Pedaços de Mim
Pedaços de mim
Romance que arrisco
Todos escrevem sobre o meu amor
Certos que daí lhe virá a fama
Deixaria no mundo a minha pegada
Ou pelo menos terei uma placa na rua
Quero ser incógnita
Sem alarmes
Escrevo so para MIM
Escrevo com alma
Esperava guardar segredo,mas o assunto era delicado
Não escrevo so por escrever,as palavras me escolheram para as transmitir para aqui
Assim serei única,apelativa, surreal,sempre com os meus segredos
Tal e qual como uma lista de restaurante,basta pedir...comer e calar.....
(Adonis silva)02-2019)®
São tantos os pedaços de mim que foram arrancados pelo tempo que quando olho-me no espelho não me reconheço mais.
Nessas minhas andanças pela vida, deixo pedaços de mim por onde passo, mas em contrapartida, trago comigo pedaços, de quem encontro no caminho.
Poesia feita no coração pelos teus beijos
lábios e boca que eu tanto amo
pedaços de mim perdidos nos teus braços
rastros do meu corpo, onde deixaste sinais.
Lágrimas tortas, mortas, escritas na alma
amor ardente, frio, morto de repente,
renascido no cais, mergulhado, reinventado, transformado
sinto o teu cheiro, perfume, aroma no meu corpo gelado.
Beijos selados, marcados, quentes, suaves,
sussurras palavras ao meu ouvido de amor..
és um jardim, uma flor perfumada, sou o teu sangue
a tua metade, somente nos teus braços sou feliz "dizes tu"...!
No silêncio
me escondo.
Falar é ferida,
palavra é exposição,
como arrancar
pedaços de mim.
Os outros pedem voz,
esperam respostas,
mas só encontro
um vazio
que ecoa dentro.
O silêncio pesa,
dói,
mas também abriga.
É sombra
que não me solta,
é tristeza
que não se explica.
E talvez…
nesse mesmo silêncio
onde me perco,
eu acabe
me encontrando.
Há cacos e pedaços de mim espalhados por toda a casa
Fragmentos do que fui
Restos do que sonhei espalhados pelo vazio dos cômodos
Sombras de memórias escurecendo os cantos
Silêncios que fazem ecos ensurdecedores
Paredes impregnadas de medos
Mágoas e desilusões
Portas e janelas trancadas deixam as possibilidades do lado de fora
E aqui dentro
Entre o pranto e o desencanto
Escondo o que sobrou da minha vida
Vida sem vida
Existência perdida pelo tempo
Esquecido e abandonado pelo amor
Sobrevivendo à solidão e rimando felicidade com dor...
Deixei muitos pedaços de mim para trás... Não sobrou o suficiente para compartilhar. O tempo e a dor corroem e fragmentam tudo. Embora o meu amor seja eterno, não é mais intenso o bastante para querer ficar contigo. Você não vale a pena. Aliás, nunca valeu!
PEDAÇOS DE MIM
Que os pedaços de mim, que trago no medo do tempo, não escureçam o meu viver e nem ceguem o que sei. Peço à vida que não me negue à condição de aprender e tampouco deixe morrer a vontade de errar. Que os pedaços de mim possam se unir no mistério da noite, abrigando os gestos, refletidos à luz de cada dia. Que vivam os momentos! Se não aquele, contido em cada palavra trocada no peito abraçado. Que os pedaços de mim busquem cada parte de você, seja entregue no querer ou descobertas em cada desejar. Que todo passo construído oriente, em si, o caminho desse horizonte sem fim e no fim de tudo, possa recomeçar. Que os pedaços de mim, espalhados na terra, floresçam com simplicidade na sabedoria de crescer. Que eu, mesmo desencontrado no alvorecer de minhas causas, deixe por legado, os frutos colhidos, no contexto das palavras forjadas na emoção. Que os pedaços de mim, reunidos no que acredito encontrem na paz de teu abraço, a luz dos meus sonhos. E assim não mais dividido, viver a vida, sem que pedaço algum seja mais de mim ou de você, mas um em cada pedaço de nós...
PEDAÇOS DE MIM
Ao longo da vida eu morri muitas vezes,
matavam-me mesmo talvez sem querer.
