Outono
...hoje recolhi as folhas do outono
que caíram sobre mim...
...recolhi também as palavras
que eu não disse a ninguém
silenciei-me porque se as tivesse dito
seria impossível de resgatá-las...
...recolhi meus sentimentos
que insistiam em aflorar
porque eram aqueles não tão bonitos
de se ouvir e nem de se falar
por isso aquietei-me...
...recolhi as pedras que me atiraram e também todas que atirei
e com elas meu caminho calcei, parei e questionei-me...
...recolhi as mentiras que me disseram nem compartilhei
somente sanei-as...
...recolhi as flores que há anos, foram as sementes que eu plantei
e hoje elas enfeitam meu lar, minha vida e o jardim do meu coracao
e por isso replantei-me...
...recolhi as piores lembranças e as memórias insanas
pelas quais eu passei e de tal forma ressenti-me...
...recolhi os momentos de tristeza que dispus sobre a mesa
e me arrependi de ter feito, porque demonstrou a minha invulnerabilidade
por isso fraquejei-me...
...recolhi o tempo que me foi dado e até então desperdiçado
e me bateu um desespero, porque sou de reutilizar as boas atitudes
reciclar as más ações e aprendi a reduzir o desperdício de tempo
fazendo o melhor que posso, então transformei-me...
...recolhi as vitórias, os sucessos e o bem que fiz de alguma forma
demonstrando o meu valor, fiz uma prece e agradeci ao meu Senhor...gratidão!!!
CASTANHAS
Quem quer quentes e boas quentinhas?
É outono as folhas estão a cair
As castanhas do ouriço vão sair
Elas estão a cair para as apanhar
E os dedos vão picar
Quem quer quentes e boas quentinhas?
Caem as castanhas lá do castanheiro
E nós vamos lá para as apanhar
Quem quer quentes e boas quentinhas?
Colhendo cores
O outono é a estação exultante da policromia que aconchega o coração, onde a natureza nos ensina através do desprendimento que vivemos em um mundo de impermanência e fragilidade, onde uma das leis da vida é o desapego, pois é através do "deixar ir" que nos permitimos uma das maiores dádivas da vida: o renascer do que há de florir em nós.
Soraya Rodrigues de Aragão
Ao Equinócio da Alma no Outono
Nesta paisagem interior da alma, a luz cruza o horizonte da esfera celeste do coração, eclipsando nossas emoções. Nossos olhos se voltam para as noites iguais da nossa mente, observando, silenciosamente, que uma metade da luz está acima do horizonte do coração, no mesmo momento que a outra metade está abaixo; aguardando por uma transformação interior. Nossas colheitas dizem o que plantamos na estação anterior. Que o leite derramado seja sempre um ato de agradecimento na terra dessa jornada, onde a vida continua a nascer em cada dia e morrer em cada noite. Os ventos levam as folhas secas dos nossos lamentos para o norte dos nossos olhos, em cada noite que esperamos pela volta de alguém que partiu. Seguimos plantando nas margens das nossas esperanças, as sementes que tiramos dos frutos dos nossos sofrimentos. Amadurecemos no mesmo tempo que eles, diante da luz que nossa fé irradiou no equilíbrio das nossas certezas mais lúcidas. Cada semente, para germinar, deixa-se morrer nas profundezas da terra, formando um novo grão de vida, pronto para novos ciclos da natureza. O equinócio do outono é a passagem da luz do amor na alma, no horizonte da esfera celeste do coração.
Que toda forma de amor tenha a proteção infinita do Universo, hoje e sempre!
Você foi
o meu
melhor
outono...
Trouxe alegria
para minha alma
e sorriso para
o meu coração.
Me presenteou
com palavras doces,
melodia suave aos
meus ouvidos...
Como um canto
entoado por Deus,
me dando esperança,
fazendo festa nos
meus dias sombrios.
Foi uma luz
Um alívio!
Minha sincera
gratidão a ti,
alma nua
e desconhecedora
do que é mal.
Que o bem perdure
em nossas vidas.
Que todas as feridas
sejam curadas.
E que nada que um dia
nos faça florescer
precise ter seu fim na
primavera.
MURMÚRIOS DE AMOR
O versar ao cair das folhas pelo outono
suspiroso por tu, cheio de aflitivo canto
lastimando o afeto, de outrora encanto
como um cântico tortuoso sem entono
Ó rudeza de solidão seca no abandono
o ocaso entristece o verso com pranto
sentido, regado em lágrima, enquanto
tombam as folhas maçadas e sem tono
São suspiros que nascem de um jeito
e largam o coração apertado e estreito
nos versos tão choramingados na dor
Ó sensação! Este destino tão amolado
e o sentimento com o recordar fadado.
Faz murmurar saudades, de um amor!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 junho 2024, 16’02” – Araguari, MG
Feliz ano novo.
Outono é igual meus momentos.
Nem frio, nem calor, apenas instável.
Triste e solitário.
Resquício de um mau sentimento.
Estou tentando superar a dor que está aqui.
Lembro de você nos momentos alheios.
Sinto-me vivo.
Mas muitas vezes não queria.
Aceito e sofro, porém, alegre e feliz.
