Palavra Sábia

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Quando o daddy
sabe o quê quer,
e a baby também,
Os dois juntos
podem ir além.

É aterrorizante olhar para trás
E não saber onde ficou
É aterrorizante olhar para o lado
E não saber quem o acompanha
É aterrorizante olhar para frente
E não saber o que o espera.⁠

A sabedoria do tempo


Certa vez a fim de tirar a paz de um sábio durante uma comemoração entre amigos, já um tanto embriagado uma pessoa o desafiou:
_Posso expor seu passado aos convidados? Acha que depois de feito isso, preservará sua imagem de sábio?
O sábio, sereno respondeu:
_ Diga o que supõe sobre o meu passado, foi ele quem me tornou quem hoje sou, o presente ainda irá me moldar através das escolhas que fiz ontem e faço hoje. Ao terminar de expor meu passado, analisaremos juntos o que conheço do seu presente e veremos o que podemos aprender um com o outro. Pois eu não vivo mais no meu passado, embora respeite profundamente a sabedoria que trago de lá e sei que essa sabedoria pode ser novidade útil para você. Já em relação à minha imagem, só é relevante a que conheço de mim mesmo.

Onde estou?
Onde estarei?
Olhe para ti antes!


Sem saber se vou
Se ficarei
Sem determinar qualquer instante


Um ponto
Uma redenção
Um instante
Uma recriação


Um conto
Sem noção
Variante
Confusão entre criação e destruição

Todas as observações são pontos
Que ninguém saberá onde chegar


Contados da forma que cada ser
Quiser que possam o enxergar


Você escolhe?
Você observa?
Ou aceita o que está escrito?


Desde que digam que é sagrado
Que é bonito
O que você reserva?


Essência, conveniência...
Fé, experiência ou ciência?
Qual é o seu sistema de crença?

⁠Sem fazer ideia de que
sou loucura de capturar
o ar e que de mim não
saberá mais regressar.

Plácida é a armadilha
do destino para deixar
os dois de joelhos,
virei ocupação perene:
de todos os teus desejos.

Sem notar o meu alto
grau de atenção,
sorrateiro e seduzindo
vens o tempo inteiro.

Desde o dia em que
você decidiu aparecer
no meu caminho,
Sem colocar poesia em tudo:
nada mais tem feito sentido.

⁠O desamparo fértil
das circunstâncias
da vida fala o tempo
todo nos ouvidos,
Eu quero saber quando
chega a liberdade
dos presos políticos.

Ah! A região sórdida
do inconsciente
que não deixa
a razão descansar
para encontrar
a saída para
se reconciliar
com toda a gente.

Este travesseiro
parece um mar
e a mente um
barco a balançar
lembrando
que o General
está preso injustamente,
uma tropa, paisanos
e um velho tupamaro
em trágica situação igualmente.

Tudo isso é de rasgar
a minh'alma abertamente
que aleatoriamente
segue como a poetisa
destes invisíveis incansavelmente

Confesso abertamente que,
não tenho nenhuma pena deles, porque cada um está escrevendo
com honra clara um capítulo
para mudar o curso da História
e devolver para a Venezuela a glória.

Os heróis jamais serão
dignos da minha pena,
Cada herói merece mesmo
é mais de um poema,
Assim como o Esequibo
merece aparecer em todos
os mapas que estão em equívoco.

Tenho pena mesmo
é dos covardes que insistem
em se abrigar na soberba
se distanciando de viver
a vida com paz, dignidade
e em reconciliação com a verdade.

Poema para a Mamãe

⁠Rainha da minha vida
Ouro dos meus dias
Sabedoria que me ampara
Amor profundo e toda a poesia
Não existe outra igual
Anjo da Guarda em tempo integral.

Ninguém mais sabe como
E para onde foi Lorent Saleh,
Ninguém mais ouviu sequer
Falar em devido processo legal,
Ninguém mais sabe de nada
E nem dos direitos do General.

Ninguém sequer mais sonha,
Ninguém sequer está dormindo,
Ninguém sequer mais se fala,
Ninguém está sequer cantando,
Ninguém está se alimentando,
Ninguém está mais sorrindo.

Ninguém sabe que a vergonha
Tem mais de um endereço certo,
E que vai além do Helicóide;
Envio esse poema como o céu
Envia para a Terra um OVNI
Para quem os maltrata à toa.

