Paixão e Desejo
E seremos eu e tu. Dois corpos diferentes, de almas entrelaçadas. Amor ardente.
E seremos eu e tu. Juntos.
Eu escorreguei minhas mãos pela sua coxa respeitando o limite da moral e do medo enquanto acariciava sua pele.
E pedia que o tempo não acabasse com aquele dia tão esperado.
Sim, esperado, desejado, treinado!
Tantas vezes treinei sonhar esse momento enquanto deitava minha cabeça sobre o travesseiro e tantas outras quando fechava meus olhos em comunhão com o meu corpo.
Sentia culpa de te ter em meus desejos, mas sempre sucumbia.
Nada novo. Me acostumei com que não poderia ter.
Olhei seus olhos e meu coração disparou, pois eu sabia que ali tinha algo malicioso, também cauteloso, mas oportuno.
Será? Será que depois de tanto tempo?
Respirei fundo e continuei a falar de um assunto qualquer, mas o meu pensamento só conseguia viajar pelos cachos de seus cabelos, um desenho perfeito com o contorno de seu rosto angelical, sua voz envolvente e sua boca que eu deseja mais que tudo naquele momento.
Foram poucos minutos de conversa aleatórias e interesses secundários, mas que pareceram horas e horas até que nenhum dos dois aguentaram mais o desejo reprimido.
As bocas se encontraram, as mãos não sabiam a direção, respiração ofegante, razão a escanteio e peças de roupas jogadas a esmo.
Meu Deus!
Imagine estar perdido no deserto por dias sob um calor infernal e depois de tanto caminhar e suplicar, encontra finalmente um bica d’água. Você bebe, bebe, bebe e a sede não sacia. E você quer mais, pois tem medo daquela fonte secar e ser ali a sua última oportunidade. Eu bebi, me encharquei com o suor dos nossos desejos, dos nossos quereres. Estava feito!
Já li muitos poetas falarem de paixão de carnaval, mas a eles eu gostaria de gritar que vivi um amor de carnaval. Uma noite apenas que terminou na quarta feira de cinzas, mas era um amor porque estava por anos encubado, oculto, mal julgado.
Esse amor, assim como o carnaval, passou, mas deixou marcas de felicidade tão profundas que cabe o ano inteiro lá.
O que fazer...
Quando ela quer te rabiscar na própria pele?
Quando o corpo dela sente sede do teu gosto?
Quando o toque dela suspira pela tua geografia?
Quando a boca dela quer silencia a tua?
O que fazer quando ela te procura nas entrelinhas?
Tenho por mim, que algumas situações são necessárias de acontecerem na nossa vida, como perdas, frustrações, recomeços (quantos forem necessários) e encontros “mágicos” (ainda que seja só para você), que nos fazem entender tantas coisas, amadurecer dez anos numa semana. Eu, por vez, encontrei um anjo, quando mais precisei de atenção, carinho, apoio. Quando a minha vida esvaziou-se de todo sentido que tinha até então, mostrou-me de forma meiga e gentil, sem pedir nada em troca, a buscar dentro de mim e em Deus, as respostas que eu precisava para seguir em frente. Sim, anjos existem, o meu, tinha realmente cabelos encaracolados e o sorriso mais lindo que já pude ver. Um brilho e uma coerência fascinante. O meu anjo fascinou-me até com as suas dores, pois apesar de não pedir a minha ajuda, sozinha descobri o quanto sangrava o seu interior e fiquei verdadeiramente angustiada em não me permitir ajudá-lo. Pois, desejei tanto e ardentemente ser seu ombro, o seu colo, ser o seu presente de Deus para a vida(até cheguei a pedir isso ao Pai), ser aquela que lhe proporcionaria tanta alegria e entrega, revivendo a sua alma e a sua fé no amor. Mesmo não tendo a mínima chance para isso, guardei com todo cuidado, todo esse sentimento que em mim ele despertou. Então contentei-me com tudo que recebi, que não foi pouca coisa e segui em frente, mais determinada a lutar por tudo que realmente importa. Hoje, um dia após um momento em que tinha achado que tinha desistido do amor, caí finalmente em mim e descobri o real sentido desse nobre sentimento. Abrirei mão de mim e de todos os meus desejos, para simplesmente sentir, muitas outras dores que não sejam as minhas. Desejo ardentemente abrir mão do meu ego e repensar a vida. Crescer na minha humanidade. Sem dúvidas, encontros mágicos acontecem, ainda que sejam unilaterais.E o que lhe desejo, anjo, sem dúvidas, é que tenhas a sua vida restaurada pelo Pai e incontáveis alegrias, dada por Ele. Não sabes, mas vou amá-lo por toda vida! Obrigada por tudo e sejas feliz, meu lindo.
