Pausa
Pausa para decodificar as incoerências deste mundo!
Quando comecei a entender a vida, percebi que ela não era do tamanho dos meus sonhos. Ela é bem maior do que eu poderia imaginar. Então, numa tentativa de acompanhar tal grandeza, resolvi amadurecer antes da hora. Aí, passei a conviver mais com as lágrimas do que com os sorrisos. Vi a luta diária da sobrevivência e a crueldade da ganância. Enxerguei o que os meus olhos doces e infantis jamais suporiam enxergar: homens que matam homens, não se dando conta de que eles também são uns simples (e reles) mortais. Cresci e senti a liberdade distorcida, onde sabotam os direitos das pessoas de ir e vir sem medo. Ouvi a estupidez da mentira e o silêncio da justiça. Presenciei a desordem das relações e os gritos de paz que nunca fizeram jus aos corações; pondo em xeque-mate a vida dos inocentes... Pausa para decodificar as incoerências deste mundo! Saí do casulo materno e entrei no ninho das cobras, revestidos de humanos. Sem volta, tenho que seguir em frente, em busca dos sentidos, na procura do que faz a minha alma acreditar que os povos se unirão, que a confraternização dominará a rivalidade, que a guerra não mais será a pauta do dia. Diante dos fatos tristes e doídos, tento regressar à época de criança, novamente. E o tempo me fala que não será mais possível, porque foram momentos que se apagaram, nas durezas das pedras intransponíveis que encontramos pelos caminhos, no podre amadurecimento das frutas amargas e das flores com espinho.
Uma pausa para pensar
Uma pausa para você pensar...
Reflita a sua vida
a sua caminhada
até o dia de hoje.
Agradeça à Deus
por ter chegado até aqui...
Reflita sobre todos os acontecimentos
ruins que passou,
as lágrimas que chorou,
as coisas que perdeu.
Agradeça a Deus
por ter suportado e sobrevivido.
Pense depois nas suas alegrias,
nos momentos que realmente
sentiu vontade de rir,
que sentiu o coração explodindo.
Agradeça a Deus
por ter lhe proporcionado esses momentos.
Reflita o quanto você precisou
pedir a Deus coisas que ao seus olhos
pareciam impossíveis,
e Ele lhe deu.
Agradeça ao tão bondoso Deus que você tem.
Pense agora na sua mãe
nos abraços que te envolveram,
nos carinhos inesperados,
na segurança das suas mãos.
Agradeça a Deus por lhe dar uma mãe assim.
Deixe seu pensamento viajar,
preste atenção em tudo o que pensa,
se nesse pensamento você consegue
criar alguma coisa,
ou lembrar algo de bom.
Agradeça a Deus por ter cérebro pensante...
Sinta seu corpo,
comece a sentir desde os dedos dos pés
vai subindo a sensibilidade em suas pernas,
coxas, barriga, pescoço
e quando chegar em sua cabeça
olhe-se no espelho.
Agradeça a Deus pela sua perfeição.
Reflita tudo o que puder,
volte ao seu passado e procure lá
perguntas que te atormentavam
e tente responder uma à uma,
sentirá sua alma mais leve.
sentirá a presença de Deus mais próximo,
sentirá que o tempo passou e mesmo
que você tenha sofrido ou se magoado,
está ainda vivendo e ainda suportando tanto.
Deus jamais te desamparará,
jamais deixará de olhar para você!
Confie nesse Deus maravilhoso.
Sinta-o em tudo o que tocar.
Leve a Ele todos os seus problemas.
Durma, e deixe que Deus se encarregue
de acorda-lo na manhã seguinte...
— Você nunca cantou para mim.
Fez-se uma pausa quase imperceptível. Então:
— Ah, você — disse ela. — Você nunca teve medo do escuro.
— Que espécie de criança de 10 anos nunca tem medo do escuro?
Pare de sobreviver, e comece a viver.
Uma pausa para reflexão..., faça uma meditação profunda e se auto-analise.
Nunca de pausa em seus sonhos. Eles gostam de ser vividos, vida sem sonhos é vida morta. Viva para dar vida a eles!
Pausa
Vem e traz o ar de posse
As certezas e a intimidade
Sê a estátua de carne
Neste momento de silêncio
Muda e quieta
Como uma boca pousada
No meu sono
Traz-me de ti
O tudo e o nada
Do abandono
E acampa no trevo
Acre e macio
Deste corpo em festa
Depois, vê o que resta
Da minha fome e do cio
Retoma a tua gesta
Deixa-me vazio
Ali, entre um intervalo e outro, na pausa dos sentimentos, na divisão dos momentos, conseguia identificar fragmentos de amor verdadeiro. Àquele que é a essência íntima de todas as coisas; que resiste a imensidão do tempo; que espanta o medo das incertezas; que nos convoca à generosidade da entrega e faz a vida valer a pena. Esse amor realmente existia!