Ninguém resolve mais nada,
Ninguém mais sabe da tropa,
Ninguém possui mais fé,
Ninguém procura mais a saída,
Ninguém está contente com tudo,
Ninguém imagina uma alternativa.

De ninguém para ninguém
É assim que também me sinto,
Porque ninguém está me ouvindo;
Que ninguém se sinta ofendido,
Pois é assim que um povo se sente
Quando não tem mais governo,
E nenhum apoio: NINGUÉM.

SABOR MARESIA


Verso 1
Decorei teu cheiro sem saber por quê,
como quem encontra o mar sem perceber.
Entre tantos perfumes, tantos por aí,
foi no teu que alguma coisa falou de mim.


Tem sal na tua pele, tem doce no olhar,
tem qualquer mistério que me faz voltar.
E quando a noite encobre o que eu não sei dizer,
meu coração inventa um jeito de te reconhecer.


Pré-refrão
E se alguém perguntar
que perfume é esse no ar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
certas coisas não se podem explicar.


Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.


É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.


Verso 2
Já procurei teu cheiro em noites de verão,
nas ondas, na chuva, no vento do sertão.
Mas o mar não soube me dizer onde encontrar
essa fragrância que só teu corpo sabe guardar.


Talvez não exista frasco, talvez não haja flor,
talvez seja somente uma invenção do amor.
Ou quem sabe seja o mar, em segredo, a confessar
que aprendeu teu nome antes de eu te encontrar.


Pré-refrão
E se alguém perguntar
por que eu volto a procurar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
há perfumes que nasceram pra ficar.


Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.


É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.


Ponte — quase sussurrada
E naquela noite estrelada,
quando a lua beijou o mar,
eu não procurei mais nada...
só queria ali ficar.


Porque teu cheiro tinha qualquer coisa
que o mundo não conseguiu explicar.
Era mar, era noite, era mistério...
era você sem precisar falar.


Último refrão
É Sabor Maresia,
meu segredo em forma de melodia.
Se o vento perguntar por você,
eu digo que foi o mar que me ensinou a te reconhecer.


É Sabor Maresia,
doce lembrança que o tempo não levaria.
E se um dia eu esquecer teu olhar,
basta o vento soprar...
que eu vou saber onde te encontrar.


Final
Sabor Maresia...
tão único, tão você.
Talvez o mar tenha inventado o perfume
só pra eu nunca esquecer.

Onde a Alma Encontra Morada


Sabe aquela sensação de finalmente pertencer,
de encontrar em alguém um lugar para viver?
Acho que encontrei, sem sequer procurar,
no calor dos teus braços, meu jeito de repousar.


Nas palavras proferidas com verdade e coração,
nas conversas malucas, profundas, sem direção,
no riso que se perde, na loucura compartilhada,
e na paz que encontro quando estou ao teu lado.


É sentir-me ouvida sem precisar explicar,
ser vista nos silêncios, sem precisar implorar.
É ter nos teus olhos um abrigo para ser,
sem máscaras, sem medos, sem medo de me esconder.


É não precisar cobrir aquilo que sou,
nem esconder as partes que a vida machucou.
É deixar que me vejas inteira, sem disfarce,
e ainda assim sentir que teu olhar não se desfaz.


É poder ser profunda, confusa e imperfeita,
sem temer que alguma parte de mim seja rejeitada.
É ser admirada sem precisar merecer,
como se bastasse simplesmente existir e ser.


Talvez pertencimento seja essa estranha sensação:
duas almas que se encontram sem pedir explicação.
Não é prender, nem possuir, nem querer controlar,
é sentir que, ao lado de alguém, podemos descansar.


E talvez seja isso que eu encontro em teu olhar:
um lugar onde minha alma não precisa se explicar.
Porque quando estou contigo, em silêncio ou em poesia,
parece que finalmente encontrei minha moradia.

Dolce Peccato!


Sabe aquela pessoa
que a gente só encontra nos livros,
que aparece nos filmes
e que, por alguns segundos,
faz a gente acreditar
que certas pessoas simplesmente não existem?


Pois bem...


você existe.


E talvez seja justamente isso
que mais me desconcerta.


Porque não é sobre perfeição.
Eu não acredito em perfeição.
Também não acho que você tenha vindo
de outro planeta,
embora, às vezes,
seja difícil acreditar
que alguém como você
possa caminhar pelo mesmo mundo que eu.


