Paixão Amor
Sem você na minha vida
Sou como um barquinho a deriva
Buscando um destino
Você, o amor da minha vida
Indo para lá e vindo pra cá
Na esperança de um dia te encontrar
Para poder dizer que te amo
E logo depois de te beijar
►Amor, voltei
Amor, enfim aconteceu
Conheci seus pais, acho que gostaram de mim
Que bom que, assim como eu, você está feliz
Não vou mais me esgueirar ao seu encontro
Não vou mais temer à incerteza do quando
Do por enquanto, do engano, dos planos em prantos
Agora posso tocar sua campainha, ou bater em seu portão
Depois de tanto, tanto tempo
Agora estou visível, existo, e aprecio seu sacrifício
Sei que não queria que eu os conhecesse
Que eu me afastasse, permanecesse longe deles
Para o meu próprio bem, quem sabe? Evitar desprazeres
Mas, você mesmo viu, ocorreu tudo bem, fui aceito? Não sei
Às vezes espero que me aceitem, talvez um sinal verde
Mas, enquanto não o recebo, brinco com as outras cores
E, ao passar dos próximos meses, estarei mais firme, sem medo
Pronto para lutar por você, como sempre, por jeitos e meios
E, mesmo não sendo perfeito, apenas meigo, me deito
Sentindo a inspiração retornar ao meu peito, o doce aconchego
Escrevo, então, esta carta esfarrapada, sem destino
Usando-a mais como auxílio, um ponto de início e fuga,
Do exílio que eu me colocara, completamente em silêncio
Um alívio para a amargura que eu sentia, e que sugava minha alegria
Pois então, Amor, estou retornando, perdoe-me a falta de jogo de cintura
A vida se torna muito curta quando estou longe de quem amo, por isso me apressei
Conheci seus pais, agora te namoro, depois, nos casaremos
Um passo de cada vez, mas, um voto logo já faço
Estarei sempre com você, ao seu lado, apaixonado.
[...] Amor, aah o amor. Essa coisinha que sentimos quando estamos atraído por alguém. Uma pequena coisa fragmentada, não polida, porém bem frágil. Agora me diz! Como vais entender como amar alguém se nunca foi amado (a) verdadeiramente?
Plantei uma flor no jardim do meu coração cresceu e desabrochou um grande amor com o tempo trouxe-me varias sementes que germinou grandes presentes.
►Retiro Em Puro Amor
Confesso, amor, que deixei de escrever com afinco
Não significa que não possuo mais motivo, ainda me inspiro
Mas, agora que estou passando cada vez mais tempo contigo,
Escrever se tornou quase um capricho, que tão pouco invisto
Não como antes, claro, mas deixo a caneta descansar um pouco
Várias já fizeram as malas para o asilo, nunca ao exílio
Esta que agora me auxilia, coitadinha, está cansadinha
Resistindo bravamente, mas, já está abatida, quase sem tinta
Porém, ainda consegue talhar mais algumas rimas.
-
Andorinha, mais um ano que se vai
Um ano de provações, desolações sem iguais
Mas, como em um mundo despedaçado,
Te encontrei em meio aos escombros, enfim estou realizado
Tantos abraços, choro, lágrimas e rostos molhados
Mas, resistimos, e agora espero a hora do nosso querido encontro
Ah, que vontade de gritar seu nome junto a "eu te amo"
Seria uma vitória, conquista de um pobre ser humano.
-
Poucas são as páginas que escrevo, pouquíssimas folhas
O caderno já está recheado de falhas e outras
Dedicatórias, romances, depressões e coisas bobas, poucas
Não sei como retribuí-la, andorinha, o bem que trouxe a minha vida
Aceito sugestões, ideias, milhões se preferir
Quero apenas te sentir, vê-la feliz, longe ou perto de mim
Sempre quis, sempre, desde o princípio, ao fim
Espero que um dia compreenda o bem que faz estando aqui
A escuridão que se vai, quando sorri almejando apenas carinhos e beijinhos.
