Outros
O viver é uma vaidade e cada vida cumpre a sua idade. Uns nem chegam a nascer, outros nascem e mal começam a viver, e todos os nascidos, cedo ou tarde hão de fenecer.
Ninguém é pleno em conhecimento, mas todos dependem uns dos outros, sucessivamente, e dessa forma, o conhecimento se acumula e favorece a coletividade, de geração em geração.
De que adianta desejarmos uns aos outros boas coisas se não fizermos coisas boas uns para com os outros?
Eu luto para ser campeão, adversário é o meu eu. Há dias que sou vitorioso, em outros derrotado. Sigo em guerra lutando, não posso ficar prostrado.
Assim é a vida no todo, e o importante é ser bom soldado.
Somos todos dependentes uns dos outros. O que seria do engenheiro civil sem o auxiliar de serviços gerais? Cada qual na sua função somando para o bem de todos. Quando a arrogância fala mais alto, a dignidade da pessoa humana cai em desgraça, e não tem graça nenhuma se sentir melhor do que o semelhante, porque todos inseridos numa sociedade tem a sua precípua importância em prol da coletividade.
É preciso separar o racismo de outros lamentáveis problemas sociais. A violência, a criminalidade e a segregação social estão presentes em nosso cotidiano, e poucos estão a se importar. A banalização da vida é gritante, em especial, nos bolsões de miséria, nos locais onde o poder estatal ignora fazer presente e gerar condições mínimas de vida digna a seus concidadãos.
Abaixo a lacração. Acima respeito e educação.
Chega o tempo em que apresentamos o enfado natural do viver. Uns de forma precoce, outros tardiamente. Sorte a nossa não termos longevidade além das centenas de anos nesta terra cheia de males e enganos.
Vivemos em constante aprendizado, aprendendo quando erramos, ou com os erros dos outros enfim bem observado.
Crescemos e custamos a entender o que é riqueza. Muitos pensam ser grande soma de dinheiro, outros a posse de muitos bens. Mas cada ser humano possui muita das vezes sem perceber riquezas as quais o dinheiro jamais poderá conceder.
A riqueza do tempo para apreciar a natureza, ou quem sabe, a riqueza do amor de uma família abençoada. Enfim, riquezas temos e muita das vezes nem damos conta em fazê-las valorizadas.
A riqueza de amizades verdadeiras, a riqueza de uma saúde plena, que pode de tudo degustar sem preocupação com efeitos colaterais, e o que dizer da riqueza de paz?
Somos ricos e bem sucedidos, sejamos pois a Deus o Eterno Pai celestial sempre agradecidos.
Os que chamam os outros de intolerantes são tanto quanto ou pior. Verdade é que não há como esquadrinhar o coração humano, onde os mistérios da alma se ocultam. Humanos são seres capazes de coisas horrendas, colocando até o planeta em risco de se extinguir por tamanha ganância e orgulho.
Uma seara de amigos é o que podemos ter, alguns são meros companheiros, outros tão importantes, que sempre hão de amar você.
O homem pode se diferenciar dos outros em vida, mas quando a morte vem, não há dinheiro que a detém.
Somos indivíduos, únicos em essência, portanto, não queiras medir uns pelos outros, porque não somos instrumentos de aferição da vida alheia.
A vida é um baile e cada indivíduo ostenta sua fantasia. Uns com temas alegres, outros com temas sem alegria.
