Pedaço
Historia menino poeta
Vejo um singelo menino,
Na calçada de sua casa
Com um pedaço de papel e um toco de lápis.
Parece-me pensativo, a pobre criança.
De repente a criança começa um escrito,
E eu a observo lá de longe:
Parece-me triste, a pobre criança.
Fico me perguntando:
O que faz uma criança escrevendo na calçada?
Percebo no olhar do menino, que ele sofre muito.
Então, outras crianças daquele bairro aproximam-se do garoto,
Que concentrado não percebe o barulho que se aproxima,
As crianças gritando o chamam pra brincar,
E sem olhar pro lado responde que os poemas não podem esperar.
As crianças o deixam lá sentado e vão pra diversão,
Enquanto ele apenas escreve com o máximo de atenção.
Descubro que o menino é um pequeno poeta,
E que sua poesia é apenas seu sofrimento transformado em versos.
Dele me aproximo e me apresento.
Peço a ele que me deixe ler o que está a escrever ali,
E sem o menor pudor me entrega folha.
Fico espantado com o que acabara de ler.
Suplico a ele que me dê a tal folha, para guardar comigo.
E ele me responde que sim e diz: Fiz pra você amigo!
Ele também me observava de longe então um poema me fez.
Só não entendia porque me chamara de amigo se nem mesmo me conhecia.
Mesmo assim, dei-lhe um forte abraço, derramei algumas lagrimas
E fui embora pelo meu caminho com o menino poeta no coração.
Toda escolha sempre gera mais duas...
Não pense que você me conhece.
O que viu foi pequenos pedaços ou fragmentos.
Pois do fundo só existe isso.
Homem de difícil leitura e uma história que é impossível de se contar.
Pessoas como eu lutam com isso ou aprendem a conviver.
Os medos me vem nas duas escolhas seguintes.
Sempre elas as mais difíceis.
Quem disse que se pode ter uma boa noite de sono?
O máximo que se pode fazer é tentar,
Fechar os olhos na esperança que nessa noite o descanso venha ao seu encontro. E quem sabe em sonhos tudo possa se realizar.
Não sei bem se isso vale a pena, nem mesmo se é prudente tentar.
Em cada porto há um pedaço de eternidade
Quem não chora não se arma
Existir é colocar pingos em dáblios
Enterros são plantações de arquivos
A morte não manda e-mail
Os endereços são estercos
A morte é uma desaceleração de partículas
Fui atropelado pela existência
Quem nasce morto não nasce
A terra é o aterro sanitário do espaço, onde estão depositados todos os vermes
Sou estrangeiro em meu próprio corpo
Silêncios cúmplices têm gerador próprio
Colabore com as autoridades: cometa um crime perfeito
Twitter-Poemas
Da Laranja quero um gomo, do limão quero um pedaço do menino(a) mas bonita quero um beijo e um abraço.
Tornou-se um pedaço inteiro de mim. Não saberia viver sem a poesia. Talvez até poderia existir, mas não viver.
O coração é como um pedaço de papel.
Se você não tem certeza do que vai escrever
é melhor escrever a lápis e bem fraco,
pois se acontecer de errar poderá apagar sem deixar marcas,
tal como o coração, se fores deixar pessoas o ocupa-lo
tenha cuidado,
elas podem marca-lo de tal modo que nunca mais
se apagaram as marcas.
E depois quem sofre é você.
Se entregue, isso não vai te faltar pedaço, apenas esse alguém vai dividir pedaços dele com você. Sinta ciúmes, é apenas para cuidar do que é seu de verdade.
Não deixarei o tempo apagar um pedaço de ontem, mesmo que jamais possamos ser... Afinal um lugar no Tempo pertence a Nós!
Deixemos de ser apenas um pedaço de matéria, que lutemos por uma essência que nao se misture com sangue, carne e inflamações...
Não tive a pretensão de me doar quando você se doeu em ir embora. Mas deixastes um pedaço pela calçada ali na frente, um casaco, uma flor, uma foto, um orgulho ferido
PARA COMER NA ESTRADA
Eu sinto ser um pedaço de Deus
E Ele um todo fragmentário,
Me sinto um tanto de semente guardada,
Um pouco de esperança nas chuvadas.
Me vejo como um fio de água escapada,
Um sonho que se esquece, na madrugada,
A vontade insana pela paz, isolada,
E às vazes me sinto assim,
Como se fosse nada.
A gente vive pelas ordens de Deus,
E em se transgredir esses assentos seus,
O mundo muda, a gente passa a ser,
Um tronco solto, uma raiz já morta,
Um fio seco, por onde a água não se entorta.
Um solo infértil, uma beleza feia,
Por diferentes vertentes correm nossas veias,
E não resiste o sangue, o coração se seca,
Porque em tudo Ele, se nos dispõe e tira,
E bota. Aqui foi o bom lugar,
E é ainda de se ficar, mesmo sonhando,
Sonhando e não vendo os rostos,
Comendo e não sentido o gosto,
Amargo da sentença arbítrio
O livre consenso a que chegamos,
Cépticos, sem braços, sem nada,
Sem olhos, sem luz,
Às vezes me sinto um pavio escuro,
Uma lenda antiga que não se passou no mundo.
Deus que continue, a acharmo-nos ignorantes,
Que ele mesmo cuide dos tempos avantes.
Imagine um pedaço de queijo suíço, daqueles bem
cheios de buracos.
Quanto mais queijo, mais buracos.
Cada buraco ocupa o lugar em que haveria queijo.
Assim, quanto mais buracos, menos queijo.
Quanto mais queijos mais buracos, e quanto mais
buracos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.
Cada pedaço do seu corpo
É uma discórdia de loucuras
Sou fã de suas curvas
Sou louco pelo cheiro
O calor que exala de sua pele
Gruda e acorrenta minha calma
Teu suor alimenta minha sede
Meu sustento está se controlando
Mais logo vai explodir, e não deixarei ele morrer
De fome de você
MEU JARDIM
Meu jardim
Meu pedaço do mundo desordenado
Por mais que eu tente domá-lo
Ele foge
E escondido acontece longe de mim
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