Pe Fabio de Melo os que te Amam
Aprenda com a natureza
Amar como amam as araras azuis que amam por toda vida em brincadeiras e afetos
sempre juntas
O amor é natural Como a natureza
em simplicidade e beleza
é sempre amor.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar.
Eu deixo escorrer sobre mim águas que já habitaram essa terra
águas que em outro rosto passearam, conheceram outras faces
se embaraçou em um sorriso e se desfez ao chegar no chão, para que logo voltasse a habitar em outra nuvem e vinhesse de novo a cair em outros seres.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
Assim quem sabe posso pensar melhor, posso rever meu dia
possa acerta meus erros, possa me orgulhar nos acertos
possa ter um novo começo.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
Ninguém entende ao passar, não e preciso entender
e preciso sentir e preciso viver.
e quando sinto gotas frias invadirem minha vida, não e de desespero que olho para o céu
e de agradecimento somente assim sei que estou vivo, somente assim sei que ainda a motivos para se sonhar.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
mesmo com pressa, eu não evito de me envolver
e dessa forma ninguém pode ver, quem com simples gotas de chuva
estão as minhas lagrímas. Não que elas sejam preciosas, são só lagrímas
mesmo assim quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
Sinto que vale a pena cada segundo, só em sentir a brisa me levar...
O guerreiro marcha enquanto outros andam.
Está em vigília enquanto outros dormem.
Seu esforço o fará ir além, sua atenção o mantém no caminho.
Não conduz o exército, inspira-o.
Não motiva porque treina para o ataque, mas porque ensina a proteger.
Onde se esperava um líder, ele se faz guia; onde se esperava um guia,
Ele se faz Estrada.
Dizem que, as melhores coisas, aquelas realmente importantes, guardamos para nós. Dizem que, escondemos do resto do mundo, por ser algo tão importante e especial.
UM BRINDE AOS CAÍDOS
(Fábio André Malko)
A vida bate com a cadência
De martelos firmes e rígidos
Dobra a alma e rouba a inocência
E afoga os sonhos dos caídos
Um brinde aos caídos da vida
Que apanham e mantém a coragem
No desespero das almas feridas
Choram mas apreciam a paisagem
Um brinde aos derrotados e perdidos
A todos os que erraram e se perderam
Seus erros não deram troféus polidos
Parece que deles todos se esqueceram
Porque ninguém lembra do derrotado?
Só porque a boa sorte não lhe sorriu?
Mas o poeta não deixa de lado
Essas biografias que a vida comeu
FUTURO
(Fábio André Malko)
Que a eterna mansidão
Do amanhã não vivido
Repouse em nosso coração
A certeza de não ser esquecido
Que as flores que desabrocham na alma
Tragam paz e serenidade pro espírito
Nossas lutas tornem-se mais calmas
E essas flores nos tragam alívio
E se não der certo todos os planos
Que pelo menos possamos dizer
Olhando pra trás, confiantes e sem engano:
“Fiz meu melhor, sem me envolver
Com as traições desse mundo tirano
Foi o melhor que consegui fazer”
Oswaldo Montenegro
Composição: Marcelo Barbosa Barreti / Nil Bernardes / Fábio Caetano
Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça
Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!
História: Dois monges atravessando o Rio da Discórdia
Recontada por Fabio Lisboa
Dois monges se preparavam para atravessar um rio, conhecido como o Rio da Discórdia, antes de subirem uma montanha, chamada de Montanha da Fé.
Um deles era novo e o outro velho.
Ao chegarem às margens do rio, os religiosos ficaram ao lado de uma moça muito bem vestida, que também queria chegar ao outro lado do rio, mas com um detalhe: sem se molhar!
Com um olhar, ela pediu ajuda ao monge mais novo.
Este desviou o olhar e seguiu pelo rio.
A mulher arrumou os cabelos, se abanou com um leque e dirigiu o seu pedido de ajuda com um profundo olhar para o monge mais velho.
Este não teve dúvida: pôs a moça nos ombros e atravessou o rio, carregando-a.
Do outro lado, satisfeita e seca, ela agradeceu o velho e olhou o novo com desdém.
E o novo olhou com indignação e raiva para o velho!
O monge retribui aos dois com um olhar de compaixão e tranquila alegria. Nem é preciso dizer que aquilo irritou ainda mais o mais novo!
Os monges continuaram seu caminho rumo a Montanha da Fé.
O novo carregava um semblante pesado e carrancudo e o velho levava com ele sua expressão de leveza e serenidade.
De acordo com as regras de sua fé, os monges não deveriam tocar as mulheres.
Caminharam por horas, mas o monge mais novo ainda estava perplexo com a atitude do mais velho.
Quando chegaram ao pé da montanha da fé, o jovem não agüentou mais e expressou seus pensamentos em voz alta:
- Você sabe muito bem que os monges não devem tocar as mulheres!
Por que carregou aquela moça pelo rio?
- Naquele momento, julguei que ajudar um outro ser humano, sem julgá-lo , fosse mais importante do que não tocá-lo.
No entanto, eu larguei a jovem há três horas atrás e a deixei às margens do rio.
Por que você continua carregando a moça?
