Outono
O Outono de nossas vidas nos levará ao Inverno das emoções para despertar na Primavera de luz com JESUS e o Verão será de Paz...
Outono…
Outonemo-nos.
Porque vida é isso, renovação, transformações e adaptações. Viver é saber que mesmo após a queda de todas as suas folhas, e após passar por um inverno rigoroso, a vida volta a florir, o perfume do que é bom volta a circular. Que vivamos o outono com seu frescor transformador, que passemos pelos invernos da vida com fé e esperança em dias melhores, porque eles sempre chegam. E que Deus esteja presente em cada estação.
Josy Maria
No verão o sol brilha intensamente e as plantas crescem.
No outono o vento desfolha as árvores e as paisagens ficam cinza.
No inverno chuvas, frio, gelo e neve fazem as plantas ficarem ociosas.
Mas com a chegada da primavera a vida renasce e as cores voltam a prevalecer.
Assim são as nossas vidas, passamos também por várias estações que fazem a gente crescer, termos paciência, prudência, resignação, renascimento, esperança, paz, tristeza, alegria e felicidade.
Como a natureza, vamos fazer a transformação de tudo aquilo que nós queremos mudar.
Por que a natureza faz a dela com perfeição.
As folhas de Outono me lembram seus olhos
A brisa do vento me lembra tua voz
Nomearia o céu estrelado luar com o seu nome
Quando fecho os olhos é o teu abraço que eu procuro
Decoro cada traço do seu rosto pra te encontrar nos meus sonhos
Eu dançaria com o seu fantasma na chuva
Beijaria as gotas pensando na sua
boca.
Outono chegou
Trazendo rastros de você
És tão Vênus que seria pecado
Te esquecer
As folhas de outono
Me lembram seus olhos
A brisa do vento
Me lembra tua voz
Nomearia o céu estrelado luar
Com o seu nome
Quando fecho os olhos
É teu abraço que eu procuro
Decoro e traço cada traço do seu rosto
Pra te encontrar nos meus sonhos
Eu dançaria com o seu fantasma na chuva
Beijaria as gotas
Pensando na sua
Boca
Vou devorando a minha vida
É tarde de outono e eu queria tanto andar na chuva
Quando eu vejo, o sol tá no horizonte
O dia tá desfeito em mar de fantasia
Às vezes quase eu durmo
De tanto querer que o sono venha
Há tantas vidas, difícil é ter outra a ter tantos quereres
No início é ter que costumar as vistas
É como estar em um pomar
E ver que o fruto e as folhas são da mesma cor
Vou fazendo de conta que conto pitangas no ar
Outono é tarde, estou noutra estação
Outro trem vai vir, há de passar
A noite chega em mim
A noite chega e se lastima assim
A dizer que o trem que vai passar não leva ao fim da linha
Eu digo à noite que a vida é uma lista
Eu peço à vida que seja da noite esse olhar pessimista
Apago da lista esse triste desejo
De chegar nessa manhã que tem jeito de tarde
Eu só escolho querer, numa vontade que não é minha
Tarde que andava na linha, rumo à próxima estação
Eu queria era andar, andar sem rumo e nem direção
Andar na chuva
Colhendo as pitangas que flutuavam
Pitangas amarelas, iguais àquelas
Que existiram nos fundos de algum quintal da minha infância
Onde eu ia devorando a vida
Um lugar, uma estação
Um trem que passava e tinha a companhia sempre lá
De alguém que te acompanha e leva pro infinito
E apanha frutos no ar, igual ao que a gente fazia
Quando o dia era desfeito em mar de fantasia
A gente sabe e cansa de saber que esse infinito acaba
E mesmo assim desata a rir
Num riso que não tem fim.
Nem precisa acabar.
Edson Ricardo Paiva.
Parece que um vento de outono
Com folhas da mesma estação
E aquelas tardes de mesmices
Vem arder no coração
Pra mostrar que deixaram uma certa saudade
Daquelas, que se leva tempo a perceber
Mas elas vem, porque
Sempre há de soprarem
Vazios, que te fazem ocultar a tantos rios
Rios guardados num lugar que só se sente
Quando o outono varre as folhas
Que só sabe, que só sente
Os olhos que guardaram essas imagens
Paisagens que a vida escondeu
Num lugar assim, pra lá de especial
Perdido, escondido
Aqui, no coração da gente.
Edson Ricardo Paiva.
Um amor...
