Pausa

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Procrastinar às vezes é só o corpo pedindo pausa antes que a mente aceite.

A vida não para e muito menos pausa, precisamos ter atenção na vida. Coisas podem acontecer e você nem perceber.

O Diálogo com o Tempo
O tempo me pediu uma pausa.
Eu disse não.
Ele me sussurrou:
— Por quê?
Eu respondi:
— Já esperei demais.
Então, ele me abraçou com o vento e disse:
— Use o tempo que lhe resta.
E aqui estou, seguindo em frente.
Em ritmo de festa.
Carregando mais amor.
E mais compreensão.
Mas, acima de tudo, valorizando o meu não.✯

“Esperar não é pausa: é a coragem silenciosa de quem planta no escuro acreditando que a própria luz saberá voltar.”

⁠Não há pausa para vida a não ser quando longe da modernidade.

O Abraço

O abraço é uma pausa no tempo.

É quando dois mundos se encontram e, por um instante, descansam um no outro. Não exige explicação, não pede permissão, apenas acontece — como um porto seguro diante da tempestade.

Há abraços que curam mais do que palavras. Abraços que dizem “estou aqui” sem emitir som algum. Abraços que seguram firme, mesmo quando tudo parece desabar por dentro.

Existem abraços que guardamos na memória por anos, como quem guarda um cobertor em dias de frio. Porque há toques que não se esquecem, há gestos que marcam a alma.

Nem sempre o abraço vem com os braços. Às vezes, ele vem em forma de silêncio, de presença, de um olhar que compreende. Um gesto que diz: “Você importa”.

O abraço é um lugar. Um espaço de pausa, de reencontro, de amparo. É onde a dor encontra descanso e a alegria se amplia. É onde as palavras perdem a pressa e o coração ganha fôlego.

Que nunca nos faltem os abraços verdadeiros — aqueles que não precisam de ocasião, que não esperam permissão, que simplesmente nascem do cuidado.

Porque no fim das contas, todos nós só queremos isso: um pouco de calor, um pouco de paz, um pouco de abraço. D

"Aprender é atravessar portais invisíveis: cada passo exige resiliência, cada pausa pede dedicação, e cada revelação convoca ética. O verdadeiro conhecimento não se acumula — ele se integra, transformando o aprendiz em testemunha viva da própria travessia."

Roberto Ikeda

Escrever exige que você revele um pouco de si mesmo, uma pausa, um silêncio e uma profunda entrega às palavras.

Do Vácuo Eterno (Dissolução e Retorno)

“O nada não é ausência, mas pausa do divino.”
“Quem aprende a respirar no vácuo descobre que o silêncio é Deus em repouso.”
“O mago que teme o vazio ainda não encontrou a plenitude.”
“Entre o nada e o tudo repousa a paz que cria o universo.”
“Ser é apenas uma forma transitória de não ser.”
“A eternidade é o instante sem pressa.”

"Estamos tão preocupados com o tempo, com nossos afazeres, que raramente fazemos uma pausa para nos conectarmos conosco mesmos."

Ás vezes a alma não pede respostas, pede descanso, dar-se pausa é escolha de sabedoria, no silêncio a força volta a nascer, descansar é preparar-se para recomeçar.

O silêncio não é vazio, mas a pausa necessária para reorganizar a desordem do universo interior.

Há manhãs em que não desejo o fim, apenas uma pausa na consciência, um repouso de mim mesmo e do barulho da minha mente.

A tristeza vem como uma estação implacável, sem aviso, sem pausa e nos deixa com as mãos frias, tocando lembranças que nunca se foram.

Por Que Ela?


Nos momentos de pausa,
sinto a falta dela.


Quando olho no espelho,
pergunto-me o porquê.
Por que ela acabou
se tornando importante?


Meu peito anseia em saber
se ela está bem.


Preocupar-me com alguém novo
parece um gasto desnecessário de energia.


Pergunto-me novamente:
por que ela?


Com seu olhar desconfiado,
sua postura que muda
de acordo com meu comportamento,
ela vigia cada passo,
enquanto eu analiso o espelho.


Ela se tornou familiar
de alguma forma.


E temo estar lhe atribuindo
mais importância
do que a realidade exige.


Na defensividade,
mantenho-me a observar do alto,
mas, nos meus desejos,
estaria nos braços dela.


Ela, porém, não pode saber.


Seu jeito exótico
tornou-se fonte da minha dopamina.
E eu me pergunto: por quê?


Ela é tão diferente,
mas tão semelhante.


Temo que ela se torne
fonte da minha dor.


Porventura,
mereço eu o sofrimento?

Seja a pausa que a vida tanto necessita.

Não desisti de tudo. Nem deixei para trás meu sonho. Apenas, dei uma pausa para fazer o que era necessário.

Que o entardecer traga a pausa necessária para desacelerar a mente, agradecer pelo caminho percorrido hoje e acolher a noite com o coração em paz.

Uma vírgula é pausa para respirar,
o ponto e vírgula é uma pausa mais forte que a vírgula apenas; os dois-pontos é uma pausa maior que o ponto e vírgula: já o travessão é o silêncio entre o leitor e o texto — respira — respira: raciocina, o silêncio que não é silêncio; nem pro leitor nem pro texto: é o peixe que para de si debater — porque é devolvido à água. A pontuação é cilindro de mergulho para o leitor ir a fundo no texto — o silêncio entre o mergulhador e a água: vende o peixe.


Leonardo Mesquita

​A pausa para a cognição ampliada compreender mistérios se dá quando a equivalência da inércia torna-se um dique contra a ilusão, e a iluminação — ainda instável — é assimilada por uma percepção aguda.
​No horizonte oriundo das profundezas da mente, a metacognição observa atenta o movimento que transcende o próprio pensamento. O calor desperta um terceiro sentido no instante em que avançamos: um olhar para outro pensamento, outro caminho que deságua em outro caminho, contemplando todas as possibilidades e percebendo que todo final é apenas o início de uma nova jornada. Seguimos por realidades paralelas — pois na mente tudo é possível no campo das probabilidades —, contemplando o estado unificado de uma consciência refletida em espelhos multiculturais e dimensionais.
​Dentro da mente, o tempo não existe; é apenas manipulado pela imensidão da metacognição, que observa desde a fração mais sutil da matéria escura até o macromundo e as dimensões espirituais por meio de projeções astrais.
​Instáveis até serem assimiladas, as interfaces neurológicas transmitem feixes de luz com informações processadas pelo córtex pré-frontal. Os neurônios recebem lampejos dessas conexões, enquanto a colonização inteira da realidade é retratada como uma densa ideia moldada no cérebro.
​Como compreender algo que nunca se viu, tocou ou de que jamais se ouviu falar?
​Projeções mentais reconfiguram infinitamente a realidade sobreposta, concertando as informações obtidas anteriormente em dados assimilados, ainda que a lógica racional permaneça instável.
​Na singularidade, testemunhamos o que nem os números conseguem traduzir: a curiosidade converte-se em evidência diante do aparente vazio refletido infinitamente no caos da compreensão relativa humana. O equilíbrio gravitacional, tomado em seu sentido literário, torna-se o próprio testemunho do nosso fascínio coletivo.
​Noções psicológicas básicas aprimoram-se a cada cataclismo vibracional de uma nota no caótico universo das cordas.
​O fascínio guarda uma simplicidade translúcida, até sermos capazes de transcender o próprio pensamento racional — aquele mesmo que nos fez evoluir diante de tantas adversidades no contínuo espaço-tempo.
Por Celso Roberto Nadilo