Mas realmente eu sei que, sou frio.
Agradeço em orações aos amigos que tenho.
Vejo, e percebo o quão fundo estou.
Peço que um dia ela volte.
Mas se não voltar, que eu possa encontrar alguém.
Hoje nesse último texto por ela, deixo meus sentimentos.
Até um dia ela voltar.
Talvez em um outro lugar,em outro momento,em uma outra hora ou em um outro outono o acaso queira me surpreender com felicidade....
Meu par de olhos castanho
Aquele garoto...
cabelos da cor do outono,
Seu cheiro com um aroma masculino sedutor,
aquele maldito cheiro que te hipnotiza e que te faz cometer loucas.
Aqueles olhos...
Ah, que olhos!!
O mesmo par de olhos castanhos que me enfeitiça,
fazendo-me te desejar de todas as formas possíveis,
trazendo pensamentos inadequados para uma dama.
Mudaram As Estações
Em uma floresta de outono
O calor há muito já se foi
As folhas amarelas não mentem
A vida escorre, a neve vem
À noite, a fogueira é conforto
Resto do que já foi sentimento
Só o que ficou foi a ausência
E o pesar de risadas não dadas
No céu noturno, estrelas brilham
Oniscientes, onipresentes
Elas que observam a tudo
Sentem o vazio que plaina cá
Tal qual o silêncio violento
Pois que a vida não mais habita
Os recantos verdes d'esperança
Dessa floresta sem seu calor
As cores refletem o passado
E a esperança da primavera
E o amor, a mais linda das cores
Ou é a soma de todas elas?
Passada a noite com paciência
Encontra-se infindável lago
E o sol que brilha no céu azul
Reflete na água cristalina
E abaixo da superfície, vida!
Coloridos cardumes, milhares
Em derredor à floresta aquática
Onde é sempre quente e não há neve
E verde bem como a esperança
Vida colorida como o amor
Água brilhante como as estrelas
Sol quente que a toda vida aquece
ais...
quando o nevoeiro
pulveriza o Outono
o bosque desmaia
em ais d'espanto!...
-- josecerejeirafontes
O Enigma do Outono
Folhas viçosas
se entregam ao sol...
Secam e caem no chão...
Folhas de meia-cor,
mescladas, desbotadas,
jazem no frio da estrada...
Alimentando-a em cor e beleza!
-- josecerejeirafontes
PASSEAMOS
Passeamos pela noite afora,
tinhas os cabelos soltos em
uma brisa leve de outono.
Bem junto a mim caminhavas,
teu rosto de sonho, junto ao
meu encostastes.
Senti a suavidade da tua pele,
macia e quente.
Trocamos olhares, nossas mãos
se juntaram.
Ao teu ouvido, disse; te quero.
Coraste, mas nada fizestes,
mais junto a mim então, ficastes.
Rostos virados, um para o outro,
lábios que se procuram, e em um
beijo de amor, ficamos segundos
unidos, abraçados.
Continuamos,sentido do amor o
efeito, que nunca passa, mas
prende.
Nos deixa um ao outro ligados,a
cada segundo, mais presos, mais
juntos,mais apaixonados.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. R.J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Ah, Outono!
Sinto minhas folhas caindo.
Secas, ao vento dançam e se vão.
Voam distante, carregam ilusão.
São sonhos que se foram.
Faz parte do ciclo, folhas se renovam.
Outras irão surgir.
O importante é deixar ir!
Edileine Priscila Hypoliti (Edí escritora)
É no OUTONO que as folhas caem.
E muitas vezes reclamamos da sujeira que fica debaixo das árvores sem perceber queeste processo é vital para que novas flores e folhas venham a nascer.
Assim a vida ensina que cair também é importante paralevantar e VENCER!
Uma flor de outono
No outono, uma flor solitária floresceu
Com pétalas de um lindo tom de amarelo
O vento frio soprava e ela tremeu
Mas sua beleza resistiu ao desmazelo
Ela não era como as flores da primavera
Que exibiam cores vibrantes e intensas
Mas ainda assim, tinha uma beleza sincera
Que a fazia única e especial, como as princesas
Seu perfume não era tão forte ou doce
Mas ainda assim, tinha um toque suave
Que trazia paz e tranquilidade ao entardecer
E atraía borboletas e abelhas em enxame
Ela floresceu sozinha, sem companhia
Mas ainda assim, mostrou ao mundo sua graça
Uma flor de outono, que com sua magia
Ensinou a todos a valorizar a vida em sua breve passagem.
Deixe levar como uma folha em tarde de outono, a convide para ver o por do sol, tenha gestos singelos privilegie o olhar puro e sincero, namore em praça publica, colha e presenteie uma rosa, brinque com uma criança, seja cordial, prestativo, distribua sorrisos, apertos de mãos, abrace um amigo, pode ser o único gesto de afeto que uma pessoa terá naquele dia, não dê o que te sobra mas sim o que faz falta, se torne a alegria de alguém e seja feliz também.
Na primavera te reguei com o meu querer
No outono descobri que ainda há flores em você
No inverno é quente faz calor no coração
A nossa história vai durar mais que um verão