Como uma fênix, o meu ser ressurgia das cinzas,
mesmo assim, faltavam pedaços de mim.
Eram insinuações endrôminas que me atingiam,
como gládios, palavras me feriam e fazia sofrer,
alanceado, rios de lágrimas de minha face desciam,
formando lagos de angustias ao escorrer.
Se de um lado, a regurgitação queimava o corpo.
do outro, o fogo da paixão me alimentava o ser.
Benditas as mãos do amor que me retiraram do poço,
acolhendo-me, dando carinho e eu voltei a viver.
Hoje restabelecido por uma grande fonte de amor,
incondicional, esse sentimento me toca.
Assim, insinuações não mais me causam dor,
nem palavras tiram mais pedaços de mim.
Airson Oliveira
Derramei pedaços de mim a noite e outras horas, estrebuchei sentimentos o dia e outras horas, por pequenos minutos lá num fundo qualquer do horizonte via-se a aurora. Naqueles instantes esquecia por eternidades findas as dores, sorria por não sentir o meu corpo morrer por milhares de segundos
Mas tarde lamuriei com quantas forças fui ter, quando elas voltaram sem se importar, com canções de pranto, afinal não as esqueci, o dia me enganou e o horizonte também, elas andaram guardadas algures nas esperanças e agora as vejo na dor exposta, vejo os seres desejosos de dor, vejo-a na multidão gulosa por dor, e eu me sinto nu, num mundo sem vergonha
Ninguém se importa com as minhas ou outras lágrimas, a dor transparece e ninguém finge acalma-la, ainda ansiamos por ela a todo vapor, ninguém finge ao menos fingir, ninguém nota ou vai notar. A minha mãe disse que nasci a sorrir ao invés de chorar, sempre sorri o para o mundo mudar, hoje guardarei como se alguém quisesse roubar
Que mundo, o meu mundo morre todos os dias com a noite, naquela noite morri mais de cem vezes, todos os dias mato cada pedaço de mim e o mundo vai morrendo por vários lugares e eu com ele, nas noites eu e ele morremos mais ainda sem olhares para se compadecer, nem a lua finge se importar. E não sei porque volto a sorrir!
Sorri, tens dentes lindos. Sorri o teu rosto fica lindo... e as baboseiras vão enchendo os ouvidos, cada minuto nutrido por frases feitas para sorrir e para vidas desfeitas, a vida morta a desfalecer por dentro, por dentro só eu a vejo então morro, e quando a noite chega, os minutos correm de pressa para nós ver morrer
Não é a solidão da noite, não existe tal coisa estranha, não é a covardia da noite, não é a compaixão da noite, é a cumplicidade da noite para puder morrer em paz, nos gritos de dores prontos para desligar a eternidade causada por um espaço longo sem se ver, sem se importar e poder ler tudo que o mundo chora para dizer
Sorri... Sorri... porque mesmo nos banhos de lágrimas, ninguém se vai importar. Se chorar vai te acalmar, chora sem olhar ao redor, o mundo fechou os olhos para não amar, porque contigo ninguém quer chorar, ninguém quer se angústiar, vá para longe o mais longe que poder que a noite te ouça e convide para funeral do mundo e mergulhe para o seu interior
Às vezes, os meus versos são pedaços de mim
Que se romperam sem me deixarem só.
Cada verso meu é forjado na coragem
Que sempre penso não ter.
Cada verso é uma porta que abro para a liberdade de me ser.
Se toco almas é porque gosto que toquem a minha.
Vejo pedaços de mim espalhados pelo chão...
As tempestades dos dias atuais não me dão
oportunidade de recolher;
Que saudade da brisa suave que pairava
sobre meus dias;
Nesse momento me perco na neblina de meus pensamentos,
E o silêncio invade o meu ser,
Algo dentro de mim grita;
Implorando para ser ouvido,
buscando a atenção que eu mesma não quiz me dar!
A, os velhos pedaços, os velhos pedaços de mim que outrora levaram formariam um belo quebra-cabeça se fosse de sua importância copiar e unir tais pedaços, e claro, quando unidos a moldura de sua armação, mas você só lembrou de ir embora e levar de mim mais um pedaço como eles o fizeram, preferiu as pinturas sem sentido do mundo e suas molduras sem recortes