Meu amor
Para saber o que é o amor
não há palavras corretas
nem definições concretas
só descrição do meu sentir
Para mim, amor...
é quando me vejo em meio
a imensidadede seus olhos castanhos
quando me desmancho por completo
em razãoao seu sorriso
quando encontro em seu abraço, abrigo
e em meu peito, gratidão
Diria que amor é poesia
que amor é cantoria
que amor é escrever
versos, e memórias
pois nessa minha história...
o meu amor, é você
A SÚPLICA
Inspiração, há um tempo, um certo dia
Ideei amor, que eu ainda não houvera
Ideado, uma paixão que fosse sincera
Na poética, tal a uma emotiva poesia
E eu aqui na tocaia do que não viria
Poetando de primavera a primavera
Crédulo, insistia na furiosa fantasia
Onde meu sonho vive à sua espera
Ó má sorte, porque toda essa sofrência
Na alma que só deseja ter a inocência
Dum amor? E não mandas dos perversos
Sentimentos. Que cava a meta da vida
Numa dor da prosa atroz e desmedida.
Então, suplico por graça, fazendo versos!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07/01/2021, 12”01” – Triângulo Mineiro
Uma declaração
O que eu sinto por você.
Não é uma paixão qualquer.
Levei um tempo para te dizer.
Que estou apaixonada por você.
O amor como o universo.
E nós como estrelas no céu.
As constelações formam pares.
Que se iluminam como um fogaréu.
O amor não é tão simples como eu pensava.
É uma dádiva concedida a alguns.
Quem sabe usá-la é feliz.
São sensos simples e comuns.
E depois dessa declaração.
Eu espero que me entenda.
Depois de ler os versos que te fiz.
Talvez me queiras tu como eu te quis.
ODE AOS APAIXONADOS
a paixão é tudo aquilo que você desejou e não aconteceu
é o sonho interrompido
a conquista que não cedeu
o beijo não ocorrido
tudo que nasceu e não sobreviveu
é feito droga nociva que satisfaz um momento
é o medo
a adrenalinaem pequenos fragmentos
é o prazer pela dor
todos os sete pecados com uma pitada de sofrimento
a versão da história que gostaria de contar
a palavra não dita numa discussão
a pergunta sem resposta
o que sempre quis dizer
o não que quis dizer sim
o que faltou acontecer
o que sequer deixou ser
é o clímax
é o suspense
é o mistério
aquilo que não se sabe
aquilo que não se abre
é a criança perdida numa loja de brinquedos
egoísta feito um segredo
é o sorvete que derramou
o gol que não marcou
é tudo que não houve
é tudo que não coube
é o que deixou subentendido
o que deixou sua essência
e por não ter havido ponto final
se fará para sempre reticências
[...]quimera que o amor produz: envolvimento, sensação, caução e, quatro paredes a meia luz...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
ENREDO
Sê bendito, amor, que o fado me deste
nesta poética de ventura e de tal valor
dá-me as armas que com afeto se veste
um sempre fiel, tal um devoto, amador
de ser o seu amado eleito, que apreste
as sensações de um romântico trovador
a ladear o vital e a amizade que avieste
quando queira e ao total inteiro dispor
a poesia que a paixão de símbolo servia
o olhar meu e seu que um dia se notou
num sentido que o sentimento incitou...
Pois nestes tempos bons, de companhia
emoção, ser, fantasia, jamais se esquece
amor. Cá no meu enredo é valia e prece
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 27/2021, 08’32” – Araguari, MG
Todos os dias as sujeiras das paixões deixa no ar um odor absurdo de câmara de gás.
É desumano voltar ileso para a realidade depois que se experimenta o amor.
Ame ou Serás Deixado
Se tu não deres amor a quem ama-te, alguém vai dar. A pessoa que ama não esperará para sempre, pois ela também gosta de sentir-se amada.
