Os Velhos Carlos Drummond de Andrade
POeMA DE SEGUNDA
A semana começa.
O dia termina.
O tempo voa.
Sexta chegou —
e o tempo foi pouco.
Sábado passou,
domingo é sala de espera pra segunda.
Tudo recomeça.
A roda gira:
tempo, trabalho, tropeço e o vôo.
E a vida?
Bilhete de ida
pra um tempo qualquer
Pra uns, curto.
Pra outros, um pouco mais.
No fim,
somos só isso:
passageiros do tempo,
com hora marcada.
Não tenho a pretensão alguma de escrever o gosto, minha literatura nada mais nada menos é, tudo o que mais me dói.
A teologia de Cristo não é sobre saber quem Ele é intelectualmente. É sobre amá-Lo a ponto de buscá-Lo no secreto, na intimidade, onde o coração fala mais que a mente.
Existem lugares que não me cabem mais
E pessoas que não merecem compartilhar minha energia, isso não me faz um cara metido e sim não gosto de ambiente tóxico de xingamento, gritaria e baixaria simples, as pessoas que convivem na minha vida social são bem diferentes e compartilham do mesmo pensamento que o meu, então não sou obrigado agradar a todos, e fingir ser uma cópia, não sou um boneco de ventrículo, enfim ...
Faz-me ouvir a tua voz, ó Deus.
Faz-me, ó Deus, sentir a beleza do teu olhar.
Resplandece, ó minha alma, o brilho do olhar do teu Deus, Senhor.
Ó beleza imensa,
a ti anseia minha alma e todo o meu ser.
Busco-te nos campos dos lírios,
nos pastos serenos,
no silêncio onde tu repousas,
onde o amor habita
e a fonte eterna jamais se apaga.