Filosofia: Pausa e Perplexidade
Gosto de pensar que a Filosofia começa na pausa, no silêncio. Vejo quanta gente na sala de aula, querendo demonstrar o que sabe, e não saboreia a Filosofia nos seus menores detalhes. A pressa de demonstrar conhecimento sufoca o espaço silencioso da reflexão construtiva, que acontece à conta-gotas. A reflexão começa com a perplexidade com a realidade, como diria o filósofo Gerd Bornheim. Não falo de um silêncio estático e torturante, mas de um silêncio inquieto que sobrevive de indagações escondidas. Parece que o homem de hoje, perdeu a capacidade de ficar perplexo, de não se conformar com as coisas que acontecem em sua volta. Parece que perdeu a capacidade de parar e ficar consigo mesmo, sem pressa de chegar. Por isso que uma aula de Filosofia não faz efeito em mim no mesmo dia em que ela foi dada, demora um certo tempo, o tempo que essa aula demora em mim. Sinto seus desdobramentos, suas nuances. Sou formado e ao mesmo tempo inacabado. Como diria Husserl, meu limite é o infinito, minha finalidade é a infinidade. Não vou sozinho, tenho companheiros que junto comigo, desbravam a aventura de ir até o limiar da razão e descobrirem os limites da razão e o que pode ir além dela. Por isso que a minha travessia, feita de pedras, é mais feliz...
"Deus criou todas as coisas e vendo que era perfeito,
deu olhos a alma humana , para que pausasse o tempo
e captasse a magia... E chamou isso de Fotografia."
- Acham que só porque sigo à frente não sei como meu exército se comporta ? - Thiago fez uma pausa. - Vocês são como o sangue no meu corpo. Sinto cada tremor e suspiro, conheço sua dor e sua alegria, e, sim, ouço as suas risadas.
"E quando o coração te disser que não, não acredite. Ele está apenas querendo dar uma pausa à dor que lhe causa a solidão."
O que mais sinto falta nos livros é o passar do tempo.
A pausa entre as vírgulas, e o espaço de acontecimentos que existe entre o ponto final e o próximo parágrafo.
Decidido...
Quando estamos indecisos, talvez seja melhor dar uma pausa e fazer um retiro estratégico antes de marcar um sim ou um não na opção, decidido.
O silêncio, acaba sempre respondendo melhor e dá chance para corrigir o que não estava de acordo em nossos planos.
Não é preciso subir na árvore, podemos encontrar o ninho para chocar nossas decisões, dentro de nós e analizar friamente, cada detalhe, dali mesmo, onde a porta se fecha e a ausência de som, se torna nosso único aliado.
A quietude é um isolamente eficaz para coordenar o que deixamos exilado, relegado a um segundo plano, durante tanto tempo.
by/erotildes vittoria
A garganta arranha, pede água. Os olhos ardem, pedem calma. O corpo sua, pede pausa. O coração pula, aperta, grita, quase que para, pede você.
O Abraço
O abraço é uma pausa no tempo.
É quando dois mundos se encontram e, por um instante, descansam um no outro. Não exige explicação, não pede permissão, apenas acontece — como um porto seguro diante da tempestade.
Há abraços que curam mais do que palavras. Abraços que dizem “estou aqui” sem emitir som algum. Abraços que seguram firme, mesmo quando tudo parece desabar por dentro.
Existem abraços que guardamos na memória por anos, como quem guarda um cobertor em dias de frio. Porque há toques que não se esquecem, há gestos que marcam a alma.
Nem sempre o abraço vem com os braços. Às vezes, ele vem em forma de silêncio, de presença, de um olhar que compreende. Um gesto que diz: “Você importa”.
O abraço é um lugar. Um espaço de pausa, de reencontro, de amparo. É onde a dor encontra descanso e a alegria se amplia. É onde as palavras perdem a pressa e o coração ganha fôlego.
Que nunca nos faltem os abraços verdadeiros — aqueles que não precisam de ocasião, que não esperam permissão, que simplesmente nascem do cuidado.
Porque no fim das contas, todos nós só queremos isso: um pouco de calor, um pouco de paz, um pouco de abraço. D
"Da Janela, o Silêncio"
Por Prof. Cranon
Há algo de profundamente sagrado nas pausas que a vida oferece.
Um instante onde o tempo não corre — apenas respira.
A caneca fumegante repousa, silenciosa, como quem guarda segredos de manhãs que não precisam ser apressadas. O vapor que se eleva desenha no ar uma dança invisível, quase uma prece efêmera, que se desfaz antes mesmo de ser compreendida.
Sobre o caderno, repousa uma caneta. E, mais do que tinta, ela carrega possibilidades. Palavras ainda não ditas, pensamentos por nascer, universos inteiros à espera de um simples gesto de coragem: escrever-se.
Do lado de fora, a vida segue — árvores, vento, luz, sombras e um verde que não se cansa de existir. O mundo não grita lá fora. Ele sussurra. E é justamente nesse sussurro que a alma encontra abrigo.
A janela, aberta, não é só moldura para o olhar. É também convite. Convite para atravessar as paredes invisíveis do hábito, do barulho interno, das urgências que sequestram nossos dias.
Ali, naquele pedaço de madeira aquecido pelo sol, mora um acordo tácito entre o ser e o estar. O ser que contempla. O estar que se permite.
Perceba: não há ruído. Só o som da respiração, do vento que toca as folhas e, talvez, do próprio pensamento sendo reorganizado em silêncio.
O café esfria, o sol se move, o tempo passa — e, paradoxalmente, tudo permanece.
Porque há momentos em que a vida não exige respostas, nem pressa. Só presença.
E talvez isso seja o suficiente:
Uma caneca, um caderno, uma janela aberta...
E a sutil, mas poderosa, decisão de simplesmente... existir.