EU FIZ DO MEU JEITO - 01/03/2015
(Fábio André Malko)
Que no fechar das cortinas,
olhando fundo nos olhos
de todos que amamos e
dos poucos que desprezamos.
Que nesse momento finito
de confronto, carregando toda
a arrogância do final do
espetáculo.
Que nesse ínterim final,
num último suspiro de
rebeldia e lucidez.
Possa, pelo menos,
satisfeito e saciado dizer:
"eu fiz do meu jeito".
SONHAR
(Fábio André Malko)
A vida insana de quem escolheu sonhar
Marca fundo n’alma com a brasa da realidade
Não verás compaixão, se pelos sonhos lutar
Mas vá! Extrapole todos os limites da sanidade
Não deixe a mente casta, sem a mácula do sonhar
Pois os medíocres que esse podre ideal almejam
Vivem vidas vazias, ocas, e jamais vão acreditar
Nesse mundo mágico onde sonhos relampejam
Pra que resistir ao sonhar se tão curta é a vida?
Pra que se esconder na casca, sem cutucar a ferida?
E dizer através dos olhos mortos: não senti e nem vivi
Se uma vida de sonhos é mais bela e querida
Pra que viver sem sonhar, vida vazia e sofrida?
Se amanhã mesmo já partimos daqui
FELICIDADE
(Fábio André Malko)
Vai filho, vai pra vida,
sejas feliz.
Feliz? Penso um momento, antes da angústia
do lamento, esperar felicidade nesse mundo
cheio de perigos e de falsidade?
Feliz? Como ser feliz
se no átimo da necessidade,
temos que vender a alma pro diabo
do dinheiro no ganho do pão?
Feliz? Que conceito vazio é esse
que não está nos olhos dos semelhantes e nem na
intimidade dos amantes?
Feliz? Se na noite, antes do dormindo e depois
do acordado no silêncio do quarto, encontramos o eu
contando as insatisfações, no balanço da
vida pensando: Não sou feliz.
Feliz?
Sim, feliz. Só viva a vida como pode,
com seus pequenos momentos de felicidade,
vai encontra-los entre suas angústias e temores.
Pois o que importa, no final, é ser essa a tua vontade.
A vida é uma contabilidade, entre débitos e créditos,
entradas e saídas de felicidade, no final
o saldo só precisa ser positivo.
FIM DO DIA
(Fábio André Malko)
Um eu estraçalhado das batalhas
Se joga no sofá ao fim da tarde
Na TV, os insultos dos canalhas
Um cálice de vinho vai acalmar-te
As lutas do dia foram intensas
E pensar que nesse mundo lá fora
Pessoas viveram amáveis ou violentas
Lutando pelo sustento a toda hora
Só hoje, quantas pessoas nasceram?
E morreram? Talvez injustamente
Quantos pais em vão pereceram
Buscando o pão da prole falante
Esse mundo é mesmo muito ingrato
Cobra em suor e preocupações
O olhos, às vezes, refletem o retrato
De quem ficou seco, sem paixões
O dia encerra-se com nostalgia
Renovando pra amanhã as esperanças
Pois quem delas não sente a magia
Não terá forças nas novas andanças
NOVA SEMANA
(Fábio André Malko)
No limiar da nova semana que se estende faceira,
sorrindo zombeteira e antecipando o regozijo
pelos sonos perdidos, sofrimentos, paixões ardentes
ou verdades descrentes.
Semana nova, irascível, não se surpreende
com a estupidez humana que sofre por
antecipação, por loucuras e devaneios que jamais
existirão. Esse sofrimento é tudo menos belo, pois dá vida e forma
o elo entre o que não existe e nossa condição
onde o sofrimento é real.
Se não fosse essa condição humana de sofrer
por algo que não existe, o irreal
não teria onde se expressar. Não teria como incomodar
nem mesmo pré-ocupar e assim, não existiria de
vez. O não real existe através da pré-ocupação
das mentes que lhes dão vida.
A fatalidade de uma nova semana vem como o crivo
da flecha que disparada, exclama, “sou livre, sou livre”.
Tola insensata, estás com a trajetória marcada pelo
atirador e não lhe compete escolher
se tombará sem vida o inimigo ou se crivarás
seu destino no solo antes estéril e agora
coberto de sangue.
Semana nova que sempre vem é terreno fértil
para cultivar as farsas pessoais, os sofrimentos débeis,
onde a pré-ocupação vem com seu papel
principal, e não como mera coadjuvante na
cena das insatisfações.
Semana nova, vida nova, paixões antigas
e o ser humano mais uma vez sendo o que é:
tudo menos humano.
A VIDA É UMA RODA
(Fábio André Malko)
A vida é uma imensa roda
Onde quem foi ferido jamais esquece
Mas quem feriu nem mesmo recorda
O mal que não se apaga com prece
De repente, faceiro, está por cima
Logo depois, assustado, está por baixo
E vai em frente, seguindo a triste sina
Vivendo os dias e contando os pecados
Mas mesmo assim devemos continuar
Certos somente da fatalidade da vida
Pois amadurecemos ao de frente encarar
Mesmo com nossa alma rasgada, sofrida
Mas um novo amanhã vai surgir
Pois o tempo vai curar a ferida
E ela vai servir para refletir
Sobre a instabilidade da vida
