Nunca mais. Aproveitem a última lambretinha. Nunca mais saberão de mim. Nunca mais, nunca mais...
O MEU DESAFIO
Agradeço às pessoas que me atiram pedras, pois com elas construirei um castelo de sabedoria, que usasei para ser feliz e conquistar o sucesso.