Você tem causado uma tormenta em minha cabeça e também uma calmaria suave, está presente nos meus profundos desejos, um evento inédito na minha vida
Será que você entendeu aquela parte que estou me apaixonando por você?
Pode parecer loucura, mas no coração a gente não manda, é melhor ter uma certeza do que uma dúvida em cima do muro
Não importa o que os outros vão dizer, só sei que meu coração está se ligando a você
LIBERDADE, COISA DO AMOR
Se não se tem o coração do amante,
mutila -se o seu corpo no leito;
Torna-se algoz do outro,
na fragilidade do corpo
e morosidade de espírito;
Torna-se opressor de quem não tem força
para defender-se e fazer valer
só o que deseja a alma.
Se acreditares que do amor se tira forças...
Que nele está escondido os segredos para a felicidade?
Então, deixe livre a quem juras amar;
Ofereça a liberdade como prova de amor,
Como elos - somente a esperança.
No amor a conquista ou a reconquista
é o que dar o jeito;
A conquista do coração, da alma.
A liberdade de se deixar decidir
vale mais que qualquer algema.
6 - A ESPERANÇA DO AMOR
Na dor aparente incurável da perda de um grande amor,
Por pouco, por meias palavras...
A esperança da reconquista é alimentada;
Quer apostar-se ser momentânea a partida do amado,
ainda, que seja na verdade o fim do romance,
nisso não se acredita...
Celebra-se cada segundo...
Em devaneio se crer, que cada dia
está mais perto do amado o regresso;
Não se consegue contar os dias que passam;
Apenas, se tenta descansar e se acalmar.
Suporta - se a morosidade do tempo;
Que pela ansiedade se eterniza;
Na pressa que tem o coração
e pela insanidade da paixão,
parece que os dias param e as horas não passam.
No amor o que se faz por um dia...
Celebra-se por mil anos;
Um segundo como um tempo suficiente
para se fazer coisas, coisas felizes;
Que perdurarão para a eternidade.
O EXERCÍCIO DO AMOR
Só no exercício do amor
Conseguirei humanizar-me;
Racionalizo sem frescura que tenho a dor;
Que tenho o sangue da mesma cor.
O amor traz discernimento do óbvio:
Que não importa quem sou;
É certo que sofro as perdas,
e que vivo os prêmios.
Se tenho mais, se tenho o menos...
Que diferença faz?
O fim é o mesmo!
Que no meu esforço de ser mais,
o meu esforço de ser melhor:
É irracionalidade julgar-me superior...
E igualar-me a um deus, ainda que nos pormenores.
Descubro ser insana essa busca:
Tornar-me melhor?
Pois, somente amando...
tornar- me- ei no maior humano.
Pois, humano é o que sou;
No amor sofro e suporto;
Perdoou e espero...
No amor me porto bem, estou sempre aquém;
Não se vale o que vem, mas o que se é;
Viro-me do que tenho, que seja pouco, muito...
E do que me é conveniente;
Pois, a validade de tudo não está nas coisas;
e sim, está na gente;
Ainda que insanamente se ache superior,
Apenas se é diferente...
o desejado
A aspiração, o querer a vontade,
pele branca quase transparente
é leve, talvez, ainda não pude toca-lo.
os sulcos
há os sulcos de sua pele branca, quase transparente
adoramos e idealizamos o desejo.
e o que dizer do desejado ?
Seria o cheiro que acalma e o abraço que conforta
o típico desejo daqueles que parece fulgaz
mas tem a capacidade de ser bem eficiente quando falado
quando fala, sim quando fala !
há algo que arrepia,
som de voz rouca, agradavel, gostosa.
são 3 da manha e esse é o motivo
é silenciosa e tão gritante ao mesmo tempo.
Os sulcos da pele
Os pelos, sinto levantar
isso é arrepiar.
esse típico desejado tem a capacidade de fazer,
com que haja desejo no tal desejado.
Sempre escondido do pai dela
Na sala ou no banheiro
No banheiro ou na sala
Quando beijo aquela boca
E olho nos olhos dela
Não consigo pensar em mais nada.
Teimo intentar
Temo não lograr
Tento deslembrar
Tantos desejos quiméricos
Teclo o fascínio
Telefonei e você atendeu
Telúrico querer
Ter ou não ter?
