Outros
“BRUTOS”
AUTOR: Luiz Santos
Passamos a felicidade aos outros
Quando encontramos a paz interior.
Nela reside o espírito,
Branda morada do amor.
E onde plantar o amor
Seja qual for o lugar,
Não há de como evitar
Sempre nascerá uma flor.
A colhê-las, desperta então o carinho.
Que como o ninho, guarda o passarinho.
A tocá-las o cuidado das mãos.
Que todo rude, que não se mude,
Não pode fazê-los então.
Dizem que os brutos também amam.
Mas, isto é fato que não procede,
O amor é dádiva sagrada divina.
Ao tosco? Não se descreve.
Amar é mais dar, que receber.
Quanto mais partilhar,
Mais felicidade se tem.
Ah! E então esses brutos?
Esses brutos?
Esses: Não dão nada a ninguém,
A eles, só os interesses convém.
Alegria peculiar
A alegria é algo peculiar
Tão peculiar que pra uns parece fácil
E pra outros difícil de achar
A alegria não se compra
Não se vende
Apenas se estende
Não se acha não inventa
Ela apenas habita
Dentro de todos nós
a linguagem dos pincéis.
Uns entendem, outros não.
Uns tantos se apaixonam até amar, até pintar!
Poucos até capturar a sensibilidade do instante, até perder a idéia lógica, até crer no vazio, no inútil... na descrença.
Até ultrapassar os limites físicos, até superar o vindouro, até chacoalhar a imaginação do leigo, até se desviar dos reflexos da atenção, até despir o ego e gotejar sobre a tela o amor. O ódio.
Coagula a tinta e com ela a voz e a fala. Se expõe a mensagem.
Com o extrato de todas essas coisas vai revelar os abismos, o segredo e o mistério.
Com o extrato de todas essas coisas vai vingar os loucos, purificar o seu mundo e o de outros e nunca vai morrer.
Eu te amo pelo uque tu és amor, não importa uque os outros dizem a respeito de nós,eu lhe amo e muito e foda-se os outros.
EXTRATO DE AMOR
O meu amor tem encantos que outros não tem
Tem as coxas grossas
O andar suave como o de uma bailarina
Voando sobre o linóleo
O meu amor tem os olhos lapidados na água
Com sua candura imprevisível.
Meu amor tem a fala
Que se entende pelo olhar.
Meu amor segue um caminho
Que é o mesmo meu
Antes de mim
Como um anjo cuidadoso.
Meu amor pinta as unhas da cor carmim
A cor da promessa que os outros não entendem.
Meu amor não é muito alta
Nem baixa que alguém perceba
É do tamanho da ribalta
De onde se ouve o concerto inteiro.
E do perdão que se aconselha.
Meu amor tem meus cuidados
Da forma que cuida de mim
O meu amor não é pesado
É do tanto que carrega o meu coração
Leve... E corre por todo os rios
E se abre dentro de mim
Como uma fecundação sem riscos
E da extrema felicidade.
Às vezes, no entender de pessoas ignorantes, os saberes e modo de visão de outros, são coisas irreais, impossíveis.
Enquanto eu destruo corações, outros andam por aí destruindo o meu, este é o ciclo basico da cadeia alimentar do amor.
Acho que a gente tem que viver sem se importar com que os outros irá falar, ou que já tenha falado, a vida é uma só - mesmo que essas pessoinhas acertem no que falam - mas eles não irão viver por nós. Cair e se levantar, isso é a vida, até porque, sem erros ninguém aprende.
Por mais intenso e belo que seja o dia, ele acabará.
Pois é preciso a noite chegar, para que outros dias belos e intensos, possam nascer.
Há quem pense que não é mais que uma mera brincadeira
Outros afirmarão que de brincadeira tem também a parte séria
Eu é que nunca me importarei com as vozes que oiço ao redor do meu caminho, porque a importância da minha chegada exige máxima concentração para chegar ao meu destino!
O ÚLTIMO ENDEREÇO
Outros beberão os nossos sonhos
E farão isso ainda quando sonhamos
Os devaneadores do mundo
Deixarão papéis com algoritmos
De mapas de tesouros fincados aonde?
Os outros de depois
E escavarão o mundo todo
Colhendo o que não amanham
Distante se chamarão do nosso nome
Legados para parentes, principalmente
E isto não nos perpetua
Porque o mundo e o tempo
Coligados desde o começo
Tratarão de derrubar
O entusiasmo dos outros
E lembrarão do esquecimento de nós
E não terá mais sentido
Nem pela noite nem pelo dia
Lembrar-nos pelo que deixamos
Nem como eram nosso nome
Não erguerão, os outros, os olhos
Pra nos lembrarem mesmo
Se deixamos nossa assinatura
No vão da parede que sustentam a casa
E a casa, pelas pequenas intervenções de agora
Já será deles, como invadiram
Os filhos dos meus filhos
Nos terão esquecido
Mesmo que utilizem nossos nomes
Repetidas vezes, a cada geração.
Nem os nossos retratos amarelos
Farão com que alguém nos lembre.
Mas haverá, menos de um dia
Em que lembrarão de nós encobertos
Por várias cortinas, totalmente esquecidos
E este pedaço de dia será
Do dia que em que precisem urgentemente
Da casa que fizeram para nós.
O único, o último endereço
E nós os acolheremos por ser mistério
Estas fazes de Deus.
Impossivel definir as pessoas, isso se chama pre-conceito, compara-las com outros, com padroes ou conceitos... Porem nao nego que em poucas perguntas elaboradas definimos a identidade, algumas caracteristicas da personalidade e o carater etico das pessoas... Confesso, nao serao nas palavras das respostas, mas em linguagens do consciente que responderao as caracteristicas desejadas... O restante do desconhecido é o sabor da vida, afinal quando as pessoas nos surpreendem positivamente ou negativamente é que trabalham nossos sentimentos e emocoes...
É incrivel como a vida da gente toma rumos;ora certos e confiantes;outros sem rumo e no escuro,eu queria poder transformar toda essa tensão e desafeto ;em certezas de momentos certos.Coração que pula pra fora,enquanto minha doce alma chora.Em um desespero de querer esse vigor eu sofro e peço por um melhor sabor.
“Ha lugares que são vazios
E outros tantos nem existem,
Mas como preencher, teu lugar
Em um horizonte sem limites?”.
