Palco
Meu palco...
O meu palco é onde eu piso sem medo de cair, ali, sou artista, diretor, coreógrafo, sou eu, em frente a um espelho onde nada passa despercebido.
by/erotildes vittoria
E quando o menino sobe no palco, se transforma em tudo aquilo que queremos ser: o homem, o divertido, o filho, o pai, o amante, o que promove lágrimas e sorrisos. E nas coxias descobrimos que por trás de tudo aquilo, atras da cena, nas coxias, há um poeta da arte de entreter e interpretar (Coxias - Victor Bhering Drummond)
Em um palco chamado vida, palhaço que sou criei um universo onde tudo era perfeito. Ate acreditei que podia ser verdade, os verdadeiros amigos surgia em minha vida nas horas que eu mais precisava, se alguém te dissesse, te amo você podia acreditar. Que mundo fantástico esse meu. Tu estavas tão linda tomei-te em meus braços e fomos dançar foi quando alguém tocou em meu ombro e disse-me assim: você sabe que horas são? E hora de acordar.
Já resisti tanto impacto, apreciei flores
em cactos, já subi em palco, sem medo,
sem plateia ou sem aplauso...
Enxergava-se um fim, do nada, apagaram-se as luzes que iluminavam alma, ser e palco. Acabaram todos os ensaios, as quedas bruscas e recomeços doídos. Era o fim, não que eu possa dizer muito, eu estava meio embriagada de solidão, mas não negava outra dose de tortura por ser deixada para trás, virava de vez, como se fosse água, e foi aí, que as luzes findaram. As pessoas se foram, e eu sobrei, sentada ali comigo mesma, pensando o que havia feito pra tamanha confusão, bem, não sei, mas era inegável que todo o espetáculo havia perdido cor e sentido. E toda aquela roupa vermelha que gritava paixão e vibrava o sangue, tornou-se cinza como um dia nublado em pleno verão. E eu? Ah, bom, eu não soube reagir aquilo tudo, fui surpreendida pelo adeus, justo quando precisava que todos ficassem, e me olhassem, sentissem, observassem, me lessem, e ah! Chega! Eu o aceito, mas não estou preparada pra o fim do show, essa é a hora, que pego a solidão pelo braço e digo como se não estivesse me machucando, "topa essa música?" E danço rodopiando pra lá e pra cá, aos poucos vou ficando tonta, tudo vai girando, e eu vou caindo delicadamente até o show acabar. Eu danço com a minha dor e aceito a culpa em minhas costas, pois a plateia não paga pelos sentimentos, paga pelo espetáculo. Já era tempo, mas eu sempre odiei os fins.
Tem quem confunde a vida com um palco de teatro. Esquece quanto tempo dura o carnaval, já que usa máscaras o ano todo. Ignora a existência dos próprios defeitos e vive embriagado das mentiras proferidas pela cegueira do ego.
Nestes versos tão simples quero trazer-te a minha solidão,
É o meu pensar como um palco,
onde a melancolia estreia, e a tristeza é a principal atração.
Quero afirmar, que a tristeza não é tão desgostosa, como alguns pensão.
Muitas vezes ela te atrai, para uma realidade, que poucos tem noção.
As vezes a alegria nos cega, e nos ilude com efêmeros momentos de satisfação.
Mas, ecfrenia entre em meu viver mostrando-me aquilo que os contentes não podem ver,
sei que as vezes necessário és sofrimento, para a minha felicidade mais tempo venha ter.
nesta escola tão exigente Aprenderei contigo ó tristeza, mas não será para sempre.
porém a alegria não será efêmera, será perpétua, será doce e saborosa para meu ventre.
Vivam a vida sem precisar de palco, pois os holofotes um dia iram acabar, mais suas experiências vividas não!
Onde se encontra a lua?
Escondida se aprontando
por de trás da cortina
Enquanto no palco
Dança a chuva.