Um amor que chegou como ventania de outono, nada espalhou mas juntou tudo dentro de mim, até as cinzas das antigas ilusões, este amor as soprou e no palco do meu coração as fez dançar.
Um amor que chegou em noite de primavera em um estender de mão, derrubou as portas da minha desabitada morada, dobradiças e fechaduras em ferrugem tiniram ao chão. Quem ousaria entrar neste coração em ruínas?
Coração adormecido despertou, viu entrar pelas portas e janelas o clarão de um luar sem reserva, estrelas de prata se davam em bandeja a outro céu. Era você, era o amor.
Hoje o coração arredio baila, vendo as ruínas levantadas, as veses chora sem consolo vendo o amor em ventania ensaiando suas asas para voar.
FIQUE! Mas por favor, só fique se ficar por inteiro.
UM AMOR QUE SOBRESSAI
No outono é ventania, levanta as folhas e desnuda o improvável, seu gemido é uma canção que faz bailar a emoção e sobressai.
No inverno é esperança da mais atrevida e ácida, meu pé de hortelã em concorrência cobre-se de puro ardor, vendo meus olhos prostrados na estrada esperando seu retorno sem sucesso. Meu lábios no frio rachados em dor, eleva-me a ilusão de viajar no peito seu e sobressai.
Na primavera a fragrância das flores desce com o amor deslizando no rio cego da noite, segue a risca a correnteza transborda de desejo o coração e sobressai.
No verão entre os pingos pesados da chuva o amor chora e ninguém ver, na noite de lua prateada sonha, debaixo do pisca pisca estelar que torce incansavelmente para que, num dia de praia e sol, ouriço e arraia, vencida a guerra em posse de medalha, o amor não mais sobressaía será coroado.
Em cada outono do meu ser, teve desfolhos envolto em lágrimas, no íntimo sentia que era adubação e aguamento ás sementes caídas, dias antes da primavera já despontava botões em arma de espinhos desencadeando um lençol multicor á florir.
Há quem diga: dias tristes de outono!
Nevoeiro embarça e encobre caravelas.
Há de ver com claridade seu terno Dono.
Desenhou em versos cada folha em aquarela.
Março Abençoado:
Adentra timidamente integrando o verão e estreando dias salpicados de um outono encharcado de bênçãos.
FOLHAS SECAS DE OUTONO
.
Caiam folhas secas de outono
Sobre a terra avermelhada
E no mais repousante sono
Num mundo livre sem dono
Suspirava a moça apaixonada.
.
Ela viu chegar um lindo cavaleiro
Montado num cavalo branco
Ele a arrebatou por inteiro
E sobre o animal faceiro
Saíram a passear pelo campo.
.
Milhares de pássaros entoavam canções
Os jardins estavam floridos e perfumados
Não existiam as quatro estações
E ela sentiu muitas palpitações
Quando percebeu que o cavalo era alado.
.
Lá do alto ela via as serras
E as nuvens que as cobriam
Via também escorrendo pela terra
Alimentando as plantas e as feras
As águas que nos rios corriam.
.
Ao pousar sobre uma colina
Nos braços ele a tomou
E olhando para cima
Viu-se refletida na retina
Do homem que a conquistou.
.
Ela não resistiu aos encantos
E se deixou beijar pelo amante tão hábil
Mas acordou em prantos
Ao perceber que foi o vento brando
Que jogou folhas secas sobre os seus lábios.
RAÍZES DE OUTONO
Mãe amada
É primeiro de abril
A ti já se viu
Inflamados discursos
Convenientes aos ursos
Momentos diversos
Hoje povo disperso
Nos deixaram mais pertos
Nesse momento
Alegria e alento
As folhas caem
E a raiz fortifica
Beleza que implica
Um novo porvir
Feliz leniência
Onde a conveniência
Não tem vez e nem voz
Estação do amor
Desabrocha em nós!
✍️E assim também é a vida; a primavera bela, o verão maravilhoso, o outono acolhedor, mas o inverno nem sempre é ameno, pode ser rigoroso.🌹
"De olhos fechados,amando,alta noite,no outono,respiro o cheiro bom de teus seios fogosos,vejo entreabrir-se além cenários deleitosos, cintilando ao ardor de um sol,morno de amor."
Ventos fortes do outono
que vão serpenteando
levando embora as angústias
trazendo de volta
um pouco de conforto,
um refrigério após algumas lutas,
uma sensação necessária de renovo.
