Parada
A lua de ontem
Ontem fui visitar a lua...
Desci na parada mais próxima do céu
após seguir por um caminho de densas nuvens.
Depois caminhei até a esquina das estrelas douradas
onde se encontram as constelações de Órion e Centurion.
Meus olhos cansados de procurar no vazio do espaço
pousou em Marte.
Mas não havia lua lá, não havia nada lá.
Nem vida, nem água, nada!
Havia só poeira cósmica perfazendo a imensidão do espaço sideral
Não havia lua lá.
Não havia quase nada lá!
Só eu estava lá, só eu estive por lá ontem
estive em busca de uma lua inédita
mas só encontrei um vazio imenso
daqueles de rasgar de tristeza qualquer coração.
Por isso fechei os olhos
Por isso puxei a cortina
Por isso não abro a janela do meu quarto desde então.
Essa parada de conhecer gente nova é realmente sensacional! Cara, como é legal fazer amigos, aprender coisas novas, trocar experiências, conseguir enxergar o que tem de melhor nos seres humanos. Nós vivemos em um planeta com 7 bilhões de pessoas, onde todos são diferentes uns dos outros, isso é maravilhoso, é mágico! O mundo é um espelho, aquilo que você dá, você também recebe. Dê o que existe de melhor em você para o mundo e com certeza ele te retribuirá na mesma moeda.
Coração na mão, frases presas na boca e um sentimento que inunda tudo.
Eu estou muda, parada diante do espelho, tendo a imagem do teu rosto refletida na minha alma. Sinto sede, sinto fome, da sua presença.
O Estado desperdiça uma grande mão-de-obra parada - os detentos, e contribui para o insucesso de sua ressocialização.
Não sabe pedir a parada de maneira correta!
Ai as vezes queremos tanto uma relação que sabemos que não dará certo que quando acontece é um verdadeiro desastre... Se liga ai: As vezes não conseguir o que se quer tanto é ganhar na mega acumulada. Terminá-lo então, é uma dádiva!
Às vezes escrevo com métrica,
Outras, não me prendo nem ao português.
Às vezes estou parada, outras, elétrica.
Às vezes mal sou eu, outras, sou três
O tempo prostrado
a inação
está parada
no céu são
nuvens em silêncio, calada
lutuosa trova uma canção
numa voz desafinada
é o tempo prostrado, catão
os olhos do pensamento
fixos na imensidão
sem qualquer argumento
sem ocupação
seria a perfeição
este estado
da alma em infusão
do corpo amuado
submerso em meditação
ou será o pecado
da solidão...
Luciano Spagnol
Se liga, comigo a parada é diferente.
Se tu tá feliz eu tô contente.
Mesmo sendo esse cara resistente.
Fica calmo, você achou uma mina experiente.
Sei que meu nome não sai mais da sua mente.
Se provar meu beijo vai querer virar repetente.
Eu não sou uma mina desistente.
Se tu tá feliz eu tô contente.
Se tu vier comigo, só vai andar pra frente.
Beijou, apaixonou, é tudo de repente.
Porque não assume logo e se rende?
Quem sabe a gente se prende.
Pois quando estamos juntos, a gente se entende.
Talvez eu até me emende, vire uma mulher um pouco mais paciente.
Se tu tá feliz eu tô contente.
O TEMPO
relógio sem hora marcada
divide nossa amargura
substantivo sem parada
reparte emoção em fagulha
soma nossa experi~encia
uma melodia inacabada
a esperança da ciência
reduz o corpo em nada
imortaliza a poesia
diminui nossa expectativa
multiplica nossa alegria
um barco sem deriva...
mel - ((*_*))
O avião me leva nas alturas. Sinto que estou em uma aeronave parada no espaço. Não vejo o piloto, mas não tenho medo, porque a sensação é que ele está nos carregando no colo e nos protegendo como um anjo da guarda.
Legado de Maria
Mas, voltando a parada do chuveiro elétrico: No inverno se você coloca no MORNO, Não esquenta o suficiente (Você vai morrer de frio).
Se colocar no QUENTE, precisa ir regulando a quantidade de água com muito jeito (deveriam dar um curso só para ensinar isso). Quando em fim consegue colocar na temperatura desejada, você tem exatos 3 minutos antes que ele torre. Rs rs rs...
A parada do chuveiro elétrico é assim: No verão você não liga... No inverno você liga e ele queima...
Com destino certo, esperando o ônibus na parada
Me flagro sem rumo.
Não sei o que quero
Não sei se fiz o certo
Não sei se almejo
Seguir no ritmo desenfreado
Da sociedade insana.
Tão perdida quanto a mulher
Que caminha atrapalhada no asfalto gelado,
Beirando a morte.
- E quem não beira?
Caminha como pode. Bêbada.
Vestindo seu pijama e chinelos
Em pleno inverno.
Eu mal respiro, devido a gripe
A mulher ri, sem aparentes motivos.
A persigo com o olhar
Até onde a neblina permite.
Ela sobe o morro
Eu subo no ônibus.
...
Peço um café
Temendo o frio e a chuva.
Um senhor sentado na mesa ao lado
Escreve em um bloco velho.
Me olha e sorri.
Escrevo atrás de um currículo
Que deveria ter entregado.
Mas lembro apenas de estar perdida,
Como de costume.
Caminhos existem vários.
Ainda que não almejo ter tudo,
Sonho muito alto.
O senhor da mesa ao lado soa sabedoria
Arrisco uma conversa tímida,
Peço um conselho sobre a vida.
Volto desapontada e sorrindo.
Lhe perguntei se havia alcançado
O tão aclamado sucesso.
Ele fixou o olhar no chapéu na cadeira
E me respondeu, como pôde:
- Sucesso é relativo, jovem garota.
Sinto minhas mãos, escrevo no meu bloco
Estou vivo! E é claro, paguei pelo meu café.
Considero-me bem sucedido, por hoje.
Amanhã, se acordar, farei isso outra vez
Embora sei que estou beirando a morte
- lembro da mulher no asfalto
Não que isso importe. O meu sucesso eu alcancei.