Trafeguei em alto mar
Toquei seu corpo
Tatuei vosmecê
Tardei em dizer
— Tabuleiro do amor
Todo o teu gosto
Tende a ser
Tempestivamente meu .
Tenciono sobre os lábios
Turvos motivos
Tensões apaixonadas
Tentando convencer
— Telemetria à flor da pele
Ter ou não ter?
Tua boca na minha
Telenovela das seis .
Teatro feito de iguarias
Taças de feitiços
Travadas em você
Taquicardia jovem
Tendência a fazer
Templos de segredos
Tempos de mistérios
Ter ou ter você?
Quando queremos muito alguma coisa isto de fato se torna real, mesmo que a nível subconsciente e imaterial.
Somos capazes de sentir o cheiro, a presença,o sabor da felicidade, e sem perceber nos apegamos a esta falsa realidade.
Nos tornamos protetores e prisioneiros das histórias que criamos,
e com isso perdemos, dias, meses e anos.
Mas em algum momento a magia se esvai,e quando isso acontece
deixamos tudo pra trás.
Você quando me visitar, não visita minha casa mas meu coração, se um dia você me roubou, acho que foi meu sono pois é em você que penso todas as vezes quando acordo, você não é adrenalina mais tem a capacidade acelera meu coração e de me enche de saudades mesmo eu tendo lhe visto a poucos instantes.
É um misto de emoções que me consomem por inteiro.
Nesse oceano de sentimentos, me afogo, não tem jeito.
A cada maré, algo de ti me domina, com total efeito.
Maré vem, amor. Se vai, ódio.
Maré vai, desprezo. Vem, desejo.
O todo me confunde, mar é rio.
Já não sorrio.
Rio profundo, que me inunda de saudade, solidão.
Rio se torna um ofurô, onde me banho no fervor da sua paixão.
Companhia minha, em sua ausência, se tornou a solidão.
O meu sonho, mesmo sem erro, é o frescor do seu perdão.
Sinto o toque frio do vento, infelizmente, não é sua mão.
E novamente, por inteiro, me consome, a emoção.
Emoção é o amor, amor é perdão.
Perdão é desejo e desejo é paixão.
Paixão de um só, infelizmente, é solidão.
Talvez eu nem queira esse espaço a sós, esse vago.
E entenda que alguns desejos e almejos,
estão fortes em meu peito.
Tiram-me o sono, me aprisionam, entristecem...
Talvez eu nunca entenda essa dor, da falta,
quando se tem tanto a dar.
E eu me perca mais e mais no tédio de estar só,
sem querer estar.
Talvez eu nem queira ser preenchida,
e sim, toque, abraço, olhar...
Tenho a falta de um luar, de amar,
de um simples enroscar de mãos...
Talvez eu nem queira algo sério, só a seriedade de estar
Em você li a frase: É PROIBIDO AMAR-ME!
Mas como? Se te li nas entrelinhas, do avesso e direito.
Senti um aroma da mistura de doçura e amargura.
Inebriante, viciante, você é!
Sem ao menos falar-te já te lia, sentia, percebia, te vivia.
Antes do primeiro oi, sinceramente,
já te tinha em pensamentos…
Mesmo proibindo-me de amar-te, já te buscava e queria! Não há quem ordene ou dome um apaixonado coração.
O meu é completamente fiel,inclusive, ao que deseja.
É PROIBIDO AMAR-ME!
Como se fosse possível conter, o encantamento da alma.
A expansão do nosso corpo e da nossa alma só acontece no reencontro desta liberdade em nós de promover o humanismo e a alegria de viver em amor, por amor.
A alegria nasce no amor, logo o silêncio é também ele amor.
Ana.
Como falta que se faz no peito,
Te espero,
Abstinência,
Em minha boca permanece o gosto do seu beijo,
A consistência da sua pele macia de menina,
E aquele cheiro delicioso do seu óleo de banho,
Corpo nú enrolado na toalha,
Meu coração palpita,
Exita,
Pupila dilata,
Vício meu,
Sem rebordose,
Exata dose,
Amor,
Entre suas coxas me encontro,
Acerto o ponto,
Prazer,
Em te conhecer,
Ana,
Não me engana,
Faço-te minha mulher,
No cair da noite,
Até o amanhecer,
E como é lindo o amanhecer da tua janela,
Envoltas no teu edredom,
Seu sorriso ilumina e aquece como o sol,
De dentro pra fora,
O calor do seu corpo,
Meu corpo,
Os seus cabelos que insistem em repousar sobre em meu rosto,
Até o adormecer.
