Paixão
Meus lábios tocando nos seus, minha vida parece fácil. É isso que a paixão faz da gente: meros aprendizes sem amanhãs.
ESPERANDO
Ainda te quero
Com a mesma força da paixão
Avassaladora de um temporal
E com a brandura do carinho
De uma brisa no litoral
Ainda sonho
Com as quimeras vividas
Na ilusão da perfeição
Do encontro de nós dois
Num instante de magia
Ainda espero
A maré trazer nas ondas
De seu eterno ir e vir
O amor que se dispersou
À deriva na correnteza
Ainda escrevo
Todo dia para você
Mesmo sabendo que não lê
Mas com a certeza de saber
Que é só por você que continuo a escrever
Ainda espalho
Palavras pelo ar
Na esperança que o vento as soprem
De encontro aos seus ouvidos
Para que por mais um só instante
Você volte a me amar
Ainda...
(Nane-04/05/2015)
DOCE PAIXÃO.
Jamais poderia pensar,
Que uma conversa inocente,
Pudesse se transformar,
Numa paixão tão ardente.
Latente dentro do peito,
Embora um pouco sem jeito,
Mexe com o coração da gente.
Tão rápido e tão de repente.
É uma paixão que devora,
É uma paixão que consome,
Paixão que ri e chora,
Dentro do coração de um homem.
É um amor proibido,
Gostoso e bem atrevido.
Parece ate um castigo,
Que me deixa em desabrigo.
Mexe ainda mais comigo,
Por mais que eu tente esquecer,
Transformou em inimigo,
Não quer mais me obedecer,
Diga-me coração, tudo isso é paixão?
Ou estou apenas sonhando,
Um sonho belo e profano,
Fruto duma grande ilusão.
Ninguém ousa dizer "não"
Que um dia em sua vida,
Mesmo em sonho ou pensamento,
Quebrara o seu juramento.
E teve uma grande paixão.
Paixão ardente e bandida,
Gostosa, forte atrevida,
Que balançou o coração.
Não diga que em sua vida,
Não teve sonho ou paixão,
Não viveu a ilusão
De uma paixão proibida.
Quebrou o seu juramento
Extrapolando a razão,
Viveu o grande momento,
Da louca e doce Paixão!
Márcio Souza.
Não quero mais um apaixonado,
Não quero mais alguém enamorado,
A vida não é como um dado,
E eu não sou este tipo de jogadora!
"Entender um sentimento num é complicado, difícil mesmo é ter um cardápio variado de paixão, pra alimentar o tal sentimento, um coração não vive só de ilusão... "
O conhecimento e a caminhada a solidão é um beco, a paixão uma rua
a avenida a referencia a chegada o amor.
O sofrimento a pedra a solidão a terra, o desespero o pó a poeira a carência a paixão a terra a água o amor.
Mal imaginavam eles que a minha verdadeira paixão é a minha própria existência, é esta sede insaciável por tudo o que há em mim de criativo, de sonho, de vida.
JOGOS DE AGOSTO!
Eu sempre fui apaixonado por cartas de baralho,
Até o vento me levar um Valete de Paus que eu tinha na mão,
Para os outros era só mais uma carta no meio de muitos outras,
Mais pra mim valia mais que uma Dama de Ouro ou até mesmo Mais que um Ais de copas na ultima partida de Biriba.
Disseram pra mim uma vez que jogar cartas é viciante,
Tantas coisas são viciantes, porque só o meu baralho faz mal e é ruim.
Cada um joga de um jeito tem mais quando se joga de dupla o fim do jogo é sempre mais gostoso.
Eu era viciado nesse Valete,
Ha como era bom tê-lo nas mãos!
Até que apostei tudo e fiquei sem nada.
Eu jogava contra o tempo e o vento ao mesmo tempo.
Me dei mal era mês de Agosto,
Todo mundo odeia agosto!
E eu odeio ainda mais que antes.
E quando venta forte eu penso que meu calendário ta voltando os dias.
Tenho calafrios.
Hoje não jogo mais. Eu leio livros
" E assim estou preso a solidão, sendo condenado pela paixão, se eu não me libertar dessa vida de carcere apaixonado, vou vagar por esse mundo como mais louko alucinado....
Quanto imploras essas poesias, irá calada nas grinaldas, donzela apaixonada me provocas em levar-me em seu luto...
Sou vagueado nesse desamor das horas em me definhar, defina uma paixão, sofrimento por único se fez companheiro das noites solitárias, jurou se apaixonar, juntos, sós a só em estar...
Começo falando sobre paixões perdidas.
Não paixões findas, mas aquelas que apenas
dissipam-se feito chuvas de verão.
Começo falando sobre as dezenas de linhas mal traçadas,
escritas sobre papéis surrados,
guardanapos engordurados e caderninhos ordinários.
Aquelas que um dia foram tão ávidas a serem ditas e,
de tão contidas, tornaram-se malditas.
Confissões secretas que outrora eram veneno
e que agora viraram antídoto.
Mas aonde está paixão agora, de ambos os lados?
O antídoto transformou-se em eternas intenções.
O que escrevo agora já maturou demais para ser clamado,
somente reverberam em outros papéis
um sentimento fantasma na mudez de entrelinhas.
O que me resta senão dizer que um dia
já estivemos em tantas linhas, permeando poesias de amor,
contraluz, em penumbras e pontos cegos?
