Para uma Pobre e Coitada
O palhaço poeta
Pobre palhaço cheio de graça
Anunciando o espetáculo no meio da praça
Faz palhaçada
Leva o povo ao riso
Jogando palavras
Por puro improviso
É metáfora, metonímia e ironia
Seu pequeno espetáculo composto de eufemismo
Mas o palhaço se entristece por ver tanta alegria
Por lembrar que no fim da noite escreverá mais uma poesia
Rasgará sua alma e colocará no papel
Toda dor que esconde atrás dum sorriso.
Eu não ligo se você é feio ou bonito, se é rico ou pobre,
se é gordo ou magro, se é velho ou novo,
se é crente ou ateu, se é branco ou colorido.
Se me tratar bem, eu vou te tratar bem.
Se sorrir pra mim eu vou sorrir pra você.
E no mais vou tentar continuar sempre sendo eu,
não importa como você seja.
Esse é o principio da cordialidade:
trazer a luz do coração para outro coração...
Já fui mais romântico
Mas ainda pratico a gentileza
Já fui mais humilde
Mas ainda admiro a pobreza
Já fui mais autêntico
Mas nunca escondo a certeza
Já fui mais alegre
Mas não dou espaço pra tristeza
Já fui mais forte
Mas não permito a fraqueza
Já fui mais bonito
Mas a idade nos dá outra beleza
A família é uma instituição sagrada, seja ela pobre ou farta de recursos materiais; todas merecem a atenção de Deus, se verdadeiramente trilhamos os caminhos da verdade, com temor ao Senhor e guardando as suas palavras.
Pobre de mim
Invento rimas assim pra você
E o outro vem em cima
E você nem pra me escutar
Pois acabou, não vou rimar coisa nenhuma.
Onde andará, minha pobre alma sem ti...
Perdida no vazio da solidão,
Procurando uma porta, num beco sem saída...
Apertando o meu pobre coração..
Quero te ver,
Quero olhar nos teus olhos...
Quero sentir teu peito,
Quero sentir teu cheiro,
Quero eu preciso do teu abraço...
Eu preciso ouvir você dizer...
Quero você.
Procurávamos um ao outro, sem saber que
andávamos próximos de nos encontrar!
Cala-te
Cala-te óh vento
Tira-me deste pesadelo
Que deixas-te nesta pobre alma
Entregue ao seu cruel destino poético
Amarfanhadas palavras no ventre amado
Magoa que destrói todos os gemidos de amor
Lírios brancos de dor no silêncio em cúpulas de ti
As vestes negras de seda soltam-se do corpo sofrido
Noites repletas do teu odor
Numa taça de sons compreendidos de amor
Cala-te óh vento que eu não quero
Ouvir os gemidos da tua dor em mim.!
"Meu"
Meu pobre coração..
Enriquece ao te ver..
Meu triste coração..
Fica alegre ao te receber..
Meu frio coração..
Aquece em te ver..
Meu coração viverá..
Se um dia te merecer..
A MAÇÃ
Se esse amor ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor, vai se gastar...
Se eu te amo e tu me amas, um amor a dois profana
O amor de todos os mortais...
Porque quem gosta de maçã irá gostar de todas
Porque todas são iguais...
Se eu te amo e tu me amas e outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar?
Infinita tua beleza, como podes ficar presa
Que nem santa num altar...
Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais...
Amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar...
O que é que eu quero se eu te privo do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar...
Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais...
Amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade
Sofro, mas eu vou te libertar...
O que é que eu quero se eu te privo do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar...
(Raul Seixas)
Valores.
Essa é a vida pacata
deste pobre brasileiro
de onde a seca maltrata
assola o sertão inteiro
no nordeste a fome mata
e os políticos na mamata
gastando nosso dinheiro.
