Pedaço
corte pedaço de madeira
estarei lá...
olhe de baixo de uma pedra
estarei lá...
quando olhar para o céu
estarei lá...
num mar de sangue
e crueldade seremos crucificados
ao nada navegaremos num solidão,
pura escuridão teus medos numa coroa de espinhos,
pregos nas mãos meros pecados confessados,
num tarde a luz foi meramente um desvio de minha alma,
transferido maldiz sempre em três dias,
jugos da serpente formosa em seu esplendor,
frágil dom da vida esquecida pelo tempo,
afronta de momento se torna a punição...
vingativa solidão amarga virtude,
horizonte purpura dos quais lhe vi pela ultima vez,
sendo aceitação nos valores definidos
poucos hostis verás toda luz,
mais do que imponente o valor lapso perdido
por aqueles que destino tocou por um toque de um anjo...
sendo espaço que paira no desatino,
do qual futuro incerto se torna precioso...
como o amor de uma mulher.
Ás vezes volto a mim mesma e me dou conta de que a vida é como um pedaço de pano, um retalho exposto ao poder do tempo e das coisas externas.
Sabe quando sem querer a gente mancha um tecido com algo que a gente não queria?
...O passado seria mais ou menos isso... a gente não perde o tecido ele continua ali, mas a mancha não sai.
E a gente pode tentar um amontoado de coisas para tentar tirar, mas é como o passado que a gente esquece e fica a história, ele fica pra trás mas continua fazendo parte da gente, ou do que gente foi.
Passado é um fato já determinado, não podemos mudar quantas vezes nos foi dito isso? pois é.... pra lembrar, lamentar, aprender ou se arrepender mas é passado que fica como uma mancha no retalho da vida.
E a vida leva embora
Traz de volta o que foi daqui
Um pedaço que se foi
Que leva embora uma parte de mim
Deixo ir, traz de volta
Sinto saudade, já se foi
O novo chegou, te recebo bem
E a vida entende
Que não compreende
O que não se aparenta
O que a gente sente
Se me dói tanto viver
É porque eu não sei sofrer
Se me custa desapegar
Me ensina a amar
E só amar
Só amar 4x
O passado do futuro
Não está em minhas mãos
E tem tudo que me assusta
Dentro do meu coração
Mas num mundo bonito e bom
A beleza eu vou abraçar
E a perfeição vai me consolar
Se me dói tanto viver
É porque eu não sei sofrer
Se me custa desapegar
Quero confiar
Se me dói tanto viver
É porque eu não sei sofrer
Se me custa desapegar
Me ensina a amar
E só amar
Só amar 4x
E eu sigo de olhos bem abertos
Só pra ter a honra de Te perceber
Nem que seja por instantes
Te perceber
Se você colocar um pedaço de chocolate na mão e fechar ele vai sair entre os dedos, assim são as pessoas. Veja o beija flor, ele é livre mas se você colocar um filtro pra ele na sua casa ele irá lá todos os dias...Assim é o amor é um sentimento livre por isso ele é lindo porque você não precisa fazer nada ele vem até você...
Na gaveta;
Na gaveta tem um sonho
um sonho de papel,
Só um pedaço morto,
Mas ninguém vê,
Só eu e gaveta, as letras tão
lindas e firme, um
sonho de papel...
o amor ficou de lado...
Abro a gaveta lá esta o sonho,
De papel, abro e leio,
Dobro, redobro. O sonho continua lá,
Numa folha qualquer...
ponto
cortei pedaço de mim
fatia de prazer, a parte do amar
cortei o que era sem fim.
bamba, amputada, dolorida
me despedaço pela rua
suicídio com bala de festim.
na despedida, o olhar do erro
da vontade e do medo
o desejo dos beijos de carmim.
me reviro no sofrer
na lembrança do sonho
no trevo desfolhado do jardim.
arranco imagens e me enterro
o tempo não existe
o amor é estopim.
Não existe mais inocência,
o ser humano não passa de um pedaço de carne,
o sentimentos foram rotulados,
a carne consumida apenas pelo prazer,
como algo industrializado soa estranhamente,
pelo que somos? seres racionais...
onde ficou o amor e derradeira essência
do ser pensante se vulgariza tanto que o mundo
em um coletivo perde se a identidade,
os indivíduos transforma seus corpos ou mesmo
o integro do ser, por mais lhe pareça bizarro,
o naturalismo fato de consumo corporal,
ser diferente é uma ironia entre os racionais,
claramente viajamos no tempo no qual
absurdamente essa natureza humana orbita,
sobre as margens da coisificação,
claro me acho louco por pensar certas coisas.
mas em geral é sempre o que acabo vendo.
imagino o futuro dessas pessoas,
e penso que o abando infantil será comum
que infância será algo do passado
lembrado por alguns velhos.
Pedaços
Me corto para que cada pedaço preencha, o que na ausência não consigo demonstrar.
Despida do sentimento, da hipocrisia que os bons costumes criaram.
E o desejo vão, o sentimento cru, me ame nesses pequenos pedaços nús.
Às vezes na minha infância, meu Pai comprava um pedaço de carne seca (carne de sol)com aquela capa de gordura amarelada e assava na brasa. Enquanto minha mãe preparava o arroz e o feijão. Nós comíamos com molho de pimenta, feito com cebolas e tomates e caldo de feijão. Cara! Que saudade eu sinto daqueles dias...
Eu quero, só um pedaço dessa saudade que me deixa pela metade, toda vez que te encontro.
by/erotildes vittoria - (do meu poema - Sem juízo)
No fundo, somos seres solitários... Esperamos um tal pedaço da laranja, um aconchego no meio do turbilhão da vida, um colo nas noites frias ou um sorriso quando tudo parece estranho e confuso.. A busca faz parte desse mistério chamado 'amor', mas a busca cansa. Se permitir é um ato de maturidade e de CORAGEM, acima de tudo
Dia a dia escrevendo palavras nas linhas do tempo. Todas elas se transformaram em milhares de pedaços e um deles é você.
O som da alma...
Guardava um pedaço
de qualquer coisa,
era tudo o que existia
naquele coração,
além da tristeza.
Olhou para o espelho
e gritou como um louco,
depois, silenciou e deixou
que as lágrimas caissem.
Abriu a porta da sala,
caminhou até o jardim
e deitou sobre o gramado
onde a chuva caia forte.
Ficou ali por algum tempo,
depois, levantou,
foi até a varanda
e dançou até o amanhecer
ao som da música
que vinha de sua alma feliz.
by/erotildes vittoria
Máscara...
Hoje,
sou abraço,
pedaço e saudade
que se juntam
e me tornam inteira
para depois,
fragmentar novamente
e me esparramar
entre as folhas
que durante anos,
escrevi em meu velho diário.
Muitas vezes,
pouso, como borboleta,
não sobre a flor,
mas no espelho,
onde vejo a mim mesma
despida de máscaras e fantasias
na espera, de novos dias.
by/erotildes vittoria
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