Partida
SONETO Nº 1 - VINDAS E PARTIDAS
não venha me dizerque a vida é uma só
tu ainda nem aprendeua desatar o nó
em cada laço faz um entrelaço
esqueceu que somos nada além de poeiras no espaço?
desde que aprendi a lançar um dó
percebi que felicidade é dançar até nos dias sem sol
e que em cada caminho se renasce mais um girassol
deixei em cima da mesaas contas da dor
para pagar com mil cartas de amor
e dos beijos fiz azulejos
para construir meu própriolugarejo
pra ser cantor
nem precisei ser compositor
bastou um pouco de calor
neste peito que tanto já se declamou
pros dias que faltar fé
por puro proveito pus mais cor
neste imenso andor
para pagar promessas a são tomé
e se soubesseque cada abraço teu
fizera ali meu terraço
construiria meu próprio palácio
pros dias que faltar afeto
recolher-me em teu espaço
mas feito a vida
amor é pura vinda e partida
feito torta natalícia
fruta mordida
não se pode levar tudo
só um pedaço
segura-me pelo braço
ame sem cansaço
E você insiste em por a mão na minha ferida, parece que não se cansa de me machucar! De me destroçar com seu veneno. Que orgulho terá em me ver partindo?
Canto nas minhas dessintonias as melodias que o silêncio pode criar.
Danço nas minhas dessincronias as coreografias que o sonho pode inventar.
Sou intenso, dos desgostos aos prazeres, do simples às demasias.
Vivo o silêncio da realidade e o estrondo nas minhas fantasias.
Sou culto e sou vulgar, cada personalidade na sua merecida hora.
Onde não me cabe, parto! Sem despedidas vou-me embora!
Estou com o coração partido por deixar tantos que amo, mas é isso que torna tudo tão especial: saber que amei, e que fui amada e, por isso mesmo, é que me dói tanto a partida e a despedida.
Porque deixo um pedaço de mim, mas também levo um pedaço de todos vocês, aqui comigo, para sempre.
A vida é um jogo que só acaba quando morremos, tirando isso, sempre estamos recomeçando uma nova partida...
Nada mais estranho e incompreendido
que controlar o próprio destino
acertar o relógio em seu pulso
ao ritmo de seu tempo
trazer a si o definitivo crepúsculo
saber pensar o último pensamento
dar o tão temido passo
ter controle sobre o minuto exato
olhar, ouvir, cheirar, tocar a tudo
ter ciência que cada qual é seu respectivo último
aquele que sereno escolheu a hora
não teme o que há atrás da porta
um insignificante passo para a humanidade
o maior dos passos para um homem
toda importância reduz-se à leviandade
quando se olhar do outro lado da ponte
a única coisa certa
é que a certeza estará a espera
onde a dúvida não resta
e a metafísica nua se revela
o amanhecer infinito de um céu
a revelar toda verdade por trás do véu
não há dia mais feliz que o último
para aquele que da árvore colheu o fruto
triste é se agarrar até do corpo ser expulso
ou ser vítima das intempéries do mundo
os mais sábios jogadores
sabem quando se levantar da mesa
desacorrentados tornam-se senhores
sem temor em atravessar a fronteira
tem em mãos teu próprio controle remoto
e fazem sua hora no desligar-se do jogo
enquanto todos dormem, eu acordo
transformando em fato o sabido agouro
deixo-os em vossa platônica caverna
neste reino de ilusão sensorial
tenho meu próprio universo a espera
onde sou o absoluto bem e mal
saio da Matrix para entrar na vida
saio deste sonho de informações coletivas
para uma realidade paradisíaca
onde a verdade é aquela que se imagina
onde toda mente é divina.
Toda mulher deveria saber que recuar pode ser questão de sobrevivência. É necessário ter sensibilidade para perceber a hora de partir.
Amor em suas formas.
Há pessoas que cruzam nossas vidas, deixando marcas eternas,
Independente do que ocorreu, o amor perdura pelas jornas.
É válido amar alguém que já não está em nossa história,
Pois o amor transcende o tempo, é uma eterna memória.
Histórias foram vividas, passagens marcaram presença,
Mas isso não impede de seguir em frente com recompensa.