É sobre ser incomum.


Sobre ter alguma coisa
que eu ainda não sei explicar,
mas que meus olhos reconhecem
antes mesmo que meu coração consiga entender.


Você é sem igual.


E, sabe...
eu acredito que você é o meu número,
meu tipo,
aquela combinação improvável
que a vida parece esconder
até o dia em que, de repente,
coloca diante dos nossos olhos.


E então a gente olha
e pensa:


“Era você?”


Ah, Dolce Peccato...


Você é aquele tipo de mulher
que muitos desejam.


Mas talvez desejem errado.


Porque alguns vão olhar para o teu corpo
e parar exatamente ali.


Eu não.


Eu quero saber da tua alma.


Quero conhecer teus silêncios,
entender teus medos,
descobrir aquilo que você esconde
quando sorri para o mundo
e finge que está tudo bem.


Quero saber o que te faz rir
até esquecer da hora,
o que te faz perder o sono,
quais sonhos você guarda
e nunca contou para ninguém.


Porque o teu corpo pode chamar atenção,
mas é a tua essência
que me prende.


E talvez seja isso
que me assuste.


Porque desejar alguém
é fácil.


Difícil é sentir vontade
de conhecer cada parte invisível
que existe dentro dela.


E eu sinto.


Sinto vontade de ficar
quando o mundo inteiro
talvez queira apenas passar.


Sinto vontade de te proteger
não porque você seja frágil,
mas porque até as pessoas fortes
merecem, às vezes,
ter alguém ao lado
quando o mundo pesa demais.


Se eu pudesse te proteger do mundo inteiro,
eu me colocaria em sua frente.


Seria o teu escudo humano.


Não para impedir o mundo de chegar até você,
mas para lembrar que,
se algum dia ele tentar te derrubar,
você não precisará enfrentar tudo sozinha.


Porque eu estaria ali.


E talvez você nem saiba
o quanto isso significa para mim.


Talvez você nunca perceba
que, em meio a tantas pessoas
que poderiam simplesmente passar pela minha vida,
você fez morada
sem sequer pedir licença.


E é estranho...


Porque eu não sei exatamente
quando aconteceu.


Só sei que, em algum momento,
você deixou de ser
apenas alguém que eu admirava


e se tornou
aquela pessoa que eu procuro
mesmo quando não estou procurando ninguém.


Dolce Peccato...


talvez você seja mesmo um pecado.


Mas não daqueles que a gente se arrepende.


Você é o tipo de pecado
que a gente guarda em segredo,
protege entre os pensamentos,
sorri quando lembra
e, no fundo,
agradece por ter cometido.


Porque existem pessoas
que a gente conhece.


Existem pessoas
que a gente deseja.


E existem aquelas raríssimas
que a gente sente.


Você...


eu sinto.

TALVEZ SEJA VOCÊ


Deveria ser proibido um beijo que sabe se encaixar,
um olhar que demora demais antes de se desviar.
Um sorriso de canto, quase sem intenção,
e uma vontade perigosa de seguir aquela direção.


Perigoso é o beijo perdido no canto do lábio,
tão pequeno no gesto, tão imenso no cenário.
Um carinho tão íntimo, tão fácil de reconhecer,
que parece antigo mesmo antes de acontecer.


E então seu nariz encontrou o meu,
num segundo tão breve que o mundo desapareceu.
Foi um gesto tão simples, quase sem perceber,
mas fez meu coração desacelerar e o tempo esquecer.


Lá fora, a vida continuava a acontecer,
mas, perto de você, eu só queria permanecer.
Como se o mundo pudesse esperar lá fora,
enquanto alguma coisa em nós pedia demora.


Não sei se você sentiu o mesmo arrepio,
se também percebeu o silêncio ficando macio.
Não sei se o seu coração quis perguntar
por que certos encontros parecem feitos para ficar.


Talvez seja coincidência… talvez seja imaginação,
talvez sejam apenas duas pessoas confundindo o coração.
Mas, se foi só acaso, me diga então:
por que até o silêncio entre nós parece ter intenção?


E talvez o mais perigoso nem tenha sido o beijo,
mas aquilo que ficou depois, escondido no desejo.
Porque há coisas que a boca não consegue confessar,
mas que um simples olhar insiste em revelar.


