Outros
“Meu amigo falando pra não ligar pro que os outros pensam… enquanto mede a vida pelo número de likes.”
"A verdadeira sabedoria não se preocupa em impressionar os outros. Ela reconhece seus limites, permanece ensinável e busca a verdade acima da própria reputação."
É na necessidade que ferro os outros. Na promessa de ajuda alieno a necessidade, e consecutiva manutenção de migalhas.
Para alguns, a leitura é um hobby. Para outros, é sobrevivência. É a arte de respirar através das palavras, de fugir sem partir, de sentir sem se perder. E talvez seja por isso que quem ama ler nunca está verdadeiramente sozinho: porque sempre existe uma história pronta para acolher seu coração e silenciar, ainda que por alguns instantes, o barulho do mundo.
Só se ama verdadeiramente uma vez, os outros amores são cacos do espelho quebrado do amor de outrora.
Quando defendemos a liberdade de expressão dos outros, estamos defendendo a nossa própria.
Os craques costumam pensar o pensamento dos outros. Possuem um saber inconsciente que antecede o raciocínio lógico. Os neurocientistas chamam de inteligência cinestésica a capacidade de enxergar, em frações de segundo, tudo o que acontece à volta, além de calcular os movimentos e a velocidade da bola, dos companheiros e adversários. Ele sabe sem saber que sabe.
O problema com a raça branca é que muitos odeiam uns aos outros; isso é verdade para as outras raças, mas não no nosso grau.
Crer que numa empresa a hierarquia escolha uns em detrimento de outros de modo racional, fazendo uso de uma racionalidade meritocrática, é a mesma coisa que crer em lobisomens.
O MUNDO DAS MELODIAS
Em um dia como outros, estou sentada em frente a um fogão a lenha, olhando a chuva cair delicadamente na grama através de uma janela, em um dia frio de inverno intenso. Além disso, estou escutando música, mais específicamente Michael Jackson, artista do qual estou obcecada há meses, parece até doença, mas isso não vem ao caso, já que eu amo suas músicas. Todos os dias ao acordar, é uma melodia diferente em minha mente, é tão bom, mas ao mesmo tempo incomoda um pouco. Mas afinal, o que seria de nós, seres humanos, sem a tão grandiosa música?
Dessa forma, fico pensando, quando escuto uma canção animada, como por exemplo Billie Jean - obviamente vou usar Michael Jackson como exemplo - eu fico muito feliz, por mais triste que esteja naquele momento. Tenho até que me segurar para não começar a dançar, principalmente quando estou em ambientes públicos. E quando toca uma música triste? Da vontade de chorar, parece que o mundo fica escuro, e você literalmente cai dentro de uma fossa, todos os pensamentos de tristeza possíveis vêm à tona. Ah, e não dá pra esquecer aquelas que são como chiclete, gruda na mente e para tirar é só substituindo por outra da mesma espécie.
Mas, as piores são aquelas que você nem sabe realmente o conteúdo. Geralmente são em outros idiomas, não consegue-se explicar por que um sentimento ruim nasce ao escutar aquilo, e é aí que mora o maior problema. As músicas de alguma forma conversam com nosso inconsciente, trazem para a superfície pensamentos esquecidos e guardados a sete chaves. A questão aqui é: por que tudo isso acontece? A música tem um poder exorbitante sobre qualquer pessoa, ela de fato consegue mudar quem somos, pra melhor, pra pior, enfim, de diversas maneiras. Acho difícil alguém normal não gostar de uma bela canção, ela exerce um papel fundamental em nossas vidas, dá cor ao mundo.
Com isso, ao escolher uma melodia todo cuidado é deveras pouco, já que muitas delas a gente escuta várias e várias vezes, e mesmo que pareçam inofensivas, elas irão de alguma forma nos influenciar, de acordo com o conteúdo de suas letras. Por isso, escuto Michael Jackson, são letras bonitas e que me dão vontade de viver e ser alguém melhor para mim e para o mundo, respeitando literalmente o que as canções dele dizem. E quando elas “grudam”, é melhor ainda, pois essa sensação vem a todo momento no meu dia, um sentimento de ânimo em meio ao caos da rotina. Por meio disso, acho que todo mundo deveria repensar o que ouve nos fones de ouvido, pode estar provocando uma construção, ou destruição interior, em parte, somos o que escutamos. Ao ouvir constantemente algo com letras fúteis e palavrões em meio a elas, é bem possível tornar-se uma pessoa parecida com o dizer da música. Não é uma simples melodia, é um mantra, e dizem por aí que: “o que entoamos vem até nós,” tomemos cuidado!
Quando competimos com os outros, sempre perdemos. Quando competimos com nós mesmos, sempre ganhamos.