Amar quem já se foi não diminui o amor por quem está,
Pois o amor é perene, em formas diversas há de perdurar.
Assim, segue a vida, acolhendo outras almas maravilhosas,
Pois o amor não é efêmero, em suas múltiplas formas preciosas.
Amando com intensidade, sem limites ou restrições,
O amor é eterno, multiplicando-se em múltiplas direções.
No peito a dor, na mente a dúvida de está ou não fazendo o certo, talvez seja egoísmo pensar só em mim, mais se todos os que eu amo os fazem porque só parece tão errado quando se trata de mim, aí não poderia imaginar os meus dias sem a minha pequena, e se não conseguir aguentar a saudades de tudo aqui, do mar que me afugenta em dias sóbrios, como poderia eu suportar, já é tão difícil não ter alguém pra me cuidar, mas pelo menos tenho o teu sorrisos pequena isla que faz o meu dia mas suportáveis, e se eu for para longe o que eu teria afinal, talvez muitas possibilidades, mas também poderia não ter nada além do meu normal aqui quando vc já nem existia.
Se a gente soubesse que não haveria um amanhã, hoje tentaria ser feliz o máximo que pudesse para que na partida as últimas lembranças fossem alegres.
O olhar cheio de lágrimas não nota quando partimos, apenas a memória relembra com saudade de quem amamos de Verdade.
Na prateleira daqueles poucos, mas ainda sim alguns anos, não tardou em se planejar. O único erro foi não ter partido.
Não mais verá o manacá em flor, plantado no jardim, perto do quarto, envolvendo em perfume nossa alegria de carinhos fartos. Também o ipê florido não verás, porque antecedeste a primavera... Ora, saudade, para mim, é um doce-amargo-enlevo, o que vale dizer que até o fim dos meus dias estarei alternando, o doce enlevo da lembrança, com pitada amarga de saudade. Suave é a pena...
Entre as sombras do adeus, o coração é um poço de melancolia,
Onde ecoam ecos de um amor que partiu, mas ainda se aninha.
No teatro da vida, a cortina caiu sobre o palco do afeto,
E a dor da separação se insinua como um frio inverno repleto.
Oh, homem de coração trespassado, teu peito é um relicário,
Guardando lembranças de um passado que se desfaz no calendário.
A mulher que partiu deixou rastros de saudade e desespero,
E o que resta são memórias que ardem, como brasas no fogueiro.
Ainda paira no ar o perfume da pele que um dia foi tua,
Mas agora, na solidão, a cama é um deserto que insinua
Que o calor humano se dissipou, deixando apenas o frio,
E o eco dos risos passados ressoa como um lamento sombrio.
As lágrimas, silenciosas testemunhas da tua dor,
Deslizam pela face, buscando alívio para a alma que chora.
A cada suspiro, ecoa a melodia triste da desilusão,
Enquanto o coração insiste em bater ao ritmo da solidão.
Mesmo assim, o amor persiste, como uma chama teimosa,
Que se recusa a extinguir-se, apesar da tempestade furiosa.
A mulher ainda vive nos recantos da tua mente,
Como uma sombra que te acompanha, constante e insistente.
Na escuridão da noite, o vazio se torna mais profundo,
E o eco do silêncio é a trilha sonora desse mundo.
Mas, oh homem que ainda ama e sofre na escuridão,
Lembre-se, o amanhã pode trazer consigo a luz da redenção.
Que o tempo cure as feridas e console tua alma aflita,
E que o amor renasça das cinzas, como a fênix bendita.
Pois, mesmo na dor da separação, há a promessa de um novo dia,
Onde o coração poderá encontrar a cura e a alegria.
Na separação, o amor se transforma em memórias que aquecem o coração, enquanto o ódio se torna o frio silêncio que preenche o vazio deixado pela partida.
“Eu aprendi a resolver as coisas indo embora, e isso sempre funcionou para mim, ficar talvez poderia funcionar, mas nem sempre dependeu só de mim.”
- Você faz juz ao seu nome, uma Bárbara mulher! -
E então me deixando sem graça e sem argumentos depois de sua fala, enfim se foi.