Talvez você também tenha guardado aquele instante,
aquele pequeno segundo, tão breve e tão marcante.
Talvez tenha sentido o que eu senti,
ou talvez eu esteja inventando aquilo que não vi.


Mas se não significou nada, por que ainda está presente?
Por que aquela lembrança retorna tão silenciosamente?
Por que um momento tão pequeno, quase sem razão,
continua fazendo morada dentro do meu coração?


E talvez seja isso que me assuste em você:
não o que já aconteceu, mas o que pode acontecer.
Porque existem pessoas que chegam sem avisar
e, quando percebemos, já mudaram o nosso jeito de olhar.


Não sei se você é destino, acaso ou travessia,
se veio para ficar ou ser apenas poesia.
Só sei que, entre tantos caminhos que eu poderia escolher,
há alguma coisa em você que me faz querer permanecer.


Talvez você não seja perfeita — e talvez nem precise ser.
Talvez seja justamente o seu jeito que me faça querer te conhecer.
Talvez não exista resposta, promessa ou explicação,
apenas essa estranha certeza escondida na contramão.


E se existir, em algum lugar, uma pessoa certa para mim,
talvez ela não chegue com certezas, nem anuncie o fim.
Talvez venha assim: num olhar demorado, num sorriso qualquer,
num carinho inesperado que faz o coração dizer o que a boca não quer.


Então não me responda agora.
Deixe o mistério permanecer onde está.
Porque algumas perguntas ficam mais bonitas
quando ninguém tem coragem de respondê-las.


Só me diga uma coisa, antes de partir:


quando nossos olhos se encontraram daquele jeito,
você também sentiu o mundo diminuir por um instante?
Ou foi apenas o meu coração, em segredo,
que encontrou em você um lugar onde talvez pudesse descansar?


Porque, no fim, talvez o perigo nunca tenha sido gostar…


talvez o verdadeiro perigo
seja descobrir que, entre todas as pessoas que eu poderia encontrar,
talvez tenha sido você
a pessoa que eu estava procurando sem saber.

Siga o flow da vida. Nem sempre você precisa saber o próximo passo; às vezes, basta estar aberta para caminhar.

Melhor construir o próprio saber com aquilo que funciona para mim do que seguir o método alheio.

Não me ofende que tua opinião política seja contrária à minha. Se tens respeito, tens minha estima. Pois, se há algo de que estou plenamente convicto, é que a cortesia não pertence à esquerda nem à direita; ela é própria dos homens civilizados.

A sabedoria é um fardo; quanto mais compreendemos a vida, mais conscientes nos tornamos da morte.

A Coragem de Amar

Amar, nos dias de hoje, exige coragem.
Porque amar é abrir a porta sabendo que alguém poderá conhecer nossos cômodos mais escondidos. É entregar o coração sem contrato, sem garantia, sem saber exatamente o que o amanhã fará de nós.
E eu tive essa coragem.
Amei profundamente. Entreguei corpo e alma.
Criei raízes nesse amor até já não saber onde terminavam as minhas e começavam as nossas.
São trinta e tantos anos dividindo a vida.
Houve dias de sol e dias difíceis. Houve risos, silêncios, abraços e certamente momentos em que permanecer exigiu mais força do que partir. Mas talvez esteja justamente aí uma das verdades do amor: ele não é feito somente daquilo que é bonito. É feito também da temperança que aprendemos quando duas vidas atravessam juntas as imperfeições do tempo.
Amar alguém por tantos anos não significa viver uma história perfeita.
Significa olhar para tudo o que passou e perceber: ainda estamos aqui.
Por isso digo sem vergonha e sem medo:
eu sou corajoso.
Porque me entreguei.
Porque criei raízes.
Porque permiti que alguém conhecesse profundamente quem eu sou.
E, depois de tantos anos, continuo acreditando que amar vale o risco.
Talvez essa seja uma das maiores coragens que um ser humano pode ter:
saber que o amor nos deixa vulneráveis e, mesmo assim, escolher amar.

“Sabedoria é uma dádiva para quem vê o mundo com os olhos do coração e da gratidão.”

“Há quem confunda impunidade com destino. Faz o mal tantas vezes que esquece: a vida também sabe cobrar aquilo que ninguém teve coragem de cobrar.”